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P.M.S., sexo feminino, 08 anos, diagnosticada com diabetes mellitus tipo 01 aos 06 anos de idade. A estratégia de tratamento nutricional utilizada para o controle da glicose sérica é a contagem de carboidratos. A paciente está com glicemia de 250mg/dL, consome refeições com 60g de carboidratos, adotando a razão insulina/carboidrato de 1:10. A dose correção baseia-se na sensibilidade à insulina de 25 (razão 1:25) e o nível de glicose alvo é de 125mg/dL. Então, o bolus de insulina (de ação rápida) total na refeição deve ser:
06 U.
05 U.
09 U.
11 U.
22 U.
A ocorrência de transtorno endócrino é comum, cursando com amenorreia. Quando a anorexia se desenvolve antes da puberdade, os pacientes podem não exibir os caracteres sexuais secundários.
Certo
Errado
Segundo as diretrizes do projeto Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória (ACERTO) (2017), para o jejum pré-operatório para pacientes de cirurgias eletivas, recomenda-se jejum de sólidos de 6 horas a 8 horas antes da indução anestésica.
Certo
Errado
Para preservar um quociente respiratório em equilíbrio, a partir do uso do metabolismo de substratos, os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) devem receber alimentação adequada em energia e com distribuição de macronutrientes de:
10 a 15% de proteínas, 45 a 65% de carboidratos e 25 a 30% de lipídios.
15 a 20% de proteínas, 40 a 55% de carboidratos e 30 a 45% de lipídios.
15 a 25% de proteínas, 45 a 60% de carboidratos e 15 a 30% de lipídios.
20 a 25% de proteínas, 45 a 65% de carboidratos e 20 a 35% de lipídios.
20 a 30% de proteínas, 40 a 50% de carboidratos e 30 a 45% de lipídios.
O tratamento para Fenilcetonúria (PKU) é fundamentalmente dietético. A deficiência intelectual é a mais importante sequela desta doença e mesmo após o desenvolvimento neurológico completo do indivíduo, quando o paciente não consegue manter as concentrações de fenilalanina (Phe) no sangue as funções cognitivas podem ser alteradas.
Sobre o manejo nutricional da PKU clássica, é correto afirmar que:
A utilização de dietas hipoproteicas é necessária em qualquer faixa etária.
Os alimentos ricos em proteínas devem ser regulados na dieta e complementados com uma fórmula rica em fenilalanina e pobre em tirosina.
Carnes, embutidos, leites e derivados (queijo, requeijão, iogurte, Yakult, Danoninho) ovos, feijão, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, amendoim, gelatina, farinha de trigo, bolos, pães e biscoitos em geral são os alimentos permitidos na dieta.
O profissional pode adequar o aporte energético com oligossacarídeos (polímeros de glicose), sacarose e óleo vegetal.
O leite materno é proibido como fonte de fenilalanina durante o primeiro ano de vida em qualquer situação.
Leia abaixo o fragmento do Capítulo 7 da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose:
“Estudos mostram que o consumo superior a 50g de frutose ao dia eleva _____ pós-prandial. A elevada ingestão de carboidratos aumenta a _____, o que promove o aumento da insulinemia; esta, por sua vez, ativa os fatores de transcrição que promovem a _____ de _____ e triglicerídeos, favorecendo outros fatores de risco”.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
a glicemia / insulina / síntese / ácidos graxos
o triglicerideo / glicemia / síntese / ácidos graxos
o triglicerideo / glicemia / degradação / colesterol
o triglicerideo / insulina / síntese / colesterol
a glicemia / aterosclerose / degradação / ácidos graxos
As quantidades de energia (kcal/kg) e proteínas (g/kg) recomendadas ao paciente com Doença Renal Crônica (DRC), na fase não dialítica, deve ser ajustada considerando o estadiamento da doença e a Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Para pacientes adultos classificados nos estágios 1 e 2, a recomendação geral é:
35 kcal/kg de peso por dia e entre 1,0 g/kg e 1,2 g/kg de peso de proteínas.
30 kcal/kg de peso por dia e entre 1,0 g/kg e 1,2 g/kg de peso de proteínas.
35 kcal/kg de peso por dia e entre 0,8 g/kg e 1,0 g/kg de peso de proteínas.
35 kcal/kg de peso por dia e entre 1,2 g/kg e 1,5 g/kg de peso de proteínas.
20 kcal/kg de peso por dia e entre 0,8 g/kg e 1,0 g/kg de peso de proteínas.
O câncer tem um forte impacto sobre a capacidade física, o bem-estar psicológico e a vida social dos pacientes, apresentando uma influência significativa no estado nutricional e na qualidade de vida. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Os pacientes com a doença avançada cursam com sinais e sintomas como náuseas, vômitos, alteração no paladar, saciedade precoce, anorexia, caquexia, fraqueza e dispneia.
Existem diversas estratégias, incluindo intervenções nutricionais (suplementos) e farmacológicas (orexígenos) para deter ou reverter o quadro de perda de peso. Uma abordagem comum para direcionar a desnutrição e a perda de peso é o aumento de ingestão calórica com suplementos orais, para garantir os requerimentos diários em casos de baixa ingestão alimentar, independentemente dos motivos.
A xerostomia, apesar de pouco valorizada pelos médicos, tem implicações sérias, como maior dificuldade na deglutição, alteração do paladar, maior risco de infecções da mucosa bucal e cáries dentárias.
