Questões de Concurso sobre Transação (Art. 840 ao 850)

 
 
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João e Carlos litigavam judicialmente acerca da titularidade de determinado crédito decorrente de contrato civil. No curso do processo, celebraram transação, por meio de termo nos autos, com concessões recíprocas, a qual foi homologada judicialmente. Posteriormente, Carlos descobriu que, à época da transação, já existia sentença transitada em julgado em outro processo, reconhecendo que nenhum deles era titular do crédito, circunstância que ambos desconheciam. Além disso, João sustentou que a transação deveria produzir efeitos automáticos em relação ao fiador do contrato originário e aos demais coobrigados solidários.


Com base na legislação aplicável, é correto afirmar que a transação:


A

é válida e eficaz, pois o erro de direito sobre a existência de decisão judicial anterior não autoriza sua anulação, ainda que nenhum dos transatores tivesse ciência da sentença transitada em julgado;


B

é nula, pois recaiu sobre litígio já decidido por sentença transitada em julgado desconhecida pelas partes, e, ainda que válida fosse, não produziria efeitos automáticos em relação a fiadores e coobrigados solidários estranhos ao acordo;


C

é anulável por erro de direito e, uma vez anulada, revive automaticamente a obrigação extinta, inclusive em relação ao fiador e aos demais devedores solidários;


D

é válida, mas apenas ineficaz em relação ao fiador e aos coobrigados solidários, subsistindo plenamente entre João e Carlos, ainda que nenhum deles tivesse direito sobre o objeto transacionado;


E

extingue definitivamente o litígio, sendo irrelevante a existência de sentença transitada em julgado anterior ou a inexistência de direito de ambas as partes sobre o objeto transacionado.

Acerca da transação, considere as seguintes afirmativas:


I. Ocorrida a evicção da coisa renunciada por um dos transigentes, ou por ele transferida à outra parte, revigora a obrigação que fora extinta pela transação.

II. Sendo nula qualquer das cláusulas da transação, esta também será nula.

III. A transação poderá ser anulada em caso de dolo, coação, erro quanto à pessoa ou coisa controversa,

assim como por erro de direito a respeito das questões que foram objeto de disputa entre as partes.

IV. A transação interpreta-se restritivamente, e por ela não se transmitem, mas apenas se declaram ou reconhecem direitos.

V. Na transação não se admite pena convencional, mas apenas multa moratória.


Estão corretas APENAS as afirmações:



A

I e V.


B

II e IV.


C

l e lll.



D

III e IV.

Mévio realizou contrato de compra e venda com Tício, tendo dele adquirido um veículo Fusca, azul, 1966, pelo qual pagou à vista R$ 20.000,00, com entrega do veículo diferida para o mês posterior. No dia determinado para a entrega do veículo, Mévio compareceu à residência de Tício, tendo sido informado que ele não era mais proprietário daquele veículo, mas que, para não perder o negócio, ofertava um Fiat 147, da mesma cor e ano, em ótimo estado de conservação, pelo mesmo valor. Contrariado, mas pensando em evitar o desfazimento do negócio, Mévio aceitou o recebimento de bem diverso do contratado, visando à extinção da relação obrigacional. Assinale o tipo de extinção da relação obrigacional entabulada no enunciado.


A

Novação.


B

Confusão.


C

Transação.


D

Dação em pagamento.

Jussara atropelou, por acidente, Joelma. Ao verificar as consequências de sua desatenção, prestou a assistência possível e, ao final, ainda pagou todas as despesas hospitalares e as diárias da vítima pelo período em que ficou afastada de seu trabalho como diarista.

Joelma, então, assinou quitação com a seguinte redação: “Considerando que Jussara pagou todas as despesas hospitalares e as diárias de meu trabalho, outorgo-lhe, a esse título, a mais ampla e plena quitação, para mais nada reclamar, em juízo ou fora dele”.

Um mês depois, eclodiram novas complicações médicas, decorrentes do acidente. Jussara, no entanto, negou-se a tornar a apoiar Joelma, diante da quitação já outorgada.

Joelma, em consequência, ajuíza ação indenizatória por danos morais em face de Jussara.

Nesse caso, é correto afirmar que a quitação outorgada:


A

não foi válida, por ter se realizado em âmbito extrajudicial sem a assistência de advogados;


B

abrangia, também, eventuais danos morais, uma vez que era ampla e plena, para mais nada reclamar, em juízo ou fora dele;


C

não contempla as complicações supervenientes, desconhecidas da vítima que acabara de sofrer um grave acidente;


D

pode ser revogada, diante da conduta de má-fé por parte de Jussara que parou de prestar qualquer apoio a Joelma posteriormente;


E

não contém os requisitos do Art. 320 do Código Civil (o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante), de modo que, mesmo sendo possível identificar que foi paga a dívida, não valerá.

