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Considera-se o crime consumado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal. De outro modo, considera-se a possibilidade de ocorrer a tentativa de crime. De acordo com o Código Penal, assinale a alternativa CORRETA que define a “tentativa”:
Quando existe a participação de terceiro durante a execução consumada por parte de um agente, o terceiro responde sempre por tentativa.
Quando o agente, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, respondendo pelos atos já praticados.
Quando nos crimes sem violência ou grave ameaça à pessoa, o dano é reparado ou a coisa é restituída, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente.
Quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.
Quando iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
À luz das disposições trazidas pelo Código Penal a respeito do poder punitivo, é correto afirmar que:
Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Trata-se de hipótese de crime impossível.
Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta ou relativa do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Na hipótese, teremos crime impossível previsível.
Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta ou relativa impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Nessa hipótese, teremos crime tentado.
Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. Cuida-se de hipótese de crime tentado.
Com relação às contravenções penais, é correto afirmar que
havendo conflito entre as regras gerais do CP e da LCP, aplicar-se-ão as dispostas na segunda.
o condenado à pena de prisão simples a cumprirá em conjunto com os condenados à pena de detenção.
a pena privativa de liberdade de prisão simples pode ser cumprida inicialmente em regime aberto, semiaberto ou fechado.
a tentativa de contravenção é punida com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.
aplicam-se as regras de extraterritorialidade previstas no CP.
Com relação à aplicação da lei penal e quanto ao crime, assinale a alternativa correta com base no Código Penal:
Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução, mas permanecendo os efeitos penais da sentença condenatória;
Diz-se o crime tentado, quando iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias ligadas exclusivamente à vontade do agente;
Considera-se praticado o crime no momento do resultado;
A omissão nunca será penalmente relevante;
Nenhuma das assertivas anteriores está correta.
De acordo com o Código Penal, assinale a alternativa CORRETA.
Crime doloso é quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.
O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.
Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será aumentada.
Se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.
Crime culposo é quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.
No tocante aos institutos da tentativa e consumação, desistência voluntária, arrependimento eficaz, arrependimento posterior e crime impossível, é correto afirmar que o agente:
que, após iniciar os atos de execução, voluntariamente, impede que o resultado se produza, responderá pelo resultado pretendido inicialmente;
que, por ato voluntário, repara o dano causado, em crime praticado com violência à pessoa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, terá a pena reduzida de 1/3 a 2/3;
que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução, só responde pelos atos até então praticados;
responde pela tentativa, nos crimes culposos, ao não observar o dever de cuidado a que estava obrigado;
não responde pela tentativa, quando, por ineficácia relativa do meio, é impossível consumar-se o crime.
Josué iniciou a execução de determinado crime, mas por circunstâncias alheias à sua vontade, não houve a respectiva consumação. Nesse caso, é correto afirmar que:
A conduta de Josué não saiu da fase da cogitação, sendo penalmente irrelevante.
Josué até tentou ingressar na fase de consumação do crime, porém, como foi interrompido, não responderá penalmente.
A conduta de Josué iniciou a fase da cogitação, a qual já é passível de responsabilização criminal.
Josué responderá pelo crime na forma tentada, podendo, em regra, receber a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.
Josué praticou o chamado crime impossível, dada a ineficácia absoluta da circunstância.
Jaqueline, namorada de Fábio, descobriu que ele a traiu com sua melhor amiga. Movida por sentimentos de raiva e vingança, Jaqueline decidiu matar o namorado. Para isso, Jaqueline preparou para Fábio o drink que sempre fazia nas noites de sábado, mas, sem que ele soubesse, misturou veneno na bebida, em quantidade suficiente para matá-lo.
Após Fábio beber o drink, Jaqueline lembrou dos bons momentos que passaram juntos ao longo de 5 anos e percebeu que ele sempre foi seu grande amor. Vendo seu amado perdendo as forças, Jaqueline arrependeu-se e deu a Fábio o antídoto, salvando-lhe a vida. Fábio não sofreu qualquer dano, pediu desculpas e o casal reconciliou-se.
Nesse caso, podemos afirmar que houve
arrependimento posterior.
arrependimento eficaz.
desistência voluntária.
crime tentado.
crime impossível.
Joana, com dolo de matar, injeta substância mortífera em Plínio ao observar que ele estava deitado e por julgar que sua pretensa vitima estava em sono profundo. Não sabia Joana, contudo, que Plínio, naquele momento, já se encontrava morto, O que foi devidamente constatado por laudo pericial. Nessa hipótese, de acordo com a legislação, é correto afirmar que Joana
responderá por crime doloso contra a vida praticado com dolo eventual.
não será punida porque, nessa hipótese, não se pune a tentativa.
responderá por crime contra a vida, mas na modalidade culposa.
poderá beneficiar-se com a causa de diminuição de pena da tentativa.
não será punida a título de dolo, mas poderá beneficiar-se do erro na execução.
Para a punição da tentativa delituosa, o Código Penal aplica, em regra, a teoria subjetiva, sem distinguir a pena para as modalidades consumada e tentada.
Certo
Errado
Imagine que um determinado sujeito foi condenado por crime que tem pena mínima de 2 anos e máxima de 4 anos. Ocorre que o juiz reconheceu a modalidade tentada. Considerando que a fixação de pena, nesse caso, obedece à regra do parágrafo único do art. 14 do CP, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a pena mínima e a máxima a que o condenado estará sujeito.
8 meses; 2 anos e 8 meses.
1 ano e 4 meses; 1 ano e 8 meses.
1 ano; 2 anos.
1 ano e 4 meses; 4 anos.
