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Situação hipotética: André está sendo demandado em ação de execução em decorrência de obrigação contratual inadimplida por ele junto a Manoel. Para se esquivar da obrigação, André formalizou um contrato particular, por meio do qual transferiu para Haroldo, com data retroativa, parte do seu patrimônio. Assertiva: Nessa situação, Manoel poderá requerer a nulidade do negócio jurídico formalizado entre André e Haroldo, por considerar que houve um ato simulado.
Certo
Errado
No que diz respeito ao negócio jurídico, assinale a alternativa incorreta.
As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes
O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo
É de cinco anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar
Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, será validado se este a der posteriormente
A medida (ou mecanismo) da conversão substancial do negócio jurídico
depende da aquiescência dos dois contratantes e necessita de prévia previsão contratual.
não tem previsão no Código Civil e se aplica aos casos de anulabilidade.
permite que uma das partes converta um negócio jurídico, desde que válido, em outro.
pode permitir o aproveitamento de um negócio jurídico eivado de nulidade.
tem previsão em lei especial e se relaciona diretamente com a dinâmica das relações negociais celebradas por meio eletrônico.
Dos defeitos do negócio jurídico, assinale a alternativa CORRETA.
O credor quirografário, que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida, ficará obrigado a deduzir da sua parcela aquilo que já recebeu.
Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores.
São nulos os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.
O erro de cálculo não autoriza a retificação da declaração de vontade.
Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, mas somente a primeira a reclamar poderá pleitear indenização.
O Banco BPF S/A ajuizou execução por título extrajudicial em face de João Pedro para satisfação de sua dívida. No momento da penhora de um automóvel que cobriria o valor devido, o executado informou que este fora vendido para seu filho, Bernardo. O automóvel se encontra efetivamente na posse de Bernardo, que dele vem se utilizando, e a transferência da propriedade foi registrada administrativamente junto ao Detran. No entanto, o executado não obteve êxito em comprovar o valor supostamente pago pela venda do carro, ficando claro que o negócio jurídico efetivamente celebrado fora uma doação.
Diante disso, deve ser reconhecida a:
nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva;
anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;
inexistência do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa subjetiva;
nulidade do contrato de compra e venda do carro por simulação absoluta;
anulabilidade do contrato de compra e venda do carro por simulação relativa objetiva.
O Código Civil de 2002, em seu Título IV, disciplinou a prescrição e a decadência optando por adotar uma fórmula para distinguir os prazos decadenciais e prescricionais. Considerando os critérios legislativos adotados no Código Civil, analise as afirmativas a seguir:
I. É prescricional o prazo de 1 ano previsto para a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários.
II. É prescricional o prazo de 180 dias previsto para que o titular da construção-base ou da laje, a quem não se der conhecimento da alienação de qualquer das unidades sobrepostas, haja para si, mediante depósito do respectivo preço, a parte alienada a terceiros.
III. É decadencial o prazo de 180 dias previsto para pleitear-se a anulação do negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou.
IV. É prescricional o prazo de 3 anos previsto para que o vendedor de coisa imóvel exerça o direito de recobrá-la, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras.
Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.
Apenas as assertivas II e IV são verdadeiras.
As assertivas I, II, III e IV são verdadeiras.
Segundo as disposições do Código Civil:
É de cinco anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação do dia em que ela cessar.
É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela iniciar.
É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar.
E de três do anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar.
É de três anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela iniciar.
De acordo com o Código Civil, os vícios resultantes de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores ensejam a
nulidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo prescricional.
nulidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo decadencial.
anulabilidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo prescricional.
anulabilidade do negócio jurídico, que se sujeita a prazo decadencial.
inexistência do negócio jurídico, que se sujeita a prazo prescricional.
De acordo com o Código Civil, haverá simulação nos negócios jurídicos quando:
1. aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem.
2. contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira.
3. os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados.
4. o credor quirografário receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Assinale a alternativa correspondente ao instituto jurídico que permite a anulação de um negócio jurídico celebrado em razão de grave ameaça de dano iminente e considerável à família de um dos contratantes.