Outra queixa comum é a perda de peso, associada à ingestão insatisfatória de alimentos e à desnutrição. Diversos pacientes com câncer avançado passam pela experiência da perda de peso associada às mudanças de hábitos alimentares, sendo a anorexia um sintoma comumente referido por eles.
A presença de sintomas como xerostomia (alteração no paladar) e disgeusia (sensação subjetiva de boca seca) é bastante comum nos pacientes em tratamento com opioides, quimioterapia e radioterapia.
Uma adolescente de 15 anos recebeu diagnóstico de Anorexia Nervosa (NA), com base na presença de amenorreia há três meses, distúrbio da autoimagem, índice de massa corporal (IMC) = 13,8kg/m² e medo intenso de ganhar peso. A paciente foi internada devido ao baixo peso e aos sintomas graves de depressão. No internamento, apresentava bradicardia, hipotensão, lanagem, pele seca e descamativa, estando hipohidratada e hipocorada. Assinale a alternativa que apresenta uma conduta nutricional adequada para essa situação.
Dieta hipercalórica, com fracionamento aumentado e grande variedade alimentar, rica em sódio e gorduras para melhora do paladar e aceitação alimentar.
Iniciar alimentação gradativamente via sonda nasoenteral com dieta enteral hidrolisada de densidade 2 kcal/ml, administrada de forma contínua, a fim de evitar síndrome de realimentação.
Iniciar alimentação via sonda nasoenteral hidrolisada em bomba de infusão no período diurno e associar à nutrição parenteral no período noturno.
Iniciar e acompanhar alimentação via oral hipercalórica e hiperproteica, associada à dieta enteral polimérica noturna, para complementar o aporte de calorias e nutrientes.
Nutrição parenteral total exclusiva, a fim de minimizar o risco de morte da paciente devido ao baixo IMC.
A Sociedade Brasileira de Diabetes (2019) recomenda que a ingestão de sacarose por portadores de diabetes mellitus seja de, no máximo, 5% a 10% do valor energético total.
Certo
Errado
Para melhorar o controle glicêmico da paciente, a alimentação deve fornecer entre 35% e 45% do valor calórico total em carboidratos.
Certo
Errado
O uso de edulcorantes (adoçantes) auxilia na flexibilização da dieta do paciente diabético, devendo ser incentivado em detrimento da sacarose.
Certo
Errado
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. Todos os hospitais devem ter um protocolo de plano de alta implementado. São cuidados que envolvem a sistematização de uma alta planejada:
I. entendimento do nível de conhecimento do cuidador familiar para compreender as orientações necessárias.
II. envolvimento de toda equipe de saúde que atende o paciente para elaboração de um cronograma adequado para alta hospitalar.
III. realização de treinamento à beira do leito, durante a internação hospitalar.
IV. treinamento do cuidador para monitorar o pH da dieta enteral, afim de evitar intercorrências.
V. treinamento do cuidador para monitorar o estado nutricional do paciente em domicílio.
Apenas I e II.
Apenas I, II e IV.
Apenas II e III.
Apenas I, III e V.
Apenas I, II e III.
Para pacientes com disfagia, recomenda-se a exclusão de alguns alimentos e a modificação de outros, para facilitar a deglutição, sendo recomendada, quanto à textura, uma dieta pastosa.
Certo
Errado
O paciente com AN apresenta repetição de ideias inflexíveis em relação à nutrição e à alimentação, como não consumir nenhum tipo de gordura, carboidrato ou alimento com densidade calórica maior do que considera adequado.
Certo
Errado
A recomendação calórica tem base no peso seco do paciente. Para o paciente apresentado, recomenda-se 24 cal/kg, de acordo com a III Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca.
Certo
Errado
Anorexia e desnutrição são condições incomuns na insuficiência cardíaca.
Certo
Errado
No que se refere ao uso de antioxidantes nos pacientes oncológicos, o consenso Nacional de Nutrição Oncológica, volume II, esclarece:
Os antioxidantes estão contraindicados em doses acima das recomendadas pela DRI, visto que, alguns podem se transformar em pró-oxidante, favorecendo o estresse oxidativo e promover ou até mesmo estimular a carcinogênese.
Associação das vitaminasA, C e E pode intensificar os efeitos colaterais da QT, como diarreia e vômito.
Entre os antioxidantes não enzimáticos, que têm recebido maior atenção por sua possível ação benéfica ao organismo, estão os carotenoides, a vitamina C (ácido ascórbico) e E (tocoferol), o selênio e o Cromo.
A vitamina C é considerada antioxidante por sua propriedade redox, que a habilita como doadora de elétrons para alguns órgãos.
Só devemos considerar o uso de suplementos de vitaminas e de minerais em determinadas situações fisiológicas ou clínicas específicas, como por exemplo: diminuída demanda metabólica e aumentada absorção, que possam implicar em deficiência de algum micronutriente, devendo, contudo, exceder a DRI.
São alimentos permitidos na doença celíaca:
macarrão e quinoa.
amaranto e cevada.
fécula de batata e trigo sarraceno.
pão de centeio e semolina.
tapioca e bolo de cenoura.
Devem ser evitadas megadoses de vitamina C nesse caso, uma vez que o ácido ascórbico pode ser metabolizado a ácido oxálico, o que aumenta a excreção de oxalato e o risco de formação de cálculos.
Certo
Errado