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Avalie as afirmações a seguir.
I. Existe um movimento simultâneo de reafirmação e negação do conceito de qualificação pela noção de competência, que se processa como um deslocamento conceitual dinâmico e contraditório da qualificação à competência, na relação trabalho-educação.
II. É necessário demonstrar os limites da noção de competência sob a perspectiva da formação humana, indicando a necessidade de ressignificá-la coerentemente com uma concepção de mundo que tenha a transformação da realidade da classe trabalhadora como projeto.
III. Se ressignificada, é desnecessário tomar a noção de competência de forma subordinada ao conceito de qualificação como relação social.
IV. O conceito de qualificação como relação social, não situa a relação trabalho-educação no plano das contradições engendradas pelas relações sociais de produção.
V. O conceito de qualificação como relação social possibilita melhor compreender as condições socioeconômicas da classe trabalhadora, o que é essencial para se construir um projeto de formação humana segundo a concepção histórico-social do homem.
Estão corretas as afirmações contidas em
I, II e III, apenas.
III, IV e V, apenas.
I, II e V, apenas.
II, III e V, apenas.
De acordo com a obra “Compreendendo a Deficiência Mental – Novos Caminhos Educacionais”, de Maria Teresa Eglér Mantoan, o educador francês Célestin Freinet pretendia fazer da educação um instrumento da luta de classes de contestação social, a partir do exercício de um novo tipo de relações sociais vivenciado pela criança, na instituição escolar. Diante dessa perspectiva, assinale a alternativa correta.
A ideia de Freinet de proporcionar às crianças uma educação natural, assume uma significação muito precisa e preciosa aos professores, definindo-a como o acompanhamento do desenvolvimento da criança sem permitir qualquer intervenção externa.
De acordo com as técnicas educacionais baseadas na noção de ensaio experimental de Freinet, o ser cognoscente, através das sucessivas instruções mecânicas recebidas do meio externo, adapta o indivíduo mais facilmente às perturbações sofridas internamente, sem que descubra por si mesmo, variados modos de adaptação.
Falar, ler e escrever representa, para Freinet, conquistas humanas que seguem os mesmos princípios de aquisição de qualquer outro tipo de conhecimento, sem que haja para essas competências, o ensaio experimental.
A comunicação entre escolares diminui as distâncias físicas e sociais entre as escolas, propicia o contato com os novos modos de ser, viver e desenvolver a compreensão mútua, pelo intercâmbio de ideias e conhecimentos.
Assinale a alternativa correta.
A comunicação se restringe à linguagem verbal - fala e escrita.
Ao atender a uma pessoa desconhecida, deve-se usar o estilo informal de linguagem.
Escrever de forma rebuscada e prolixa faz parte da boa comunicação.
Quando estamos exercendo um papel social, no qual lidamos com o público, é necessário que nossa forma de falar seja clara e objetiva.
A competência comunicativa não permite que uma pessoa adapte sua fala conforme seu interlocutor.
Sobre a adolescência, a partir de uma perspectiva sócio-histórica, analise as afirmativas abaixo e assinale a única CORRETA.
A diversidade de grupos sociais não interfere na construção da adolescência
Por causa da Internet, existe uma única forma de ser e viver a adolescência atualmente
É adequado empregar o termo adolescências (no plural), pois a adolescência, mais que um fenômeno biológico, é um fenômeno histórico, cultural e de classe.
O contexto social interfere pouco no desenvolvimento do adolescente, tendo o aspecto biológico mais importância.
A adolescência está caracterizada apenas por modificações hormonais no corpo no período da puberdade.
O fenômeno educativo não é uma realidade acabada capaz de ser identificada clara e precisamente em seus múltiplos aspectos. Por ser um fenômeno humano e histórico, a educação tende a ser abordada sob diferentes perspectivas, que podem ser descritas da seguinte forma:
I. Abordagem tradicional que privilegia o professor como elemento fundamental na transmissão dos conteúdos. O aluno é considerado um receptor passivo.
