Questões de Concurso sobre Extinção dos Atos Administrativos (ou desfazimento)

 
 
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Marcia, servidora pública, decide revogar ato administrativo discricionário e válido por ela praticado e assim o faz com efeitos retroativos à data em que o ato foi praticado. A propósito do tema, é correto afirmar que a revogação narrada


A

está absolutamente correta, seja quanto ao ato revogado, seja por quem revogou e seja quanto aos efeitos do instituto.


B

apresenta apenas uma irregularidade: seus efeitos não são retroativos.


C

apresenta apenas uma irregularidade: não se destina a atos válidos


D

apresenta duas irregularidades: não se destina a atos válidos e seus efeitos não são retroativos.


E

apresenta apenas uma irregularidade: não poderia ser decretada por Marcia, mas sim pelo chefe máximo do órgão ou entidade a qual a servidora pertence.

Leia a afirmativa a seguir.

A ___________ do ato administrativo é o ato discricionário pelo qual a Administração extingue um ato válido, por razões de conveniência e oportunidade.

Marque a opção que completa corretamente a lacuna.


A
revogação

B
caducidade

C
extinção

D
anulação

E
cassação.

Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta o princípio que melhor orienta o poder-dever de anulação dos atos administrativos pela Administração Pública.


A

Impessoalidade.


B

Eficiência.


C

Confiança.


D

Moralidade.

Determinado ato administrativo revogou outro ato. Posteriormente, contudo, um terceiro ato administrativo foi editado, tendo revogado esse ato revogatório.

Nessa situação hipotética, o terceiro ato


A
repristinou o ato primeiramente revogado, ou seja, restaurou os efeitos deste.

B
provocou a caducidade do primeiro ato, que não poderá produzir efeitos.

C
renovará os efeitos do primeiro ato somente se dele constar expressamente tal intuito.

D
convalidou o primeiro ato administrativo, que volta a surtir efeitos regularmente.

E
é nulo, pois o ato revogatório é irrevogável.

Um município, no ano de 2016, expediu um ato administrativo a fim de conceder um desconto no pagamento antecipado do IPTU, conforme possibilidade prevista na legislação municipal. Porém, por motivo da crise econômica, o ato de concessão do desconto não pôde ser mantido. Nesse caso, o modo correto de extinção do ato administrativo pelo poder público será a


A

anulação.


B

revogação.


C

invalidação.


D

repristinação.


E

convalidação.

Considere a seguinte situação hipotética.

Determinada cidade, marcada por grave poluição visual, principalmente pelo excessivo número de outdoors e placas de estabelecimentos comerciais. Esses elementos visuais eram permitidos pela legislação. Todavia, mais tarde, foi editada uma lei, a denominada Lei Cidade Limpa, proibindo a existência de outdoors na cidade. Com a entrada em vigor dessa lei, todas as licenças que os interessados possuíam restaram extintas. O desfazimento do ato ocorreu por:


A

revogação.


B

extinção subjetiva.


C

caducidade.


D

cassação.


E

renúncia.

Sobre a revogação dos atos administrativos, podemos afirmar:


A

O ato revogatório retroage para atingir efeitos passados do ato revogado, não impedindo que este continue a surtir efeitos (efeitos ex tunc).


B

A revogação de um ato administrativo poderá ser feita pela Poder Judiciário desde que atenda a interesse público.


C

A revogação é modalidade de extinção de ato administrativo que ocorre por razões de oportunidade e conveniência. A Administração Pública pode revogar um ato quando entender que, embora se trate de um ato válido, que atenda a todas as prescrições legais, não está de acordo com, ou não atende adequadamente ao interesse público no caso concreto.


D

A competência jamais poderá se fixar como um limite à revogação, desde que o ato seja legítimo mesmo não expresso em lei, a competência é elemento de validade do ato revogatório.

Um servidor público praticou um ato administrativo para cuja prática ele é incompetente. Tal ato não era de competência exclusiva.

Nessa situação, o ato praticado será


A
inexistente.

B
irregular.

C
válido.

D
nulo.

E
anulável.

Não cabe a revogação de ato administrativo pela própria Administração Pública para os casos indicados em uma das alternativas abaixo. Assinale-a.


A

Quando o agente subordinado determina embargo da obra, ainda que a competência seja de superior hierárquico; e decreto expropriatório sem a indicação do bem a ser desapropriado.


B

Punição sumária de servidor público, sem que se tenha instaurado o regular processo disciplinar; e deferimento de férias de funcionário quando este já as gozou.


C

Deferimento de férias de funcionário quando este já as gozou; e adjudicação na licitação após celebrado o respectivo contrato.


D

Decreto expropriatório sem a indicação do bem a ser desapropriado; e punição sumária de servidor público, sem que se tenha instaurado o regular processo disciplinar.


E

Licença para construção, a qualquer tempo, não importando se a obra foi iniciada ou não; e deferimento de férias de funcionário quando este já as gozou.

“No curso de aquisição de bens por dispensa de licitação pela Administração Pública, a autoridade competente revoga ato administrativo que requisitou o objeto, fundado em razões de interesse público. Porém, verifica-se que o ato de revogação é celebrado em desconformidade com as exigências legais.” Sobre o caso, é correto afirmar que o ato de revogação

A
não pode ser revisto, uma vez que já exaurido o objeto do ato revogado.

B
deve ser anulado, o que pode ser feito na esfera administrativa ou judicial.

C
deve ser convalidado, tendo em vista que as hipóteses de dispensa de licitação são vinculadas.

