Questões de Concurso sobre Abuso de Poder

 
 
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No exercício de suas atribuições, o agente público deve observar os limites legais, sob pena de configurar abuso de poder. Analise as afirmativas:


I.O excesso de poder ocorre quando o agente atua além de sua competência legal.

II.O desvio de finalidade ocorre quando o ato visa interesse diverso do previsto em lei.

III.O abuso de poder torna o ato administrativo válido, desde que haja interesse público.


Assinale a alternativa CORRETA.


A

I, II e III são verdadeiras.


B

Apenas II e III são verdadeiras.


C

Apenas III é verdadeira.


D

Apenas I e II são verdadeiras.


E

Apenas I e III são verdadeiras.

A atuação do servidor público, mesmo quando em estrita conformidade com as normas legais e com os regulamentares vigentes, pode ser questionada sob o prisma ético quando caracterizar o desvio de finalidade, o abuso de poder formal ou a instrumentalização da legalidade para fins estranhos ao interesse público, hipóteses nas quais a observância da letra da lei não exclui a responsabilização por violação da moralidade administrativa.


C

Certo


E

Errado

Um gestor público, no exercício de sua competência disciplinar, aplicou sanção severa a servidor subordinado por infração de menor gravidade, sem observância dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. O ato foi questionado administrativamente quanto à sua validade jurídica. À luz da teoria dos poderes administrativos, assinale a alternativa CORRETA.


A

O ato caracteriza abuso de poder por excesso.


B

A irregularidade configura mera ilegalidade formal, não sendo enquadrável como abuso de poder no exercício da função administrativa.


C

O ato é válido, pois o poder disciplinar confere ampla liberdade à autoridade para definir a sanção aplicável, independentemente de critérios de proporcionalidade.


D

O abuso de poder somente se configura quando a autoridade atua fora de sua competência legal expressamente definida.

No exame da atuação disciplinar e normativa da Administração Pública, determinado parecer jurídico buscou diferenciar as espécies de poderes administrativos e os limites impostos pelo ordenamento jurídico ao exercício da atividade estatal. Analise as assertivas abaixo e preencha as lacunas utilizando "V", para as verdadeiras, e "F", para as falsas.


( )O poder regulamentar permite a edição de atos normativos destinados à fiel execução da Lei.

( )O poder disciplinar relaciona-se à aplicação de sanções a particulares sem qualquer vínculo jurídico prévio com a Administração Pública.

( )O poder hierárquico possibilita a distribuição e escalonamento de funções no âmbito administrativo.

( )O abuso de poder pode ocorrer tanto por excesso de poder quanto por desvio de finalidade.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.


A

V, F, F, V.


B

V, V, F, V.


C

F, V, F, F.


D

V, F, V, V.


E

F, V, V, F.

Considere a seguinte situação hipotética:


Um secretário municipal, insatisfeito com críticas feitas por um servidor efetivo em redes sociais pessoais, determina sua remoção imediata para um setor distante e sem qualquer relação com sua área de atuação. O ato foi motivado exclusivamente por razões pessoais, sem qualquer justificativa administrativa formal ou necessidade do serviço.


Diante do caso apresentado e à luz dos poderes administrativos, assinale a alternativa correta.


A

Trata-se de exercício regular do poder hierárquico, uma vez que a autoridade possui competência para organizar a atuação dos servidores subordinados.


B

Trata-se de exercício do poder discricionário, pois a remoção de servidores admite análise de conveniência e oportunidade pela Administração.


C

Trata-se de exercício do poder disciplinar, pois a Administração pode aplicar medidas corretivas a servidores que manifestem condutas inadequadas.


D

Trata-se de abuso de poder, pois o ato foi praticado com objetivo diverso do interesse público previsto em lei.

Durante fiscalização, o agente do INCRA impõe restrições a particular e determina obrigações adicionais não previstas no ato normativo aplicável, adotando medidas desproporcionais e excedendo limites legais. O administrado questiona a conduta, alegando que a atuação extrapolou o poder de polícia e comprometeu direitos. O setor competente analisa se houve exercício legítimo do poder ou abuso. Considerando poder de polícia e uso e abuso do poder, assinale a alternativa correta.