Fraude contra credores
Dolo
Lesão
Erro
Coação
A., inscrito no CPF sob nº 00.000.000-00, sócio gerente de AB Ltda., alienou para CD S/A um imóvel da sociedade empresária sem anuências dos demais sócios L. e J. Estes dois sócios entendem que a alienação é inválida, porque A., na data em que foi feita a alienação, era portador de gravíssima doença mental.
Quanto à invalidade e tendo em conta o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a alienação é
apenas anulável, porque não existe mais nulidade por incapacidade civil absoluta do agente em decorrência de doença mental.
inválida, por decisão dos sócios L e J.
nula, por incapacidade absoluta do agente.
válida, por falta de prova da incapacidade absoluta do agente.
Em relação à invalidade do negócio jurídico, é correto afirmar que
é anulável o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância, na forma e no objeto.
se ressalvam os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.
a nulidade do negócio jurídico simulado pode ser alegada apenas pelas partes ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir.
a nulidade do negócio jurídico simulado deve ser pronunciada pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico, lhe sendo permitido supri-las, mediante requerimento das partes.
é nulo o negócio jurídico simulado quando celebrado por relativamente incapaz e contiver declaração não verdadeira.
De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico será considerado nulo caso
deixe de ser revestido pela forma prescrita em lei.
seja praticado por um devedor já insolvente.
seja realizado por uma pessoa que, premida da necessidade de se salvar, assuma obrigação excessivamente onerosa.
decorra de dolo de terceiro, desde que a parte que se beneficie dele tenha conhecimento do vício do ato.
a declaração de vontade de alguma das partes emane de erro substancial.
De acordo com DI PIETRO, os vícios estão previstos nos Artigos 166 e 171 do Código Civil, correspondendo, respectivamente, às nulidades absolutas e relativas; eles se referem, basicamente, aos três elementos do ato jurídico: sujeito, objeto e forma. Sobre as consequências decorrentes dos vícios, uma das hipóteses em que é possível a convalidação é nos vícios relativos:
À forma.
Ao motivo.
À finalidade.
Ao objeto.
Magda deseja vender um imóvel para um de seus filhos, Bruno. Para não ter problemas com seus outros filhos que não concordarão com a venda, ela combina com Jorge, seu melhor amigo, de vender o imóvel para ele, mas com a incumbência de ele revendê-lo, em seguida, para Bruno, o que efetivamente ocorre.
-
Quando os outros filhos de Magda descobrirem, eles poderão alegar:
confirmação;
conversão;
simulação;
redução;
ratificação.
Em razão da presença de vício que a doutrina classifica como social, o negócio jurídico será anulável, caso se constate a presença de
objeto ilícito.
coação entre seus celebrantes.
fraude contra credores.
estado de perigo.
simulação.
No que se refere ao Direito Contratual, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – A nulidade de uma cláusula constante de transação realizada para dirimir dúvida não contamina todo o ato.
II – Para dar ensejo à repetição do indébito, o erro pode ser de fato ou de direito, mas não pode ser grosseiro.
III – É considerada não escrita a cláusula pela qual o mandatário assume a obrigação de não renunciar ao mandato.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Todos os itens são verdadeiros.
Nenhum dos itens é verdadeiro.
De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico simulado é
anulável, não sendo suscetível de confirmação.
anulável, mas é suscetível de confirmação.
nulo, não sendo suscetível de confirmação.
nulo, mas é suscetível de confirmação.
válido, exceto no caso de dissimulação.
É nulo o negócio jurídico quando
celebrado por pessoa relativamente incapaz
for ilícito, impossível ou indeterminado, mesmo que determinável o seu objeto.
o motivo determinante para uma das partes for ilícito.
os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados, não subsistindo o que se dissimulou, mesmo que válido for na substância e na forma.
contiver declaração não verdadeira, subsistindo o que se dissimulou, se válido for na substância e forma.
De acordo com as disposições do Código Civil, a decadência
pode ser validamente renunciada, seja ela estabelecida por lei ou por acordo entre as partes.
se interrompe por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor.
convencional pode ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer grau de jurisdição.
não corre entre os cônjuges na constância da sociedade conjugal.
para pleitear-se a anulação do negócio jurídico em razão de erro, dolo ou coação opera-se no prazo de quatro anos.