Questões de Concurso sobre Teoria da Invalidade dos Negócios Jurídicos (Art. 166 ao 184)

 
 
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O contrato civil celebrado mediante simulação é:


A

Anulável no prazo decadencial de 2 anos.


B

Anulável no prazo decadencial de 3 anos.


C

Anulável no prazo decadencial de 4 anos.


D

Nulo.


E

Ineficaz.

Considere as seguintes situações:


I. Um negócio jurídico foi celebrado por uma pessoa absolutamente incapaz.

II. Um negócio que tem por motivo determinante, comum a ambas as partes, um ilícito.

III. Um negócio que teve preterida alguma solenidade que a lei considera essencial para a sua validade.

IV. Um negócio jurídico em que foi verificado estado de perigo.

V. Um negócio jurídico em que foi verificado dolo.


Segundo dicção do Código Civil, são nulos os negócios jurídicos indicados:


A

Nas assertivas I, II e III, apenas.


B

Nas assertivas I, II e V, apenas.


C

Nas assertivas II, III e V, apenas.


D

Nas assertivas I, II, III e IV, apenas.


E

Nas assertivas I, III, IV e V, apenas.

O Código Civil prescreve os requisitos para validade e qualquer negócio jurídico. No art. 166 elenca os casos de anulação do negócio jurídico. Assinale a alternativa que não está contemplada como uma causa de anulação pelo art. 166.


A

Celebrado por pessoa absolutamente incapaz.


B

For ilícito, impossível, ou indeterminável o seu objeto.


C

For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.


D

O motivo determinante, comum a ambas as partes, for lícito.


E

Não revestir a forma prescrita em lei.

Carla e Julia, respectivamente com seus 20 e 25 anos de idade, são colegas de trabalho há dez anos. Certo dia elas decidem realizar uma aposta de jogo do bicho. Antes da aposta, Carla e Julia redigem um contrato particular estabelecendo que, em caso de êxito na aposta, o prêmio deverá ser dividido em partes iguais. Em consideração ao fato narrado é correto afirmar que:


A

Estão presentes todos os requisitos do negócio jurídico.


B

O objeto do negócio realizado entre Carla e Júlia é ilícito.


C

O negócio é inválido pela falta de agente capaz e legitimado.


D

A forma como o negócio foi celebrado não condiz com a prescrita em lei.


E

Trata-se de negócio que tem objeto indeterminado, pois há mera expectativa do prêmio.

Se, em conluio, duas pessoas aparentam pactuar negócio jurídico diverso do que realmente tenha sido celebrado entre ambos, ocorrerá simulação, o que produz como efeito a validade do negócio jurídico efetivamente firmado e do negócio jurídico simulado.


C

Certo


E

Errado

No que se refere às disposições gerais do Código Civil sobre o negócio jurídico, assinale a alternativa correta.


A

A incapacidade relativa de uma das partes pode ser invocada pela outra em benefício próprio, bem como aproveita aos cointeressados capazes


B

A eficácia do negócio jurídico requer forma defesa em lei


C

A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado


D

No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este não será da substância do ato, sendo dispensável

Após a leitura do excerto abaixo, extraído da obra "Direito Civil Esquematizado", de Carlos Roberto Gonçalves (2021), responda ao que for arguido.

"O Código Civil de 2002 substituiu a expressão genérica "ato jurídico", empregada pelo diploma de 1916 no livro concernente aos "Fatos Jurídicos", pela designação específica "negócio jurídico", porque somente este é rico em conteúdo e justifica uma pormenorizada regulamentação, aplicando -se -lhe os preceitos constantes do Livro III. Alterou, também, a ordem das matérias."


Acerca do instituto "negócio jurídico", assinale o que esteja em confronto com o determinado pelo Código Civil de 2002.


A

A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento.


B

No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é da substância do ato.


C

A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir.


D

A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


E

A impossibilidade inicial do objeto invalida o negócio jurídico se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.

Após a morte de seu pai, Alessandro cedeu para Dejair, por instrumento particular, os quadros que eventualmente herdaria na divisão da herança.


Nesse caso, é correto afirmar que o negócio jurídico:


A

que versa sobre a alienação de bens móveis, é existente, válido e eficaz;


B

é nulo, por violação de forma prescrita em lei, de modo que não admite qualquer aproveitamento ou convalidação;


C

é anulável, por violação de forma prescrita em lei, mas admite sua conversão em promessa de cessão;


D

é nulo, por violação de forma prescrita em lei, mas admite sua conversão em promessa de cessão;


E

que versa sobre a alienação de bens móveis, é existente, válido e tem eficácia subordinada a fato futuro e incerto, qual seja, Alessandro ser aquinhoado, na divisão, com os quadros que alienou a Dejair.

