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Mário estava em uma festa e ficou completamente embriagado após ingerir um refrigerante sem saber que o barman tinha incluído uma substância entorpecente em sua bebida. Nessa situação, Mário subtraiu o celular de Alice e foi embora do local. Posteriormente, foi constatado, na perícia, que Mário estava completamente embriagado e sem capacidade de determinar o caráter ilícito do fato.
Nesse caso, é correto afirmar que Mário
não responderá por crime, tendo em vista que houve exclusão da ilicitude, em razão do exercício regular de direito.
não responderá por crime, tendo em vista que houve exclusão da culpabilidade, em razão do exercício regular de direito.
não responderá por crime, tendo em vista que, em razão da imputabilidade do agente, existe uma excludente de culpabilidade.
não responderá por crime, tendo em vista que, em razão da inimputabilidade, houve exclusão da culpabilidade.
praticou o crime de furto, previsto no art. 155, caput do CP.
Com base na análise da culpabilidade, assinale a opção correta.
Exclui-se a culpabilidade do agente que, em virtude de perturbação da saúde mental, não tenha sido inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de se determinar conforme o direito.
Segundo a teoria finalista de crime, a exigibilidade de conduta diversa é um elemento subjetivo da culpabilidade, que deve ser analisado, diante do caso concreto, com base na hipótese de o agente poder agir em conformidade com o direito.
O erro mandamental exclui a culpabilidade, se inescusável, uma vez que não se pode exigir conduta diversa do agente que não tem o necessário discernimento para ato.
A embriaguez completa e preordenada isenta o réu de pena, por constituir causa legal de exclusão da culpabilidade.
Incorre em erro de validade o agente que pratica um fato proibido, supondo acreditar que o STF tenha declarado a inconstitucionalidade de uma lei penal incriminadora.
O conceito analítico de crime o divide em Fato Típico; Ilícito ou Antijurídico e Culpável. A culpabilidade, por sua vez, é composta pela imputabilidade, pela potencial consciência da ilicitude e pela inexigibilidade de conduta diversa.
Dentre as causas que excluem a imputabilidade penal encontram-se
coação física irresistível, menoridade e embriaguez acidental completa.
embriaguez acidental incompleta, menoridade e obediência hierárquica.
embriaguez acidental completa, menoridade e doença mental.
embriaguez preordenada, coação moral irresistível e erro de proibição.
coação moral irresistível, exercício regular de direito e menoridade.
Imputabilidade penal é a possibilidade de se atribuir a alguém a responsabilidade pelo cometimento de algum ilícito penal. Acerca desse tema, de suas consequências jurídico-penais, e considerando a legislação penal, bem como a doutrina majoritária, assinale a alternativa correta.
Extinta a punibilidade do agente inimputável ou semi-imputável, não se impõe medida de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta.
A embriaguez culposa decorrente do uso do álcool autoriza a redução de um a dois terços da pena do agente.
A emoção e paixão, quando violentas, podem excluir a imputabilidade penal ou servir como atenuante inominada.
Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, cessando a menoridade penal à meia-noite do dia em que o agente completa 18 (dezoito) anos.
A embriaguez voluntária que não exclui a imputabilidade penal é somente aquela decorrente do uso de álcool.
De acordo com o que estabelece o Código Penal, bem como o entendimento doutrinário, é causa excludente de culpabilidade
a menoridade penal.
a legítima defesa.
o estado de necessidade.
o exercício regular de um direito.
o estrito cumprimento de um dever legal.
Apresentam-se como causas excludentes da culpabilidade:
legítima defesa e crime de bagatela
coação moral irresistível e inimputabilidade
estrito cumprimento do dever legal e embriaguez completa
exercício regular de direito e obediência hierárquica
estado de necessidade e erro de direito
No dia 23/01/2022, Pedro, filho único, matou o pai para antecipar a sucessão patrimonial e receber a vultosa herança que lhe cabia. Considerando-se que (1) Pedro completou 18 anos no dia 24/01/22, (2) era civilmente emancipado, e (3) cursava Direito em uma universidade pública, para efeito de imputação penal, ele será considerado
imputável, face ao sistema biológico adotado no Código Penal Brasileiro.
imputável, face ao sistema biopsicológico adotado no Código Penal Brasileiro.
ininputável, face ao sistema biológico adotado no Código Penal Brasileiro.
ininputável, face ao sistema biopsicológico adotado no Código Penal Brasileiro.
semi-imputável, face ao sistema psicológico adotado no código Penal Brasileiro.