II. Abordagem cognitivista entende o conhecimento como produto das interações entre sujeito e objeto. Nessa perspectiva, a escola proporciona ao estudante oportunidades de investigação e de solução de problemas.
III. Abordagem comportamentalista foca predominantemente o desenvolvimento da personalidade dos indivíduos, o professor não transmite conteúdos, mas dá assistência aos estudantes, que são considerados num processo contínuo de descoberta de si mesmos.
IV. Abordagem humanista, em que o conhecimento é resultado direto da experiência, a realidade é um fenômeno objetivo e o ser humano é um produto do meio, podendo, portanto, ser controlado e manipulado.
V. Abordagem sociocultural, que também pode ser considerada interacionista; no entanto, confere ênfase especial ao sujeito como elaborador e criador do conhecimento; a educação é problematizadora em que educador e educando tornam-se sujeitos de um processo em que crescem juntos.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Apenas I, II e V.
Apenas I, II e III.
Apenas I, IV e V.
Apenas II, III, IV e V.
I, II, III, IV e V.
O Técnico em Assuntos Educacionais deve, junto à direção da escola, planejar as atividades escolares, visando
ao planejamento de reuniões administrativas com foco na criação de unidade na escola, impedindo qualquer divergência.
ao planejamento do calendário escolar, que pode ser alterado ao longo do ano, pois a escola detém o poder de sua autorização.
à organização do quadro de pessoal da escola, que dispensa a contribuição individual que cada um deve desempenhar em seu setor.
ao desenvolvimento das atividades de elaboração do plano global da escola, que precisa ter os rumos orientados para uma ação efetiva.
à tomada de decisão a respeito das questões, tanto administrativa quanto pedagógica, independente se a base de dados é suficiente para análise.
Não se aprende História apenas no espaço escolar. As crianças e jovens têm acesso a inúmeras informações, imagens e explicações no convívio social e familiar, nos festejos de caráter local, regional, nacional e mundial. São atentos às transformações e aos ciclos da natureza, envolvem-se com os ritmos acelerados da vida urbana, da televisão e dos videoclipes, são seduzidos pelos apelos de consumo da sociedade contemporânea e preenchem a imaginação com ícones recriados a partir de fontes e épocas diversas.
É preciso diferenciar, entretanto, o saber que os alunos adquirem de modo informal daquele que aprendem na escola (...) o que se chama de saber histórico escolar.
(Parâmetros Curriculares Nacionais – História)
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, é correto considerar o saber histórico escolar
os conteúdos oficiais apresentados periodicamente pelo Ministério da Educação, validados pelas principais universidades do país, e devidamente adaptados às específicas realidades estaduais e municipais por meio das suas respectivas secretarias de educação.
as leituras historiográficas consolidadas como as mais tradicionais e oficiais, reconhecidas pela comunidade acadêmica e que traçam um diálogo profundo entre as esferas política, econômica, social e cultural, articulando os espaços locais até a dimensão mundial.
a relação de temáticas históricas escolhidas periodicamente pelas secretarias estaduais de educação que, por sua vez, a partir uma consulta representativa entre os docentes da rede pública de ensino, anunciam o programa curricular de cada série da Educação Básica.
o produzido especificamente com a finalidade de oferecer repertório para os materiais didáticos e que tenha como origem pesquisas acadêmicas concretizadas em espaços universitários reconhecidos pelas associações de historiadores, assim como pelas instituições públicas ligadas ao ensino de Educação.
o originário do diálogo entre muitos interlocutores e muitas fontes, permanentemente reconstruído a partir de objetivos sociais, didáticos e pedagógicos e dele fazem parte, por exemplo, o conhecimento fruto das pesquisas dos historiadores, educadores e especialistas das Ciências Humanas.
Para assegurar a aquisição de conhecimentos pelos alunos compete ao professor, EXCETO:
Contextualizar o conteúdo que está sendo trabalhado.
