Questões de Concurso sobre Psicologia Jurídica/Forense

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
1.070 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Caio e Ludmila viveram relacionamento conjugal por doze anos, tendo gerado filhos gêmeos da união, mas ela rompeu a conjugalidade quando foi fisicamente agredida pelo ex-companheiro. Em função da violência sofrida, Ludmila ingressou com ação no Juizado de Violência Doméstica de sua cidade.


Uma vez que seja constatada a violência doméstica o juiz pode aplicar as seguintes medidas protetivas de urgência abaixo relacionadas para Caio, a exceção de uma. Assinale-a:


A

Comparecimento em programas de recuperação e reeducação.


B

Atendimento individual e/ou em grupo de apoio do agressor.


C

Restrição ou suspensão de visitas aos filhos após avaliação da equipe multidisciplinar.


D

Suspensão da posse ou restrição do porte de armas pelo agressor.


E

Determinar a matrícula dos filhos em escola mais próxima de casa, independente de vaga.

Maiara exerce a atividade profissional de perita psicológica, prestando assessoramento ao sistema de Justiça. Por isso, foi designada para realizar a avaliação de um caso de litígio familiar que envolve aspectos relacionados à insegurança alimentar e à saúde mental.


A respeito do processo avaliativo realizado por Maiara, assinale a afirmativa correta.


A

O uso de testes psicológicos tem como único objetivo conferir legitimidade ao laudo psicológico.


B

Em atendimentos com finalidade jurídica, é comum que as pessoas verbalizem espontaneamente seus pensamentos sem censurá-los.


C

Maiara pode dispensar a escuta de uma das partes da lide se dispor de provas documentais a seu respeito, formulando assim, conclusões psicológicas relativas a ela.


D

Cabe a Maiara entrevistar ambas as partes do processo e conduzir a avaliação com imparcialidade, mesmo atuando como assistente técnica e não como perita.


E

Pode ser necessário encaminhar as famílias para a inclusão em políticas sociais específicas, sendo também atribuição da(o) psicóloga(o) jurídica(o) contribuir na composição da rede pública de assistência e de saúde.

O processo da Reforma Psiquiátrica (AMARANTE, 2009), pode ser dividido em quatro eixos, referindo-se aos campos teórico-conceitual, técnico-assistencial, sociocultural e:


A

psicopedagógico


B

jurídico-político


C

educacional


D

hospitalar

O psicólogo perito é um profissional designado para assessorar a Justiça no limite de suas atribuições e, portanto, deve exercer tal função com isenção em relação às partes envolvidas e comprometimento ético para emitir posicionamento de sua competência teórico-técnica, a qual subsidiará a decisão judicial (CFP nº 008/2010). Mariana tem 8 anos, no momento reside com sua genitora, após a separação dos pais que aconteceu quando a menina tinha 5 anos. Atualmente, Mariana está em acompanhamento psicológico, principalmente para conseguir assimilar questões relacionadas à ausência de acordo dos pais em relação a sua guarda. O genitor de Mariana entrou com pedido de guarda compartilhada, por insatisfação em relação ao modo como a genitora vem educando Mariana. A psicóloga que atende Mariana na clínica é também a psicóloga perita designada para elaborar o relatório judicial da criança. Considerando a resolução mencionada, no que desrespeita ao Capítulo IV (Art. 10) e o caso hipotético, ao psicólogo que atua como psicoterapeuta das partes é VEDADO em um litígio:


A

Atuar em equipe multiprofissional na elaboração do laudo, desde que preserve sua especificidade e limite de intervenção, se subordinando técnica e profissionalmente a outras áreas.


B

Restringir sua análise ao estudo psicológico resultante da perícia, elaborando quesitos que venham a esclarecer pontos não contemplados ou contraditórios, identificados a partir de criteriosa análise, respaldando, assim, a pessoa atendida.


C

Produzir documentos advindos do processo psicoterápico com a finalidade de fornecer informações à instância judicial acerca das pessoas atendidas, independentemente do consentimento formal dos responsáveis, conforme a Resolução CFP, nº 08/2002.