A lei dispensa tratamento cauteloso à embriaguez do agente, que inclui não apenas o uso de álcool, mas também de qualquer outra droga, lícita ou ilícita, que possa provocar alterações de ordem psíquica.
Se a embriaguez foi causada:
por motivos alheios à vontade do agente, poderá haver apenas exclusão do juízo de culpabilidade;
por motivos alheios à vontade do agente, poderá haver apenas redução do juízo de culpabilidade;
voluntariamente, poderá haver exclusão ou redução do juízo de culpabilidade;
por descuido, o sujeito deverá responder, pois o juízo de culpabilidade se mantém;
por descuido, poderá haver apenas redução do juízo de culpabilidade.
José, aparentemente embriagado, foi à sepultura de um antigo desafeto e, com um pedaço de madeira, desferiu golpes quebrando quadros, vasos e vidros da parte externa da sepultura. Os agentes da guarda municipal acionados, verificando o fato em andamento, procederam com a prisão em flagrante. Considerando o caso narrado, assinale a alternativa correta.
A embriaguez verificada no caso configura-se excludente de imputabilidade penal.
O caso narrado configura-se crime de violação de sepultura.
Tendo em vista que José não tinha intenção de profanar a sepultura, configura-se apenas crime de dano.
Caso ficasse comprovado que não havia restos mortais no jazigo, José seria absolvido por crime impossível, na tentativa de violação de sepultura.
A conduta não é passível de prisão em flagrante.
João possui desenvolvimento mental incompleto e é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito de condutas penalmente relevantes e determinar-se de acordo com tal entendimento. Nesse sentido e de acordo com a legislação, caso João pratique fato descrito como típico na lei, poderá alegar em sua defesa a
ausência de imputabilidade penal e, consequentemente, inexistência de culpabilidade em sua conduta.
ausência de antijurdicidade em sua consequentemente, atipicidade do fato.
inexigibilidade de conduta diversa e, consequentemente, exclusão de conduta penalmente relevante.
atipicidade da conduta com base na imputabilidade penal e, consequentemente, imposição de medida de segurança.
existência de causa excludente de ilicitude, e, consequentemente, ausência de crime, sendo possível, entretanto, imposição de medida de segurança.
Teoria em que o agente, conscientemente, põe-se em estado de inimputabilidade, sendo desejável ou previsível o cometimento de uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não se podendo alegar inconsciência do ilícito no momento fatídico, visto que a consciência do agente existia antes de se colocar em estado de inimputabilidade. Veio solucionar os casos em que há a culpabilidade de agentes que seriam considerados inimputáveis, especialmente nas situações de embriaguez. Trata-se da teoria
pacta sunt servanda.
periculum in mora.
actio libera in causa.
fumus boni juris.
ex tunc e ex nunc.
João e Maria são casados. Maria conta a João que o traiu e que mantém, há cerca de 6 meses, relação extraconjugal com um amigo do casal. João imediatamente sai de casa e senta-se sozinho, em um bar, para refletir sobre o que fazer. Resolve vingar-se, mas, sem coragem, toma quatro doses de bebida. Com o espírito encorajado pelo álcool, João volta à casa comum. Maria está dormindo. João, então, acorda Maria e dá a ela a chance de sair de casa, ou avisa que a matará. Maria não cede e João a mata. Perícia conclui que, em razão da embriaguez, ao tempo do fato, João não possuía a plena capacidade de entender seu caráter ilícito. É correto afirmar que
se trata de homicídio privilegiado, tendo em vista a violenta emoção e o motivo de relevante valor moral.
a embriaguez, por não ser total, não influenciará na caracterização do crime e nem na aplicação da pena.
se trata de homicídio privilegiado, tendo em vista a violenta emoção e a injusta provocação da vítima.
a embriaguez, por ser parcial, traz redução de pena de um a dois terços.
o fato praticado por João será agravado por conta da embriaguez.
Teodora conheceu Daniel em um site de relacionamentos. Após 2 anos de relacionamento à distância, Teodora resolveu deixar o estado onde mora, São Paulo, para viver na Bahia, onde reside Daniel, seu grande amor.