Prover meios para motivar os alunos.
Antecipar os objetivos de ensino.
Desconsiderar o que o aluno já sabe e apresentar-lhe novos conteúdos.
Investigar os conhecimentos dos alunos.
A escola é um meio de vida social tão _____ quanto a maioria dos ambientes profissionais. Sua função de socialização vai muito além da aquisição de uma cultura geral e seus efeitos sobre o comportamento refletem-se mais nos sentimentos e na percepção _____ do que nos processos racionais proporcionados em ambientes _____, como a sala de aula.
Preenchem ADEQUADAMENTE as lacunas acima as respectivas palavras:
Rica – Onírica – Isentos;
Pobre – Onírica – Livres;
Rica – Sensorial – Controlados;
Pobre – Lúdica – Controlados;
Rica – Onírica - Livres.
Sobre Libras:
I. Constituem sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil;
II. Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas não institucionalizadas de apoiá-la.
Sobre os itens acima:
Apenas I está correto.
Apenas II está correto.
Ambos estão corretos.
Ambos estão incorretos.
A participação da comunidade escolar na gestão da escola e a observância dos princípios e finalidades da educação, particularmente o respeito à diversidade e à diferença, são desafios para todos os sujeitos do processo educativo.
Analisando a afirmação acima, do ponto de vista da tradição da gestão/administração, a escola
sempre foi democrática, na medida em que cumpre o papel de por em funcionamento a instituição, buscando os melhores meios para atingir seus fins, em cada momento histórico e contexto político.
não precisava ocupar-se de aspectos secundários à finalidade precípua da educação escolar, que é a aprendizagem dos estudantes, enquanto domínio do conhecimento historicamente acumulado.
sempre foi igualitária, tratando a todos da mesma maneira e garantindo as mesmas oportunidades a todos, em acordo com as normas dos sistemas de ensino.
sempre teve dificuldades para aceitar a participação e em lidar com a pluralidade e a diferença, tendendo a silenciá-las e neutralizá-las, sentindo-se mais confortável com a uniformidade e a padronização.
apresentava um contexto diferenciado da escola atual, em que havia qualidade e rigor na organização do trabalho do professor e na avaliação dos estudantes, com clareza sobre os mínimos aceitáveis em cada ano escolar.
Professora Rita redigiu, ao final do relatório de seus alunos, algumas características que as consideravam essenciais em sua avaliação como: “Ana é viva demais”. “Luís é desorganizado”. “Paulo é desanimado”. “Joana é deficiente”. “Júlia é mal-humorada”. “Vanessa é tímida demais”. ”Miguel é mal-educado”. “Só Rafael é normal”. Esta professora entende avaliação como
utilização de critérios adequados para diagnosticar e analisar as características e classificar os alunos.
identificação de características individuais dentro de turmas heterogêneas.
atribuição de rótulos que contribuem para exclusão dos alunos.
constatação de diversidade para repudiar as atitudes de preconceito racial.
reconhecimento das diferenças para valorizar as vivências dos alunos.
Considerando-se DEMO, sobre o professor ser um pesquisador, assinalar a alternativa que apresenta o pressuposto crucial na proposta de educar pela pesquisa:
A pesquisa é a atitude que um profissional competente precisa tomar frente aos conteúdos apresentados aos alunos.
A convicção de que educação pela pesquisa é a especificidade mais própria da educação.
A pesquisa precisa ser uma atividade cotidiana apenas ao professor.
A convicção de que educação pela pesquisa é a atividade que possibilitará substituir os conteúdos tradicionais pelos transversais.