Caso duas pessoas decidam transacionar para prevenir litígio, o ato


A

será nulo, se qualquer das cláusulas for nula.


B

deverá ser interpretado da forma que beneficiar o mais prejudicado.


C

deverá ser formalizado por meio de escritura pública.


D

servirá para transmitir direitos de ordem patrimonial.


E

aproveitará, mas não prejudicará terceiros que não tomarem parte da transação.

Acerca da possibilidade de anulação da transação, assinale a alternativa correta.


A

A transação se anula por erro de direito a respeito das questões que foram objeto de controvérsia entre as partes.


B

É válida a transação a respeito do litígio decidido por sentença passada em julgado, ainda que dela não tinha ciência algum dos transatores.


C

A transação só se anula por dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.


D

É nula a transação que versar sobre diversos direitos contestados, independentes entre si.


E

A nulidade de qualquer das cláusulas da transação não interfere em sua validade.

De acordo com o Código Civil, a transação


A

se anula, dentre outras hipóteses, pelo erro de direito a respeito das questões que foram objeto de controvérsia entre as partes.


B

não admite pena convencional.


C

só se anula por dolo.


D

concluída entre credor e devedor principal não desobriga o fiador.


E

interpreta-se restritivamente, e por ela não se transmitem, apenas se declaram ou se reconhecem direitos.

Analise as afirmativas abaixo a respeito da transação prevista no Código Civil brasileiro.


1. É lícito aos interessados tanto prevenirem quanto terminarem o litígio mediante concessões mútuas.

2. Somente quanto a direitos patrimoniais de caráter privado é permitida a transação.

3. A transação concernente a obrigações resultantes de delito extingue a ação penal pública.

4. A nulidade de alguma das cláusulas da transação não anula a própria transação.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.


B

São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

De acordo com o Código Civil, a transação


A

somente terá validade se firmada por instrumento público, exceto apenas se recair sobre direitos contestados em juízo, caso em que deverá, necessariamente, ser firmada por termo nos autos.


B

firmada entre um dos credores solidários e o devedor extingue a obrigação deste para com os outros credores.


C

concluída entre credor e devedor só desobrigará o fiador se isso for expressamente convencionado pelas partes.


D

concernente a obrigações resultantes de delito extingue a ação penal pública, salvo no caso de tratar-se de ação penal incondicionada à representação da vítima.


E

não admite pena convencional, salvo se já existisse no negócio que deu causa ao litígio.

No que diz respeito aos contratos típicos previstos no Código Civil, assinale a alternativa correta.


A

No contrato estimatório, o consignatário se exonera da obrigação de pagar o preço, se a restituição da coisa, em sua integridade, se tornar impossível, por fato a ele não imputável.


B

A transação só se anula por dolo, coação ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa. No entanto, a transação não se anula por erro de direito a respeito das questões que foram objeto de controvérsia entre as partes.


C

As hipóteses legais previstas para extinção do contrato de empreitada são: escoamento do prazo, conclusão da obra, rescisão do contrato mediante aviso prévio, inadimplemento de qualquer das partes ou impossibilidade da continuação do contrato, motivada por força maior.


D

A principal diferença entre a venda e a troca entre ascendentes e descendentes sem expresso consentimento dos outros descendentes é que, nessas condições, a venda é nula e a troca é anulável.


E

É admitido compromisso, judicial ou extrajudicial, para resolver litígios entre pessoas que podem contratar, para solução de questões de direito pessoal de família e de outras questões que não tenham caráter estritamente patrimonial.

Acerca da transação, assinale a alternativa correta.


A

A transação que versa sobre direitos contestados em juízo será feita por escritura pública, instrumento particular ou por termo nos autos assinado pelos transigentes e homologado pelo juiz.


B

Se for concluída entre o credor e o devedor, não desobrigará o fiador; se, entre um dos credores solidários e o devedor, extingue a obrigação deste para com os outros credores.


C

Dada a evicção da coisa renunciada por um dos transigentes, ou por ele transferida à outra parte, não revive a obrigação extinta pela transação; mas ao evicto cabe o direito de reclamar perdas e danos.


D

Se um dos transigentes adquirir, depois da transação, novo direito sobre a coisa renunciada ou transferida, a transação feita o inibirá de exercê-lo.