D
deve ser revogado pela mesma autoridade administrativa que praticou o ato ou por autoridade superior.
Pedro, servidor público de um órgão municipal encarregado da fiscalização de obras civis, emitiu autorização para Saulo construir um muro de arrimo e também demolir uma pequena edícula, comprometendo-se a providenciar, junto a seu superior, a formalização do correspondente alvará. Ocorre que Jair, morador de imóvel vizinho, sentiu-se prejudicado pelas obras, que causaram abalo em seu imóvel e denunciou a situação à autoridade competente, requerendo a nulidade do ato, face a incompetência de Pedro para emissão da autorização. Diante desse cenário,

A
não há que se falar em convalidação, haja vista que o ato é discricionário, cabendo, exclusivamente, à autoridade competente a sua edição.

B
a autorização conferida é passível de convalidação pela autoridade competente, se preenchidos os requisitos legais e técnicos para concessão da licença.

C
a autorização dada por Pedro pode ser revogada pela autoridade competente, se verificadas razões de ordem técnica ou anulada judicialmente.

D
o ato administrativo praticado por Pedro é viciado, passível de revogação, a qualquer tempo, pela autoridade competente para sua emissão.

E
o ato praticado por Pedro é nulo, não passível de convalidação, haja vista que esta somente é cabível quando presentes vícios de forma e de motivação.

O ato administrativo discricionário


A

apresenta discricionariedade em todos os seus requisitos, exceto quanto à competência para a prática do ato.


B

apresenta discricionariedade em um de seus requisitos, qual seja, a finalidade.


C

não comporta anulação.


D

é passível de revogação.


E

não está sujeito a controle judicial.

Os atos administrativos que importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de outro ato administrativo deverão ser sempre motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos.


C
Certo

E
Errado
Os atos administrativos podem ser invalidados pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. Analisando as alternativas abaixo elencadas, é CORRETO afirmar que:

A
O Poder Judiciário pode invalidar os atos administrativos da Administração Pública “ex offício” ao analisar os aspectos de conveniência e oportunidade.

B
A revogação é a declaração de invalidade do ato administrativo produzido em desobediência à norma legal.

C
A Administração Pública, somente quando provocada, poderá apreciar o ato administrativo sob o aspecto de sua legitimidade, sendo-lhe vedada a análise do mérito do ato administrativo.

D
Na revogação, a Administração Pública revê seu julgamento acerca do mérito do ato administrativo, que passa a ser interpretado como inconveniente ou inoportuno, revelando-se necessária a sua retirada do mundo jurídico.
Atena, servidora pública federal e chefe de determinada repartição, aplicou penalidade de suspensão ao servidor Dionísio em razão de falta cometida. Antes do cumprimento da sanção, Atena descobriu que Dionísio não cometeu a infração, vez que praticada por outro servidor. Nesse caso, o ato administrativo

A
pode ser revogado, competindo à própria Administração pública assim o fazer.

B
deve ser anulado.

C
comporta convalidação, no entanto, deverá ser alterado o sujeito passivo da penalidade.

D
será revogado obrigatoriamente pelo Poder Judiciário.

E
deve permanecer no mundo jurídico, vez que Dionísio ainda não havia cumprido a penalidade, bastando mera correção no próprio ato de suspensão.

Considere as assertivas abaixo para assinalar aquela que, dentre elas, est correta.


A

O falecimento do permissionário de um serviço público e, configura circunstância de extinção do ato administrativo pelo desaparecimento do objeto.


B

Configura modalidade de extinção do ato administrativo por cassação o desfazimento do ato de nomeação para o cargo de provimento efetivo de candidato não aprovado em concurso público.


C

É um exemplo de extinção do ato administrativo por contraposição a exoneração de funcionário.


D

Trata-se de caducidade a extinção do ato administrativo operada mediante o esgotamento do prazo de de vigência, respectivo.

Após o término de estágio probatório, a administração reprovou servidor público e editou ato de exoneração, no qual declarou que esta se dera por inassiduidade. Posteriormente, o servidor demonstrou que nunca havia faltado ao serviço ou se atrasado para nele chegar.

Nessa situação hipotética, o ato administrativo de exoneração é


A
nulo por ausência de finalidade.

B
anulável por ausência de objeto.

C
anulável por ausência de forma.

D
anulável por ausência de motivação.

E
nulo por ausência de motivo.
Quando um agente público, um ordenador de despesas, por exemplo, confere uma autorização apenas àquele a quem pretende beneficiar em detrimento a outros interessados, ele poderá ter seu ato administrativo anulado por:

A
Existência de fundamento para o ato e violação do princípio da impessoalidade.

B
Existência de vício de legalidade e violação do processo licitatório.

C
Existência de fundamento para o ato e violação do princípio licitatório.

D
Existência de vício de legalidade e violação do princípio da impessoalidade.

A determinado servidor público foi concedida licença em razão de ele preencher todos os requisitos exigidos. Contudo, no curso da licença, ele deixou de atender às condições exigidas para a manutenção do benefício, o que implicou a extinção do ato administrativo de concessão da licença.

Nessa situação hipotética, a modalidade de extinção de atos administrativos aplicada foi a


A
convalidação.

B
anulação, em decorrência da imperatividade.

C
cassação.

D
revogação.

E
anulação, em decorrência da legalidade.

A revogação do ato administrativo


A

tem como fundamento o poder discricionário da Administração.


B

deve estar alicerçada em vício de legalidade.


C

pode ser imposta pela Administração ou pelo Poder Judiciário.


D

pode ser considerada uma espécie de anulação.


E

imposta pelo Poder Judiciário, produz efeitos retroativos.

   
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