D

Produzir documentos advindos do processo psicoterápico com a finalidade de fornecer informações à instância judicial acerca das pessoas atendidas, sem o consentimento formal destas últimas, à exceção de declarações, conforme a Resolução CFP nº 07/2003.


E

Apresentar indicativos pertinentes à sua investigação que possam diretamente subsidiar o Juiz na solicitação realizada, reconhecendo os limites legais de sua atuação profissional, sem adentrar nas decisões, que são exclusivas às atribuições dos magistrados.

Segundo H. Zehr, na obra Justiça Restaurativa (2012), essa modalidade de aplicação da justiça


A

prevê o encontro face a face entre vítima e ofensor como única forma de promover a responsabilização pelo crime cometido.


B

identifica os termos sociedade e comunidade, uma vez que um delito atinge a todos, de forma direta ou indireta.


C

não reconhece a necessidade de autoridades externas e decisões cogentes para a aplicação da justiça em sentido amplo.


D

tem em seu cerne a intenção de trazer justiça para aqueles que de alguma forma transgridam os códigos de conduta de uma dada comunidade.


E

tem tentado se concentrar nas microcomunidades mais diretamente afetadas pelas ofensas.

Na visão de Oliveira, Moreira e Natividade (em Soares e Moreira, 2020), a atuação dos psicólogos no campo jurídico


A

migrou gradativamente para uma posição crítica que engendra a construção de novas formas de saber e de fazer psicologia junto ao direito.


B

tem se mostrado um tanto errática, sendo determinada muito mais pelas expectativas de juízes e advogados do que pela qualificação técnica dos profissionais psicólogos.


C

tem se caracterizado por uma perspectiva voltada para os desvios da lei, em oposição aos desvios da norma, assegurando um caráter mais objetivo em suas contribuições no contexto jurídico.


D

continua sendo a confecção de laudos e pareceres, pressupondo que, nessa interface, cabe ao psicólogo uma atividade basicamente avaliativa e de subsídios aos operadores da justiça.


E

encontra-se mobilizada para a construção de práticas de resistência diante da captura das subjetividades pela judicialização, patologização, medicalização, internação e criminalização dos visados pelo sistema.

Durante uma prática de Justiça Restaurativa, foi realizado um círculo restaurativo envolvendo um adolescente, que havia cometido vandalismo em uma escola, o diretor da instituição e representantes da comunidade local. Durante o círculo, o adolescente reconheceu sua responsabilidade, explicou os motivos de sua ação e concordou em reparar os danos causados, incluindo ajudar na pintura das áreas danificadas e participar de atividades comunitárias. Com base nos princípios descritos por Howard Zehr na obra Justiça restaurativa (2012), o objetivo principal desse processo é


A

permitir que as partes envolvidas expressem suas necessidades e participem da solução para reparar o dano e restaurar as relações.


B

criar um registro legal que possa ser utilizado futuramente para monitorar o comportamento do adolescente.


C

reforçar a autoridade da escola ao estabelecer regras claras e inquestionáveis para o comportamento dos alunos.


D

promover a reintegração do adolescente por meio de ações simbólicas, sem exigir uma reparação prática ou responsabilidade direta.


E

garantir que o adolescente receba uma punição exemplar para evitar futuras infrações.

No Guia de referência para capacitação em escuta especializada e depoimento especial, Santos e Gonçalves (2020) comparam a escuta especializada e o depoimento especial, destacando diferenças fundamentais entre as duas práticas.


Com base nesse material, assinale a alternativa que reflete corretamente essa comparação.


A

A escuta especializada ocorre no ambiente judicial e segue rigorosos procedimentos técnicos, enquanto o depoimento especial acontece em espaços informais para garantir maior conforto à criança ou ao adolescente.


B

A escuta especializada e o depoimento especial têm o mesmo objetivo: produzir provas judiciais a partir do relato da criança ou adolescente com suspeita de vitimização sexual ou de outra natureza.


C

A escuta especializada visa colher informações para atendimento e proteção da criança ou adolescente, enquanto o depoimento especial é uma prática judicial voltada para a coleta de provas em processos legais.


D

O depoimento especial é conduzido por profissionais da rede de assistência social, enquanto a escuta especializada é realizada exclusivamente por membros do Poder Judiciário.