A

A legalidade do ato de polícia não admite controle judicial, pois envolve mérito administrativo e escolhas discricionárias.


B

O abuso de poder depende de prova de dolo específico, sendo inviável quando o agente alega finalidade pública genérica.


C

No poder de polícia, a discricionariedade autoriza impor restrições ilimitadas, independentemente de proporcionalidade ou motivação.


D

Havendo extrapolação de limites legais, caracteriza-se abuso de poder por excesso, passível de controle.

No contexto de fiscalização ambiental, agentes públicos determinaram a interdição de atividade econômica sem risco iminente e sem observância mínima do contraditório, constatando-se posteriormente que a medida visava prioritariamente aumentar a arrecadação do ente estatal. Instado a se manifestar, o advogado público analisou a conduta à luz do regime jurídico-administrativo. Diante da situação, assinale a alternativa CORRETA.


A

A conduta caracteriza discricionariedade plena, afastando controle judicial quanto aos motivos e à finalidade do ato.


B

Houve abuso de poder por desvio de finalidade, com uso do poder de polícia para atender interesse secundário.


C

Configurou exercício regular do poder de polícia, pois a supremacia do interesse público autoriza medidas restritivas amplas.


D

Tratou-se de manifestação legítima do poder hierárquico, insuscetível de controle externo por envolver mérito administrativo.

José, servidor público competente, determinou a abertura de investigação, na esfera administrativa, em detrimento de João, agente público, sob o fundamento de que João teria perpetrado ilícito administrativo. Contudo, José assim agiu para satisfazer interesse privado, desvinculado do interesse público, já que João é seu desafeto de longa data e não praticou qualquer ato antijurídico.


Nesse cenário, considerando o entendimento doutrinário dominante, a prerrogativa reconhecida à administração para investigar e punir os agentes públicos, na hipótese de infração funcional, é uma manifestação do poder:


A

regulamentar, mas José agiu com desvio de poder;


B

hierárquico, mas José agiu com excesso de poder;


C

disciplinar, mas José agiu com desvio de poder;


D

de polícia, mas José agiu com excesso de poder;


E

de polícia, mas José agiu com desvio de poder.

A atuação da administração pública é pautada por princípios e regras que disciplinam a prática dos atos administrativos, visando assegurar a legalidade, a eficiência e a segurança jurídica, entre outros princípios. A Lei estadual n.º 20.656/2021 estabelece normas sobre organização administrativa, competências e limites ao exercício do poder administrativo no estado do Paraná, devendo ser interpretada em consonância com a teoria geral dos atos administrativos, desenvolvida pela doutrina e pela jurisprudência.


À luz desse arcabouço normativo e teórico, é correto afirmar que


A

atos vinculados não admitem controle judicial.


B

atos discricionários estão imunes ao controle de legalidade.


C

o desvio de finalidade configura vício no elemento finalidade e enseja invalidação do ato.


D

o vício de competência sempre gera nulidade absoluta do ato administrativo.


E

a ausência de motivação invalida qualquer ato administrativo, independentemente de sua natureza.

O desvio de poder resta configurado quando o agente público pratica ato visando ao interesse público, mas fora de sua esfera de competência legal.


C

Certo


E

Errado

O abuso de poder compreende o excesso de poder, quando o agente público age fora ou além de suas atribuições legais, e o desvio de poder, quando o agente público pratica um ato de forma distinta do interesse público.


O excesso de poder e o desvio de poder representam, respectivamente, vícios nos seguintes requisitos dos atos administrativos:


A

finalidade e competência.


B

competência e motivo.


C

objeto e finalidade.


D

motivo e finalidade.


E

competência e finalidade.

O uso do poder ocorre quando a Administração atua dentro dos limites legais e finalísticos de sua competência.


Já o abuso do poder configura-se quando:


A

há desvio de finalidade ou excesso de poder.