Assim, Teodora embarcou em um avião rumo à Salvador. Após atraso do voo de 4 horas, Teodora desembarcou exausta em Salvador – BA, recolheu sua bagagem, retirou a identificação da mesma e foi tomar um café para aguardar a chegada de Daniel no aeroporto. Nesse momento, Maria estava na mesma lanchonete tomando café e aguardando o horário do início do check in para pegar seu voo com destino ao Rio de Janeiro. Ocorre que Maria se confundiu e pegou a mala de Teodora pensando ser a sua, pois as malas eram idênticas e ambas estavam sem identificação. Maria despachou a mala e embarcou para o Rio de Janeiro.
Nesse caso, pode-se afirmar que Maria agiu em
erro de tipo, uma vez que as malas eram idênticas e sem identificação. Maria pensou sinceramente que estava levando sua própria mala.
erro de proibição, uma vez que as malas eram idênticas e sem identificação. Maria pensou sinceramente que estava levando sua própria mala.
descriminante putativa, já que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.
erro de tipo, já que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.
erro de proibição, já que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.
A pena do agente que, por embriaguez proveniente de caso fortuito, não possuía, ao tempo da ação, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato
é agravada por se tratar de pré-ordenação.
pode ser reduzida de um terço a dois terços.
não é aplicada, pois se trata de inimputável.
não é aplicada, pois a hipótese se equipara a doença mental.
não é aplicada, pois a hipótese se equipara a desenvolvimento mental incompleto.
Tomando por base o título III do Código Penal Brasileiro, que trata da Imputabilidade Penal, analise as alternativas abaixo:
I. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
II. Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial.
III. São fatores que excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão.
IV. É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Estão CORRETAS as alternativas:
I, II e III apenas.
II e IV apenas.
III e IV apenas
II, III e IV apenas.
I, II, III, IV.
Considerando aspectos diversos do direito penal, assinale a opção correta.
A inimputabilidade penal devidamente comprovada resultará em redução da pena, independentemente do crime praticado.
O coautor que quis participar de crime menos grave terá sua punição limitada às penas deste, independentemente da previsibilidade do resultado do delito que foi de fato praticado pelos demais autores.
Age em estado de necessidade quem repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem, usando moderadamente dos meios necessários.
O agente que com suas ações praticar vários crimes da mesma espécie e que, pelas condições de tempo, lugar e modo de execução, forem havidos como continuação um do outro terá suas penas somadas.
A inexigibilidade de conduta diversa exclui a culpabilidade, pois haverá um fato típico e ilícito, mas que não merece ser punido, por não ser exigível do autor, naquelas circunstâncias, outro comportamento.
De acordo com o CP (Código Penal), a embriaguez completa e fortuita é
atenuante de pena.
causa de isenção de pena.
causa de diminuição de pena.
excludente da ilicitude.
indiferente na imputabilidade penal.
Ao término do expediente de trabalho, Eros vai a um bar e passa a ingerir cerveja e doses de cachaça. Após se embriagar, retorna para sua residência, onde encontra Atena, sua companheira, dormindo. Eros acorda Atena com tapas, socos e chutes, reclamando que seu jantar não estava na mesa e que, enquanto ele não chegasse em casa, ela deveria ficar à disposição para atendê-lo.
Com base no exposto, é correto afirmar que:
a embriaguez deverá servir de fator de qualificação do delito;
Eros responderá de maneira atenuada, diante do estado de embriaguez;
a embriaguez deverá servir de fator para exasperar a penabase;
a embriaguez deverá servir de fator de causa de aumento de pena;
Eros não responderá criminalmente, diante do estado de embriaguez.
Celso não tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato, sendo cabível, portanto, a redução de pena pelas condutas praticadas por ele.
Certo
Errado
João, com 20 anos de idade e imputável, ingeriu bebida alcoólica durante uma festa e, embora não tivesse a intenção de se embebedar ou de praticar crimes, ficou completamente embriagado e desferiu socos em um desafeto, causando-lhe lesões corporais gravíssimas.
Na situação hipotética apresentada, a embriaguez foi completa e
culposa, mas não exclui a imputabilidade penal.
fortuita, excluindo a imputabilidade penal.
culposa, excluindo a imputabilidade penal.
involuntária, excluindo a imputabilidade penal.
patológica, com a agravante da embriaguez preordenada.