E

Tanto a escuta especializada quanto o depoimento especial têm como foco principal o acolhimento da criança ou adolescente, oferecendo-lhe um ambiente seguro para seu relato espontâneo.

Maria Helena atua como psicóloga perita designada por juiz para assessorar a Justiça em casos que envolvem violência contra crianças e adolescentes, em processos de guarda e de adoção. Nesses casos, a outra parte do processo judicial indica um psicólogo para assessorá-la, atuando como assistente técnico para garantir o direito ao contraditório. Conforme Resolução CFP nº 8/2010, que dispõe sobre a atuação do psicólogo como perito e assistente técnico no Poder Judiciário, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O psicólogo perito e o psicólogo assistente técnico devem evitar qualquer tipo de interferência durante a avaliação que possa prejudicar o princípio da autonomia teórico-técnica e ético-profissional e, ainda, que possa constranger o periciando durante o atendimento.

( ) O psicólogo assistente técnico pode acompanhar, sem interferir, a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa.

( ) Em seu relatório, o psicólogo perito apresentará indicativos pertinentes à sua investigação, que possam diretamente subsidiar o Juiz na solicitação realizada, reconhecendo os limites legais de sua atuação profissional, sem adentrar nas decisões, que são exclusivas às atribuições dos magistrados.

( ) O assistente técnico é o profissional capacitado para questionar tecnicamente a análise e as conclusões realizadas pelo psicólogo perito e restringirá sua análise ao estudo psicológico resultante da perícia, elaborando quesitos que venham a esclarecer pontos não contemplados ou contraditórios, identificados a partir de criteriosa análise e, ainda, poderá ouvir pessoas envolvidas, solicitar documentos em poder das partes, entre outros meios.


A sequência está correta em


A

V, F, V, V.


B

F, V, V, V.


C

V, V, F, F.


D

F, F, F, F.

Atenção: o caso a seguir refere-se às duas próximas questões:


Patrícia atua como psicóloga em um Tribunal de Justiça e foi indicada como perita do Juízo de Família em uma ação em que Caio e Vera disputavam a guarda do filho Theo, 05 anos. O advogado de Vera questionou as conclusões do documento produzido por Patrícia.


De acordo com a Resolução nº 31/2022 do CFP, avalie se Patrícia pode usar como instrumentos para a avaliação psicológica:


I. testes psicológicos projetivos aprovados pelo CFP para uso profissional.

II. entrevistas psicológicas e anamneses com os genitores.

III. instrumentos não psicológicos, como tarô, desde que com o consentimento das partes.


Está correto o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

I e III, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I, II e III, apenas.


E

II, apenas.

Construída como uma alternativa às formas tradicionais de resolução de conflitos, a justiça restaurativa se caracteriza por


A

defender o sistema retributivo na dimensão penal.


B

focar na perspectiva comutativa diante do crime.


C

trazer a proposta punitiva frente ao ato criminoso.


D

olhar para a vítima e a comunidade, além do ofensor.


E

aumentar, de forma colateral, os custos no Judiciário.

Joana, uma psicóloga forense, foi designada para entrevistar Ana, uma criança de 9 anos, envolvida em um processo de disputa de guarda entre seus pais. No caso, o pai alega que a mãe influencia negativamente a filha contra ele, enquanto a mãe afirma que o pai tem comportamentos agressivos. Durante a entrevista, Joana percebe que Ana demonstra sinais de desconforto ao abordar questões familiares, mas, ao mesmo tempo, apresenta descrições espontâneas de situações vividas com os pais. Joana precisa conduzir a entrevista de forma ética, respeitando os direitos e o bem-estar de Ana, além de minimizar possíveis influências externas sobre as respostas da criança. Na visão de Cattani (mencionada em Hutz e colaboradores, 2020), uma prática ética e técnica adequada à situação seria


A

seguir um roteiro de perguntas previamente estabelecido, para garantir que as informações coletadas estejam completas e sejam objetivas.


B

evitar técnicas projetivas ou interações exploratórias, concentrando-se na obtenção de dados factuais que subsidiem as decisões a serem tomadas.


C

explicar para Ana o motivo de ela estar ali, supondo que, pela idade, ela tem desenvolvimento cognitivo suficiente para entender a situação.