Uma escola que tem como objetivo a construção de valores democráticos valoriza a atuação do inspetor de alunos como educador. Esse profissional é capaz de trazer informações importantes sobre a convivência entre os alunos, que poderão ser objeto de análise para que a equipe gestora, juntamente com os docentes, planeje e execute intervenções. É correto afirmar que uma das atribuições do inspetor de alunos que favorece a análise da convivência, entre outras, é
investigar as relações de poder existentes entre os alunos, reconhecendo as lideranças e os que se submetem a elas.
observar o andamento das aulas, especialmente de educação física, em que acontece o maior número de ocorrências.
controlar os espaços coletivos para impedir a ocorrência de agressões, depredações e furtos.
vigiar grupos de alunos, observar comportamentos suspeitos e revistar armários e mochilas, a fim de garantir a segurança da coletividade.
criar e implementar regras de convivência com o objetivo de facilitar a integração e adaptação dos alunos à unidade escolar.
Você utiliza o grupo focal como um instrumento qualitativo de pesquisa aplicada ao ambiente organizacional, pois ele tem como vantagem
a generalização dos resultados, visto que a percepção e a interpretação dos dados referemse a um grupo específico.
a interação direta com os participantes, possibilitando clareza nas repostas e observações de registros não verbais.
a seleção de participantes com disponibilidade de tempo para participar das sessões.
a grande independência em relação à participação do moderador/pesquisador, que é responsável pela condução, monitoramento e controle das interações entre os participantes.
a interpretação e análise dos resultados.
Em relação à aquisição e ao desenvolvimento da linguagem, é possível afirmar que o momento mais adequado para apresentar as crianças surdas à língua de sinais é:
quando atingem graus de maturidade e de maturação na puberdade.
o mais cedo possível.
somente após fase da escrita em garatujas.
após dominarem a língua portuguesa.
após dominar os sinais caseiros.
Para Moacir Gadotti (1997) caberá à escola "a transformação da igualdade formal em igualdade real". Esta concepção revelada pelo autor traz ao educador uma postura crítica sobre seu papel porque o leva a:
trabalhar o currículo formal como expressão singular do saber e das práticas docentes
desenvolver uma nova postura escolar para promover ações que favoreçam a interação social e a opção por práticas heterogêneas
desenvolver uma pedagogia tradicional como forma de atender às necessidades sociais vigentes
trabalhar por meta secundária a fim de garantir o aprendizado integral dos estudantes
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, com relação à avaliação, as instituições devem criar procedimentos para o acompanhamento do trabalho pedagógico e a avaliação do desenvolvimento das crianças, garantindo:
I. A observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano.
II. A utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.).
III. A continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança.
IV. A documentação específica que possibilite avaliar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na educação infantil e que permita a retenção ou não da criança para a próxima etapa escolar.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
I.
II e III.
III e IV.
I, II e III.
Leia o fragmento a seguir.
Em um diálogo não há a tentativa de prevalecer um ponto de vista particular, mas a de ampliar a compreensão dos envolvidos (David Bohm).
Da leitura do fragmento infere-se que:
a democracia na escola se concretiza na disposição de falar e ouvir tudo.
o excesso de diálogo pode resultar em práticas discursivas intolerantes.
o diálogo é usado pelo orientador educacional como ferramenta importante para a mediação das relações sociais.
a linguagem do orientador educacional deve ter força de convencimento sobre os sujeitos escolares envolvidos em conflitos.
A consequência imediata da implantação de ciclos é a modificação das relações profissionais entre professores, uma vez que eles irão compartilhar o mesmo aluno durante o ciclo. A responsabilidade pela formação do aluno passa a ser coletiva e, desta forma, a aprendizagem será consequência da ação de vários educadores, bem como o processo de avaliação dependerá da colaboração de uma equipe. Nesse sentido é correto afirmar:
A comunicação é gerada pela estrutura e organização do tempo e espaço, passando a ser realizada de forma individual.
As modificações na estrutura vão refletir na concepção de educador como indivíduo que atua de acordo com os requisitos da organização.
A mudança significativa reside na superação da formação continuada e de sua atividade dentro de sala de aula.
A definição de ações pedagógicas é responsabilidade, ao menos, de todos os professores que estão ensinando no ciclo.