Questões de Concurso sobre Teoria da Invalidade dos Negócios Jurídicos (Art. 166 ao 184)

 
 
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Situação hipotética: André está sendo demandado em ação de execução em decorrência de obrigação contratual inadimplida por ele junto a Manoel. Para se esquivar da obrigação, André formalizou um contrato particular, por meio do qual transferiu para Haroldo, com data retroativa, parte do seu patrimônio. Assertiva: Nessa situação, Manoel poderá requerer a nulidade do negócio jurídico formalizado entre André e Haroldo, por considerar que houve um ato simulado.


C

Certo


E

Errado

No que diz respeito ao negócio jurídico, assinale a alternativa incorreta.


A

As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes


B

O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo


C

É de cinco anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar


D

Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, será validado se este a der posteriormente

A medida (ou mecanismo) da conversão substancial do negócio jurídico


A

depende da aquiescência dos dois contratantes e necessita de prévia previsão contratual.


B

não tem previsão no Código Civil e se aplica aos casos de anulabilidade.


C

permite que uma das partes converta um negócio jurídico, desde que válido, em outro.


D

pode permitir o aproveitamento de um negócio jurídico eivado de nulidade.


E

tem previsão em lei especial e se relaciona diretamente com a dinâmica das relações negociais celebradas por meio eletrônico.

Dos defeitos do negócio jurídico, assinale a alternativa CORRETA.


A

O credor quirografário, que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida, ficará obrigado a deduzir da sua parcela aquilo que já recebeu.


B

Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores.


C

São nulos os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.


D

O erro de cálculo não autoriza a retificação da declaração de vontade.


E

Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, mas somente a primeira a reclamar poderá pleitear indenização.

O Banco BPF S/A ajuizou execução por título extrajudicial em face de João Pedro para satisfação de sua dívida. No momento da penhora de um automóvel que cobriria o valor devido, o executado informou que este fora vendido para seu filho, Bernardo. O automóvel se encontra efetivamente na posse de Bernardo, que dele vem se utilizando, e a transferência da propriedade foi registrada administrativamente junto ao Detran. No entanto, o executado não obteve êxito em comprovar o valor supostamente pago pela venda do carro, ficando claro que o negócio jurídico efetivamente celebrado fora uma doação.


Diante disso, deve ser reconhecida a:


A

nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva;


B

anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;


C

inexistência do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa subjetiva;


D

nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;


E

anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva.

O Código Civil de 2002, em seu Título IV, disciplinou a prescrição e a decadência optando por adotar uma fórmula para distinguir os prazos decadenciais e prescricionais. Considerando os critérios legislativos adotados no Código Civil, analise as afirmativas a seguir:


I. É prescricional o prazo de 1 ano previsto para a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários.

II. É prescricional o prazo de 180 dias previsto para que o titular da construção-base ou da laje, a quem não se der conhecimento da alienação de qualquer das unidades sobrepostas, haja para si, mediante depósito do respectivo preço, a parte alienada a terceiros.

III. É decadencial o prazo de 180 dias previsto para pleitear-se a anulação do negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou.

IV. É prescricional o prazo de 3 anos previsto para que o vendedor de coisa imóvel exerça o direito de recobrá-la, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras.


B

Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.


C

Apenas as assertivas II e IV são verdadeiras.


D

As assertivas I, II, III e IV são verdadeiras.

Segundo as disposições do Código Civil:


A

É de cinco anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação do dia em que ela cessar.


B

É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela iniciar.


C

É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar.


D

E de três do anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar.


E

É de três anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela iniciar.

De acordo com o Código Civil, os vícios resultantes de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores ensejam a


A

nulidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo prescricional.


B

nulidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo decadencial.


C

anulabilidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo prescricional.


D

anulabilidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo decadencial.


E

inexistência do negócio jurídico, que se sujeita a prazo prescricional.

De acordo com o Código Civil, haverá simulação nos negócios jurídicos quando:


1. aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem.

2. contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira.

3. os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados.

4. o credor quirografário receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

Assinale a alternativa correspondente ao instituto jurídico que permite a anulação de um negócio jurídico celebrado em razão de grave ameaça de dano iminente e considerável à família de um dos contratantes.


A

Fraude contra credores


B

Dolo


C

Lesão


D

Erro


E

Coação

A., inscrito no CPF sob nº 00.000.000-00, sócio gerente de AB Ltda., alienou para CD S/A um imóvel da sociedade empresária sem anuências dos demais sócios L. e J. Estes dois sócios entendem que a alienação é inválida, porque A., na data em que foi feita a alienação, era portador de gravíssima doença mental.