D

apontar para Ana que ela deve dizer com qual dos pais ela prefere morar e os motivos para sua escolha, assegurando-lhe que sua opinião será decisiva para a definição do processo.


E

explorar diretamente se Ana considera algum dos pais culpado pelos conflitos familiares, para obter informações claras e objetivas sobre a dinâmica entre os genitores.

Desde o advento da Constituição Federal de 1988, um novo cenário social passou a se configurar no Brasil, construindo-se progressivamente demandas para atuação de psicólogos na interface com o sistema jurídico-legal.


Nesse contexto é esperado que o psicólogo:


I. crie e aplique estratégias de promoção de saúde para os envolvidos em demandas judiciais.

II. garanta espaços de escuta e de autonomia da pessoa na resolução de conflitos.

III. oriente, encaminhe e desenvolva intervenções psicossociais.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

III, apenas.


D

I e II, apenas.


E

I, II e III.

Determinado psicólogo atuante em contexto judicial realizou entrevista com adolescente de 14 anos após sofrer violência praticada por um familiar em sua residência. O profissional foi atento ao modo como deveria conduzir esse momento, baseando-se na escuta especializada, que é um procedimento de entrevista sobre situação de violência com criança ou adolescente perante órgão da rede de proteção, limitado o relato estritamente ao necessário para o cumprimento de sua finalidade. Considerando o caso hipotético anterior, analise as assertivas a seguir sobre a Lei nº 13.431/2017 que dispõe sobre depoimento especial e lei da escuta protegida.


I. Depoimento especial é o procedimento de oitiva de criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência perante autoridade policial ou judiciária.

II. A criança ou o adolescente será resguardado de qualquer contato, ainda que visual, com o suposto autor ou acusado, ou com outra pessoa que represente ameaça, coação ou constrangimento.

III. A escuta especializada e o depoimento especial serão realizados em local apropriado e acolhedor, com infraestrutura e espaço físico que garantam a privacidade da criança ou do adolescente vítima ou testemunha de violência.

IV. O depoimento especial reger-se-á por protocolos e, sempre que possível, será realizado uma única vez, em sede de produção antecipada de prova judicial, garantida a ampla defesa do investigado.


Está correto o que se afirma em


A

I, II, III e IV.


B

I, apenas.


C

II, apenas.


D

I e II, apenas.


E

II e III, apenas.

Solange, mãe de Lara, em processo litigioso contra o ex-marido, solicita a guarda unilateral da menina. No contexto do litígio, surge a acusação, por parte de Solange, de que o pai da criança teria abusado sexualmente da filha. Segundo Pelisoli e Rovinski (em Hutz et al., 2020), na perícia psicológica voltada para o esclarecimento da denúncia, é recomendável que o psicólogo


A

converse com a criança em uma sala com muitos brinquedos e materiais de cores variadas, de modo a inseri-la em um ambiente lúdico e pouco ameaçador.


B

evite entrevistar o suposto agressor porque seu discurso será inútil, por se mostrar defensivo ou contaminado por raiva e ressentimento.


C

entreviste os cuidadores da criança, atendo-se aos comportamentos da criança que possam indicar experiências de vitimização sexual.


D

elabore perguntas que possam ser respondidas com “sim” ou “não”, para a criança compreender com mais clareza e facilidade o que lhe está sendo perguntado.


E

faça uso de instrumentos capazes de conferir maior objetividade e sustentação empírica para as considerações futuras sobre o caso.

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência - PROERD é desenvolvido pela Polícia Militar em escolas públicas e particulares com crianças e pais visando à proteção contra o uso de drogas e contra atitudes que geram violência.

Sobre esse tipo de iniciativa é correto afirmar que


A

a estratégia de prevenção secundária envolve palestras informativas e atividades interativas em grupo para evitar a iniciação no uso de drogas.


B

as atividades de prevenção e promoção de saúde mental devem ser prerrogativa de profissionais de saúde mental como psicólogos.


C

é um dever da instituição de ensino assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas.


D

a exposição de crianças a informações sobre drogas desperta a curiosidade e estimula o uso precoce de substâncias lícitas e ilícitas.