2 anos; 2 anos e 8 meses.
Jeferson decide praticar um crime de roubo, sozinho, em uma farmácia. Para tanto, vai até o local, rende os funcionários e, de repente, antes mesmo de se apossar de algum bem, após o alarme tocar, é surpreendido pela Polícia, momento em que sai correndo para tentar fugir, mas é alcançado e preso em flagrante. De acordo com essas informações, a defesa de Jeferson deverá pleitear o reconhecimento de
arrependimento posterior.
crime impossível.
desistência voluntária.
arrependimento eficaz.
tentativa.
A Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei n.º 3.688/1941) estabelece que:
É punível a tentativa de contravenção.
Não é punível a tentativa de contravenção.
As penas de prisão simples deverão sem cumpridas com rigor penitenciário.
Apenas aplica-se às contravenções a pena de prisão simples.
O trabalho é obrigatório, se a pena aplicada, não excede a quinze dias.
A tentativa, nos termos do parágrafo único do art. 14 do CP, salvo disposição em contrário, pune-se com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. É correto afirmar que, para determinar a fração de diminuição no caso concreto, o Juiz deve levar em conta
o iter criminis.
a gravidade do delito.
a culpabilidade do agente.
a quantidade de infrações praticadas.
as agravantes e as atenuantes genéricas.
Determinado agente, após exaurir todos os meios que tinha à disposição para conseguir a consumação de intentado delito, mas, antes dela, arrepende-se e desiste da intenção criminosa, ocasião em que desenvolve nova conduta, desta vez em sentido contrário àquela delituosa, com vistas a impedir a produção do resultado originariamente pretendido, o que efetivamente consegue.
Nessa hipótese, é correto afirmar que tal agente poderá beneficiar-se
do instituto da desistência voluntária.
do instituto do arrependimento posterior.
da causa de diminuição de pena oriunda do instituto da tentativa.
do instituto do arrependimento eficaz.
Em uma mesma situação fática NÃO podem coexistir:
Arrependimento eficaz e crime qualificado.
Tentativa e desistência voluntária.
Arrependimento posterior e crime qualificado.
Tentativa e arrependimento posterior.
Arrependimento posterior e desistência voluntária.
Sobre tentativa e consumação, assinale a alternativa correta:
Para definição do início da realização da ação típica, com o estabelecimento da linha demarcatória entre ações preparatórias e ações executivas, a teoria objetiva material considera que a ação de apontar a arma carregada para a cabeça da vítima se constitui em ato preparatório impunível, insuficiente, pois, à caracterização de tentativa de homicídio.
O delito de alucinação e a tentativa inidônea constituem indiferentes penais; a desistência voluntária e o arrependimento eficaz, modalidades de desistência da tentativa, excluem a punibilidade do delito tentado, só respondendo o autor pelos atos já praticados.
O autor A ministra analgésicos a B, mulher grávida, na tentativa de causar-lhe aborto: trata-se de hipótese de crime impossível, na modalidade de absoluta impropriedade do objeto.
A realiza disparo de arma de fogo em região letal do corpo de B, mas sensibilizado ao vê-lo agonizando, transporta rapidamente B ao hospital, onde este sobrevive em razão de decisiva cirurgia de emergência: A responde pelas lesões corporais então produzidas em B, porque se trata de hipótese de tentativa inacabada.
A ingressa à noite no interior de escritório contábil para subtrair computadores, mas percebendo a existência de modernas câmeras de identificação internas, abandona o imóvel sem a subtração planejada: a desistência voluntária de A afasta sua responsabilidade penal por tentativa de furto.
Quanto ao crime consumado e ao crime tentado, é INCORRETO afirmar que:
Diz-se crime tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de metade.
Diz-se crime consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal, quando o tipo concreto amolda-se perfeitamente ao tipo abstrato.
No crime omissivo, este estará consumado no exato momento da omissão, não sendo possível a tentativa.
O crime formal não exige a produção do resultado para a consumação.
A respeito do tema consumação e tentativa, é correto afirmar que:
o estupro de vulnerável se consuma com a prática de ato de libidinagem específico ofensivo à dignidade sexual da vítima;
a tentativa incruenta é modalidade de crime tentado no qual a vítima sofre ferimentos;
quanto mais perto da consumação, maior será a fração redutora, pois menor a reprovabilidade da conduta;
nos crimes de tipo misto alternativo, a prática de um dos verbos já é suficiente para a consumação da infração;
a aferição da quantidade de pena a ser reduzida pela tentativa decorre da culpabilidade do agente.
Thiago, sabendo que seu vizinho, Cássio, estaria viajando naquele final de semana, instiga seu amigo Jorge a adentrar no local e subtrair objetos de valor, dividindo os lucros. Quando Jorge se aproximava da esquina da casa que seria objeto do delito, o irmão de Cássio, que fora até lá cuidar dos animais, chegou ao local, fazendo com que Jorge corresse assustado.
Ao ver Jorge correndo, policiais em serviço o abordaram, ocasião em que foi esclarecida sua pretensão inicial.
Considerando apenas os fatos expostos, assinale a afirmativa correta.
Thiago e Jorge não praticaram qualquer fato típico.
Thiago não praticou fato típico, devendo Jorge responder por tentativa de furto.
Thiago e Jorge responderão por tentativa de furto qualificado, com a pena reduzida de 1/3 a 2/3.
Thiago responderá por tentativa de furto, enquanto Jorge não praticou fato típico, pois encontrava-se em atos preparatórios.
Thiago e Jorge responderão por tentativa de furto qualificado, devendo Thiago ter sua pena ainda diminuída pela participação de menor importância.