B

o resultado acaba sendo desfavorável ao administrado.


C

a administração atua conforme a lei.


D

há mera irregularidade formal no ato.


E

o ato administrativo é praticado com base em critérios de conveniência e oportunidade previstos em lei.

O reitor de uma instituição pública federal de ensino, legalmente competente para movimentar pessoal, decide remover de ofício um professor estável do campus A para o campus B, localizado a 500 km de distância. O ato foi formalmente motivado como “necessidade de serviço para suprir carência de docentes”. No entanto restou comprovado em processo administrativo que o campus B possuía excedente de professores na área e que a verdadeira intenção do reitor era afastar o referido docente de suas atividades sindicais, com as quais o reitor divergia publicamente. Diante do caso narrado, o ato de remoção padece de vício de


A

incompetência, uma vez que o reitor, embora autoridade máxima, não possui atribuição legal para movimentar servidores entre campi sem a autorização expressa do Conselho Superior da referida instituição.


B

vício de forma, pois a remoção de ofício de docentes só é considerada válida se for precedida de processo administrativo disciplinar (PAD) que comprove a necessidade da medida como sanção educativa.


C

desvio de finalidade, pois o agente público, embora competente para praticar o ato, utilizou-se de uma prerrogativa legal (remoção de ofício) para atingir fim diverso do interesse público, agindo com intuito punitivo ou de perseguição pessoal.


D

excesso de poder, caracterizado pelo fato de o administrador ter agido fora dos limites de sua competência funcional, já que a Lei nº 8.112/1990 veda qualquer tipo de movimentação de servidores estáveis para localidades distantes.


E

ilegitimidade do objeto, visto que o ato de remoção de ofício foi extinto do ordenamento jurídico brasileiro pela Nova Lei de Licitações e Contratos, sendo permitida apenas a remoção a pedido do servidor.

Por meio de um ato administrativo, um prefeito declarou um imóvel privado como de utilidade pública sob a alegação de construção de uma escola. No entanto, ficou comprovado que a desapropriação foi usada como forma de retaliação a um antigo adversário político.


Essa espécie de abuso de poder é denominada como


A

excesso de poder.


B

desvio de objeto.


C

desvio de forma.


D

desvio de poder.


E

excesso de objeto.

O Governador do Estado X, visando aumentar a eficiência na fiscalização ambiental, edita um decreto delegando ao Secretário de Meio Ambiente a competência para criar cargos públicos e definir sanções pecuniárias para novas infrações não previstas em lei. Com base nesse decreto, o Secretário aplica uma multa pesada a uma indústria. Simultaneamente, o Comandante da Polícia Militar, subordinado ao Secretário de Segurança, decide avocar para si a competência de um Coronel para conduzir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) específico, sem apresentar justificativa para a medida, apenas alegando sua posição superior na hierarquia. Considerando os casos acima, assinale a alternativa correta:


A

O ato do Comandante da Polícia Militar é viciado por abuso de poder na modalidade excesso de poder, uma vez que a avocação de competência é medida excepcional e exige fundamentação determinante, enquanto o decreto do Governador padece de ilegalidade por delegar matéria de reserva legal.


B

O decreto do Governador é válido com base no poder regulamentar, que autoriza o Chefe do Executivo a criar infrações e sanções administrativas via decreto para garantir a fiel execução das leis de proteção ao meio ambiente.


C

A delegação feita pelo Governador ao Secretário é admitida pelo ordenamento jurídico, desde que o ato de delegação seja revogável a qualquer tempo e não envolva a edição de atos de caráter normativo, o que valida a criação das novas sanções por decreto.


D

No caso da indústria multada, o poder exercido pelo Secretário é o poder disciplinar, pois a aplicação de multas a particulares que não possuem vínculo contratual com a Administração é a expressão máxima da supremacia do Estado sobre o indivíduo.


E

A avocação realizada pelo Comandante é um exercício legítimo do poder hierárquico, que permite ao superior substituir o subordinado em qualquer ato de sua competência, independentemente de motivação, dado o dever de obediência.