E

A transação só se anula por dolo, coação, lesão, estado de perigo ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.

Fernanda e Joaquim celebraram transação a respeito de litígio que já havia sido decidido por sentença passada em julgado. Nesse caso, a transação é


A

nula, se algum dos transatores não tinha ciência dessa sentença.


B

nula, desde que ambos os transatores não tivessem ciência dessa sentença.


C

anulável, no prazo decadencial de quatro anos, por iniciativa de qualquer dos transatores que não tivesse ciência dessa sentença.


D

válida, ainda que os transatores não tivessem ciência dessa sentença.


E

nula, mesmo que ambos os transatores tivessem ciência dessa sentença.

Segundo o Código Civil, a transação


A

não admite a pena convencional ao ser celebrada.


B

interpreta-se restritivamente e por ela transmitem-se, declaram-se e reconhecem-se direitos.


C

permite-se em relação a direitos patrimoniais de caráter público ou privado.


D

não aproveita, nem prejudica senão aos que nela intervierem, ainda que diga respeito a coisa indivisível.


E

só se anula por dolo ou por erro essencial quanto à pessoa.

A transação, no Código Civil, submete-se a regime

A
contratual, não aproveitando nem prejudicando senão aos que nela intervierem, mesmo que diga respeito a coisa indivisível, não se anulando por erro de direito a respeito das questões que foram objeto de controvérsia entre as partes.

B
extracontratual, não aproveitando nem prejudicando senão aos que nela intervierem, salvo se disser respeito a coisa indivisível e, sendo nula alguma de suas cláusulas, prevalecerão as demais cláusulas.

C
contratual, interpretando-se sempre ampliativamente, e, por ela, é possível transmitir, declarar e reconhecer direitos.

D
extracontratual, sendo apta a terminar litígios, mediante concessões mútuas, mas não para os prevenirem.

E
contratual ou extracontratual e é anulável em virtude de lesão, dolo, estado de perigo, erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa e fraude contra credores.

Sobre o contrato de transação, assinale a alternativa correta.


A

Permite-se a transação quanto aos direitos patrimoniais de caráter público ou privado.


B

Por meio da transação se transmitem, se declaram ou se reconhecem os direitos patrimoniais.


C

A transação não a aproveita, nem prejudica senão aos que nela intervirem, ainda que diga respeito a coisa indivisível.


D

Sendo nula uma das cláusulas da transação, aproveitar-se-ão as demais cláusulas que dela não dependam.


E

A transação pode ser anulada por erro de direito a respeito das questões que foram objeto de controvérsia entre as partes.

A nulidade de uma das cláusulas estabelecidas em instrumento de contrato de transação, implica, em regra,


A

em perdas e danos, em favor da parte prejudicada.


B

na possibilidade de revisão judicial da transação, reestabelecendo-se seu equilíbrio.


C

na nulidade da transação como um todo.


D

na possibilidade de anulação da transação, no prazo decadencial de 4 (quatro) anos.


E

na possibilidade de anulação da transação, no prazo decadencial de 2 (dois) anos.

No que concerne à transação, de acordo com o que estabelece o Código Civil, é INCORRETO afirmar:

A
É admissível, na transação, a pena convencional.

B
A transação é permitida quanto a direitos patrimoniais de caráter privado.

C
A transação concluída entre o credor e o devedor não desobrigará o fiador.

D
Recaindo sobre direitos contestados em juízo, a transação será feita por escritura pública, ou por termo nos autos, assinado pelos transigentes e homologados pelo juiz.

E
A transação entre um dos devedores solidários e seu credor extingue a dívida em relação aos codevedores.

A transação


A

concernente a obrigações resultantes de delito extingue a Ação Penal Pública.


B

entre um dos credores solidários e o devedor não extingue a obrigação deste para com os outros credores.


C

entre um dos devedores solidários e seu credor, não extingue a dívida em relação aos codevedores.


D

deve ser interpretada de forma ampla e irrestrita.


E

concluída entre o credor e o devedor desobrigará o fiador.

Sobre a transação, na esteira do que estabelece o Código Civil, é correto afirmar:

A
A transação só se anula por dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.

B
É inadmissível a pena convencional na transação.

C
A transação concernente a obrigações resultantes de delito extingue, em regra, a ação penal pública.

D
A transação não aproveita, nem prejudica senão aos que nela intervierem, salvo se disser respeito a coisa indivisível.

E
A transação não é interpretada restritivamente, e por ela se transmitem, declaram ou reconhecem direitos.
 
 
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