Diversas são as previsões de defeitos nos negócios jurídicos, conforme o Código Civil brasileiro elenca.

Nesse sentido, assinale a opção INCORRETA sobre a temática.


A

Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar indenização.


B

A definição de “lesão” nesse contexto, é quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.


C

É nulo o negócio jurídico simulado, mesmo quando válido for na substância e na forma.


D

É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.

Esmeralda, professora de artes plásticas, está enfrentando problemas de relacionamento com seu marido Adalberto. Tudo indica que o divórcio do casal é iminente. Casada sob o regime de comunhão parcial de bens, Esmeralda teme que, caso venha efetivamente a se divorciar, acabe perdendo para Adalberto, na partilha do patrimônio comum do casal, a propriedade de uma pintura valiosa que adquiriu recentemente. Por isso, propôs à sua irmã Ludmila que guardasse temporariamente a obra de arte para ela em sua casa e que formalizasse com ela um contrato de compra e venda da pintura, por um preço irrisório, que Esmeralda lhe restituiria posteriormente. As irmãs assim procederam, tendo Esmeralda transferido a pintura para Ludmila, que, por sua vez, pagou à irmã o valor avençado.


Considerando que todos esses fatos encontrem-se comprovados, é correto afirmar que o contrato de compra e venda firmado entre Esmeralda e Ludmila:


A

é anulável, podendo Adalberto, caso se sinta prejudicado, pedir a sustação de seus efeitos;


B

é válido, mas inoponível a Adalberto, que pode desconsiderar seus efeitos em eventual partilha de bens;


C

era anulável, mas foi convalidado pelo cumprimento espontâneo das prestações pelas partes;


D

é nulo, mas pode ser convertido em doação pura e simples por força do princípio de conservação do negócio jurídico;


E

pode ser declarado nulo de ofício pelo juiz que venha a apreciar seus efeitos, ainda que contra a vontade das partes.

De acordo com o direito civil brasileiro, sobre os defeitos do negócio jurídico, é CORRETO afirmar:


A

É anulável o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.


B

Não vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro.


C

O dolo acidental não obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo.


D

São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.

Letícia, mãe de Laura e de Bruno, está com uma doença em estágio avançado e, para resguardar os filhos, firmou com eles um contrato para regular sua herança, que contém bens e direitos. O documento foi assinado pelas partes e por duas testemunhas, mas as firmas dos envolvidos não foram reconhecidas em cartório.


Nos termos do Código Civil, o contrato firmado nessa situação hipotética é


A

válido, pois cumpre todos os requisitos legais quanto ao objeto e à forma, fazendo as vezes de testamento particular.


B

nulo, porque, independentemente da sua regularidade quanto à forma, seu objeto não poderia consistir em regular herança de pessoa viva.


C

anulável, porque, embora cumpra os requisitos legais quanto ao objeto, não atende os relativos à forma, dado que as firmas dos envolvidos não foram devidamente reconhecidas.


D

anulável, porque, embora cumpra os requisitos legais quanto à forma, não atende os relativos ao objeto, visto que não é possível regular herança de pessoa viva especificamente quanto aos seus direitos.


E

anulável, porque, embora cumpra os requisitos legais quanto à forma, não atende os relativos ao objeto, pois não é possível regular herança de pessoa viva especificamente quanto aos seus bens.

Sobre os termos de invalidade do negócio jurídico, assinale a alternativa INCORRETA.


A

É nulo o negócio jurídico quando tiver por objetivo fraudar lei imperativa.


B

É anulável o negócio jurídico quando for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.


C

O menor, entre dezesseis e dezoito anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior.


D

O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro.


E

Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato.

Marcos celebrou acordo verbal com Jorge, sem testemunhas, para que este realizasse serviço de marcenaria em seu imóvel, conforme as diretrizes ajustadas entre as partes, no prazo de 60 dias. Jorge recebeu um valor adiantado proporcional a 20% sobre o valor do serviço.


Passado o prazo, Jorge não entregou o serviço e anunciou que não o fará, considerando a ausência de contrato válido e assinado entre as partes, solicitando os dados bancários de Marcos para restituir o valor recebido.


Diante do caso narrado, assinale a afirmativa correta.


A

A alegação de Jorge procede, pois a validade da declaração de vontade depende de forma especial escrita, sem a qual não há contrato.


B

A alegação de Jorge não procede, na medida em que a forma do negócio jurídico celebrado entre as partes é livre, de modo que a adoção de forma escrita teria simples função probatória.


C

A alegação de Jorge procede, porque o acordo verbal, ainda que possível, não pode ser considerado contrato válido se não for acompanhado de testemunhas.