Quanto à invalidade e tendo em conta o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a alienação é


A

apenas anulável, porque não existe mais nulidade por incapacidade civil absoluta do agente em decorrência de doença mental.


B

inválida, por decisão dos sócios L e J.


C

nula, por incapacidade absoluta do agente.


D

válida, por falta de prova da incapacidade absoluta do agente.

Em relação à invalidade do negócio jurídico, é correto afirmar que


A

é anulável o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância, na forma e no objeto.


B

se ressalvam os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.


C

a nulidade do negócio jurídico simulado pode ser alegada apenas pelas partes ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir.


D

a nulidade do negócio jurídico simulado deve ser pronunciada pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico, lhe sendo permitido supri-las, mediante requerimento das partes.


E

é nulo o negócio jurídico simulado quando celebrado por relativamente incapaz e contiver declaração não verdadeira.

De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico será considerado nulo caso


A

deixe de ser revestido pela forma prescrita em lei.


B

seja praticado por um devedor já insolvente.


C

seja realizado por uma pessoa que, premida da necessidade de se salvar, assuma obrigação excessivamente onerosa.


D

decorra de dolo de terceiro, desde que a parte que se beneficie dele tenha conhecimento do vício do ato.


E

a declaração de vontade de alguma das partes emane de erro substancial.

De acordo com DI PIETRO, os vícios estão previstos nos Artigos 166 e 171 do Código Civil, correspondendo, respectivamente, às nulidades absolutas e relativas; eles se referem, basicamente, aos três elementos do ato jurídico: sujeito, objeto e forma. Sobre as consequências decorrentes dos vícios, uma das hipóteses em que é possível a convalidação é nos vícios relativos:


A

À forma.


B

Ao motivo.


C

À finalidade.


D

Ao objeto.

Magda deseja vender um imóvel para um de seus filhos, Bruno. Para não ter problemas com seus outros filhos que não concordarão com a venda, ela combina com Jorge, seu melhor amigo, de vender o imóvel para ele, mas com a incumbência de ele revendê-lo, em seguida, para Bruno, o que efetivamente ocorre.

-

Quando os outros filhos de Magda descobrirem, eles poderão alegar:


A

confirmação;


B

conversão;


C

simulação;


D

redução;


E

ratificação.

Em razão da presença de vício que a doutrina classifica como social, o negócio jurídico será anulável, caso se constate a presença de


A

objeto ilícito.


B

coação entre seus celebrantes.


C

fraude contra credores.


D

estado de perigo.


E

simulação.

No que se refere ao Direito Contratual, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – A nulidade de uma cláusula constante de transação realizada para dirimir dúvida não contamina todo o ato.

II – Para dar ensejo à repetição do indébito, o erro pode ser de fato ou de direito, mas não pode ser grosseiro.

III – É considerada não escrita a cláusula pela qual o mandatário assume a obrigação de não renunciar ao mandato.


A

Apenas o item I é verdadeiro.


B

Apenas o item II é verdadeiro.


C

Apenas o item III é verdadeiro.


D

Todos os itens são verdadeiros.


E

Nenhum dos itens é verdadeiro.

De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico simulado é


A

anulável, não sendo suscetível de confirmação.


B

anulável, mas é suscetível de confirmação.


C

nulo, não sendo suscetível de confirmação.


D

nulo, mas é suscetível de confirmação.


E

válido, exceto no caso de dissimulação.

É nulo o negócio jurídico quando


A

celebrado por pessoa relativamente incapaz


B

for ilícito, impossível ou indeterminado, mesmo que determinável o seu objeto.


C

o motivo determinante para uma das partes for ilícito.


D

os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados, não subsistindo o que se dissimulou, mesmo que válido for na substância e na forma.


E

contiver declaração não verdadeira, subsistindo o que se dissimulou, se válido for na substância e forma.

De acordo com as disposições do Código Civil, a decadência


A

pode ser validamente renunciada, seja ela estabelecida por lei ou por acordo entre as partes.


B

se interrompe por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor.


C

convencional pode ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer grau de jurisdição.


D

não corre entre os cônjuges na constância da sociedade conjugal.


E

para pleitear-se a anulação do negócio jurídico em razão de erro, dolo ou coação opera-se no prazo de quatro anos.

   
Gerar simulado