E

a convivência familiar em um ambiente tolerante com relação ao consumo de substâncias psicoativas é um fator de proteção contra o uso de drogas.

No âmbito jurídico, o psicólogo perito


A

assessora a Justiça, com isenção em relação às partes envolvidas, emitindo um laudo psicológico com base no referencial teórico-técnico para subsidiar a decisão do judiciário.


B

orienta majoritariamente as decisões dos juízes, analisando criticamente fatores psicológicos.


C

atua como assistente técnico, discriminando e avaliando criticamente os fatores psicológicos.


D

deve estar presente durante a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo assistente, e vice-versa.


E

formaliza a sua prestação de serviço mediante Termo de Compromisso firmado em cartório onde está tramitando o processo, em que conste sua ciência e atividade a ser exercida, com anuência da parte contratante.

Emergindo como modelo alternativo às formas tradicionais de resolução de conflitos propostas pelo Judiciário, a Justiça Restaurativa


A

exige que o infrator receba uma punição por um crime proporcional e semelhante ao seu delito, seja pela privação de liberdade ou pagamento de multa.


B

prioriza o passado, pois foi o momento em que a ação ou a omissão delituosa aconteceu, sendo interesse do estado o direito de punir o autor do crime.


C

olha para o tripé vítima-ofensor-comunidade, visando a ajudar na superação do trauma pela vítima, a responsabilizar o ofensor pelo crime e a reparar o dano para a sociedade.


D

considera a culpa de forma individual, conduzindo o processo penal com base no Direito dogmático pelos operadores da jurídicos e as autoridades competentes.


E

cria a polarização entre infrator e vítima, onde a vítima atua como mero figurante do processo, enquanto o ofensor é representado pelo advogado.

Françoise Dolto, mencionada em Brandão e Gonçalves (2011), afirma que a criança deve ser ouvida pelo juiz. Da perspectiva da autora, tal encontro teria, como um de seus objetivos,


A

coletar subsídios para a compreensão da dinâmica em que o litígio conjugal tem lugar.


B

mostrar à criança que o divórcio foi reconhecido como válido pela justiça.


C

conhecer qual é a preferência da criança quanto ao genitor guardião.


D

desmistificar a figura do juiz como autoridade suprema a ser temida pela criança.


E

investigar acusações de violência sexual ou física ocorridas no ambiente doméstico.

Observe a seguinte situação: Ana Clara, poucos meses antes de completar três anos de vida, é levada ao pediatra, com sintomas considerados pela família como “estranhos”. Entre outros, estava pálida, febril e apresentava manchas roxas na pele. Além disso, durante a anamnese, a mãe relata episódios frequentes de sangramento nasal e das gengivas. Tal histórico e exame clínico sugerem ao médico que a criança esteja com leucemia aguda, doença confirmada por exames laboratoriais, como o tipo mieloide. São recomendadas, então, internação urgente e várias sessões de quimioterapia. Durante a terceira aplicação dos medicamentos, os pais demonstram grande desânimo, considerando que a filha “está piorando, por conta da quimioterapia” (apresenta constantemente náuseas e vômitos). Pai e mãe exigem alta, por não “aguentarem mais” presenciar o sofrimento da filha. “Preferimos que morra em paz, e em casa”, justificam, solicitando alta à revelia da opinião médica. No caso de pacientes infantis, quais aspectos jurídicos e éticos se preconizam no Brasil?


I. A responsabilização penal recairá principalmente sobre quem praticou o ato que deu causa ao evento, podendo existir responsabilidade solidária no caso do cometimento por várias pessoas, cada qual respondendo pelo ato que praticou.

II. Não existe documento com valor jurídico que isente o médico da responsabilidade da alta de paciente menor de 18 anos, por maior que seja a pressão familiar.

III. No caso de pacientes infantis, termo de responsabilidade de pedido de alta poderá ser assinado pelos pais/responsáveis, no entanto o pedido só terá valor se não implicar graves prejuízos à saúde e à vida do paciente.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Somente as alternativas I e II estão corretas.


B

Somente a alternativa I está correta.


C

Somente as alternativas I e III estão corretas.


D

Somente as alternativas II e III estão corretas.


E

I, II e III estão corretas.

   
Gerar simulado