D

A alegação de Jorge não procede, considerando que o recebimento de quantia antecipada para a execução do serviço gera presunção juris et de jure que prova a existência do negócio verbal.


E

A alegação de Jorge procede, visto que a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição de direitos e obrigações a serem executados sobre bens imóveis.

Sobre as previsões do negócio jurídico no Código Civil brasileiro, assinale a alternativa CORRETA.


A

A incapacidade relativa de uma das partes pode ser invocada pela outra em benefício próprio, porém não aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for divisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


B

A validade do negócio jurídico requer apenas três requisitos: agente capaz; objeto lícito, possível, determinado ou determinável; e uma forma prescrita ou não vedada em lei.


C

Nas declarações de vontade se atenderá mais ao sentido literal da linguagem do que à intenção nelas consubstanciada.


D

As partes poderão livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e de integração dos negócios jurídicos, exceto quando diversas daquelas previstas em lei.

Manoela, 83 anos de idade, capaz e lúcida, adquiriu um vasto patrimônio em virtude do falecimento de seu marido, ocorrido no ano passado. Sem nenhuma experiência no mercado imobiliário, confiando em seu neto, adquiriu um terreno em sua cidade, pagando cinco vezes acima do preço real do bem. O imóvel era da propriedade da namorada do neto.


Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.


A

O negócio jurídico é válido, pois Manoela é capaz e lúcida.


B

O negócio jurídico é nulo, em virtude do dolo de terceiros.


C

O negócio jurídico é anulável, pois o negócio jurídico descrito no enunciado é viciado devido à lesão.


D

O negócio jurídico é nulo, pois o negócio jurídico realizado por Manoela foi simulado.


E

O negócio jurídico é anulável, em virtude do erro essencial.

Renato, solteiro, vende, em 2010, imóvel de sua propriedade para seu filho Felipe, sem anuência de seu outro filho, Paulo, por preço muito abaixo do mercado. Para evitar questionamentos jurídicos, as partes convencionam que o negócio seria realizado em nome de Marília, esposa de Felipe.

À época da venda, Paulo, que é diplomata, estava lotado na embaixada de Paris. Por isso, somente quando retornou ao Brasil, em 2021, ajuizou demanda impugnando a compra e venda.


Nesse caso, o juiz deverá:


A

afastar a prescrição, considerando que o prazo não corre contra os ausentes do país em serviço público da União;


B

reconhecer a extinção do direito de anular o negócio jurídico, ainda que a matéria não seja suscitada pelas partes;


C

afirmar a subsistência do fundo de direito, diante de negócio jurídico simulado, em que a nulidade é absoluta e não se convalida pelo decurso do tempo;


D

reconhecer a validade do negócio jurídico, ressalvando a necessidade de trazer o bem à colação no inventário de Renato, já que o objetivo fora o de dissimular uma doação;


E

abster-se de declarar a invalidade antes da abertura da sucessão de Renato, quando se vai apurar a legítima e verificar se a compra e venda ultrapassou o limite de disponibilidade.

Mario Luiz cede determinado imóvel a João Ferreira, aparentemente, a título gratuito. Acontece que, embora o contrato seja denominado como comodato, Mario está realizando a cobrança de determinados alugueis, o que faz denotar a natureza locatícia da relação entre as partes. Os valores têm sido efetivamente pagos por João. Dessa forma, é correto afirmar a existência do seguinte vício que macula o negócio jurídico:


A

dolo.


B

erro.


C

lesão.


D

coação.


E

simulação.

Consiste a simulação em celebrar-se um ato que tem aparência normal, mas, na verdade, não visa ao efeito que juridicamente devia produzir.


C

Certo


E

Errado

Adamastor procurou seu amigo Ricardo, técnico em informática, para consultá-lo sobre a aquisição de um computador. Adamastor explicou para quais finalidades precisava do equipamento e Ricardo afirmou que tinha um computador seminovo cujas especificações seriam ideais e atenderiam perfeitamente às necessidades do amigo. Satisfeito, Adamastor aceitou comprar o computador oferecido por Ricardo. Semanas depois, porém, Adamastor descobriu que havia sido induzido a erro por Ricardo, pois as especificações do aparelho adquirido eram totalmente insuficientes para o uso pretendido.


A respeito desse contrato, é correto afirmar que se trata de negócio:


A

inválido, cujo vício não pode ser sanado pelo decurso do tempo;


B

inválido, mas que pode ser confirmado por Adamastor se ele quiser;


C

ineficaz, que pode ser impugnado judicialmente por qualquer interessado;


D

ineficaz, cujo vício pode ser conhecido de ofício pelo juiz que vier a analisar o caso;


E

apenas parcialmente nulo, por aplicação do princípio da conservação dos negócios jurídicos.

   
Gerar simulado