O gênero abuso de poder comporta duas espécies, o desvio e o excesso. No desvio de poder, também chamado de desvio de finalidade, o agente competente atua visando interesse alheio ao público. Por outro lado, comete excesso de poder o agente que exorbita no uso de suas atribuições, indo além de sua competência. Com base no desvio e no excesso de poder, é CORRETO afirmar que:


A

O excesso de poder é também conhecido como tredestinação ilícita.


B

O desvio de poder sempre pressupõe que o agente público é competente.


C

O excesso de poder não admite convalidação e constitui vício na finalidade do ato.


D

O desvio de poder ocorre de forma exagerada e desproporcional.

O regime jurídico-administrativo é pautado pelo equilíbrio entre as prerrogativas e as sujeições impostas à Administração Pública em sua atuação. Sobre o enunciado, analise as afirmativas a seguir.


I.O princípio da supremacia do interesse público sobre o privado autoriza a Administração a impor restrições à propriedade particular em situações de urgência.

II.O princípio da indisponibilidade do interesse público veda que o administrador renuncie a direitos do Estado sem que haja uma autorização legislativa expressa.

III.As prerrogativas da Administração Pública conferem ao agente público o direito de agir com abuso de poder, desde que o resultado final seja benéfico ao erário.


Está correto o que se afirma em:


A

I e II apenas.


B

II apenas.


C

III apenas.


D

I, II e III.


E

I e III apenas.

Suponha que um fiscal de trânsito, após multar um veículo por estacionamento irregular, determina a apreensão do carro sem que a lei preveja essa sanção para a infração cometida.


Nessa situação específica estar-se-á diante de ato administrativo


A

válido e eficaz.


B

que admite revogação por invalidade.


C

praticado com excesso de poder.


D

maculado por desvio de poder.


E

viciado por desvio de finalidade.

Quando um Assistente Administrativo, embora competente para o ato, pratica-o com o objetivo de perseguir um desafeto ou beneficiar um parente (desviando-se do interesse público), ocorre a modalidade de abuso de poder chamada:


A

Excesso de Poder.


B

Desvio de Finalidade.


C

Omissão Administrativa.


D

Estrito Cumprimento do Dever.


E

Usurpação de Função.

Mariana, divorciada, religiosa fervorosa, é diretora de unidade pública escolar do município B. Engajou na carreira como professora concursada, mas ocupa o cargo atual através de convocação comissionada.


Recentemente, no quadro de agentes daquela escola, Fernanda, transexual, cujo nome de nascimento é Yuri, tomou posse como professora.


Mariana, incomodada com a presença da nova colega de trabalho, já que avessa ao homossexualismo, se apega ao fato de Fernanda ter faltado sem qualquer justificativa por 4 dias naquele mês, para lhe aplicar uma punição de transferência para outra unidade escolar.


Levando em conta que na legislação municipal local é possível ao diretor escolar aplicar a punição a seus subordinados, mas também levando em conta as regras sobre direito administrativo, é certo afirmar que, no caso em tela:


A

houve excesso de poder, pois Mariana não pode aplicar punição diretamente ao seu subordinado.


B

houve desvio de poder, pois Mariana, apesar de ter poder para aplicar punições aos seus subordinados, nesse caso, o fez visando outra finalidade, qual seja, se livrar da agente pública que não a agradava.


C

não houve qualquer abuso de poder de Mariana, pois a punição aplicada a Fernanda está equalizada com o nível de gravidade da conduta faltosa praticada pela servidora. O fato da diretora ter aversão ao homossexualismo foi apenas uma infeliz coincidência que não anula o ato praticado.


D

houve desvio de poder, pois Mariana, apesar de ter poderes para aplicar punições aos seus subordinados, nesse caso, o fez visando outra finalidade, qual seja, se livrar da agente pública que não a agradava. Se a diretora não quisesse a presença de Fernanda, ante a repulsa que sente pelo homossexualismo, bastava determinar a transferência da professora para outra unidade, não precisando se socorrer desse engodo.

 
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