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Em relação aos aspectos nutricionais da população brasileira, é correto afirmar que:
A desnutrição energético-proteica não é mais problema carencial no Brasil.
A obesidade apresenta a escolaridade materna como fator de risco significativo, ao lado de outros fatores relativos concomitantes como a pobreza, moradias insalubres, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, dentre outros.
A transição nutricional se caracteriza pela inversão na distribuição das deficiências nutricionais (DEP, anemia, deficiência de vitamina A, deficiência de iodo, beribéri, e outros processos carenciais), substituída pela emergência epidêmica do sobrepeso/obesidade.
Entre as medidas para o combate da deficiência de vitamina A no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o estímulo ao consumo de alimentos fortificados e fontes dessa vitamina, a promoção do aleitamento materno e a suplementação com megadoses de vitamina A no puerpério e para crianças de 6 a 59 meses de idade, considerando o território brasileiro como área de risco.
O Ministério da Saúde desenvolve, desde 2005, o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Qual a dose de suplementação recomendada por este programa para as crianças de 6 a 11 meses?
200.000 UI, uma vez a cada 6 meses.
200.000 UI, em dose única.
100.000 UI, em dose única.
100.000 UI, uma vez a cada 3 meses.
200.000 UI, uma vez a cada 3 meses.
No SISVAN, é possível avaliar o estado nutricional tanto de indivíduos quanto de grupos populacionais. São exemplos de indicadores nutricionais utilizados no SISVAN:
perímetro da panturrilha, índice de massa corporal e dobra cutânea triciptal-para-idade.
índice de massa corporal, índice de conicidade e relação cintura-quadril.
peso-para-idade, estatura-para-idade e índice de massa corporal gestacional.
perímetro da cintura, índice de massa corporal gestacional e índice de conicidade.
Segundo à Associação Brasileira de Nutrição (2012), no Brasil, os cuidados relativos à alimentação e à nutrição, voltados à promoção e à proteção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de agravos, devem estar associados às demais ações de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Com relação à estruturação da assistência hospitalar, a Política Nacional de Atenção Hospitalar define que deverão ser adotadas diretrizes terapêuticas e protocolos clínicos para garantir intervenções seguras e resolutivas, além de evitar ações desnecessárias.
Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo.
I. A triagem sinaliza precocemente pacientes que poderiam beneficiar-se da terapia nutricional. A aplicação é indicada em até 48h da admissão do paciente, em nível hospitalar, e na primeira consulta, em nível ambulatorial e domiciliar.
II. Após a triagem, o paciente pode ser classificado em: i) não é de risco, mas deve ser reavaliado em intervalos regulares; ii) é de risco e necessita de avaliação do nutricionista.
III. Para predizer o risco de desnutrição, pode ser utilizado um dos quatro indicadores, já que todos podem influenciar o estado nutricional e predizer risco: Índice de Massa Corporal (IMC) ou circunferência do braço; aparência de déficit nutricional ou perda de peso involuntária; redução da ingestão alimentar; gravidade da doença ou estresse metabólico.
IV. O instrumento de triagem de risco nutricional pode ser escolhido independente da população (crianças, adultos ou idosos).
Assinale a alternativa correta.
I e II.
I e III.
III e IV.
II e III.
Em 2014, o Ministério da Saúde publicou o Caderno de Atenção Básica, denominado “Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica”, em que descreve algumas abordagens para a mudança de comportamento e autocuidado apoiado no cuidado à pessoa com doença crônica. A identificação dos estágios de motivação para mudança de comportamento é proposta como um material de uso associado à entrevista motivacional.
Segundo o documento, um dos estágios é a contemplação, na qual o indivíduo
não tem intenção de modificar determinado comportamento em um futuro próximo, mesmo que o reconheça como inadequado.
já alterou seu comportamento recentemente, e começa a refletir sobre como pode melhorar ainda mais.
estabelece pequenas metas para efetivar uma mudança de comportamento nos 30 dias seguintes.
começa a refletir sobre a realização de uma mudança de comportamento, mas ainda não estabelece prazos, devido às barreiras para entrar em ação.
Segundo dados da pesquisa VIGITEL, realizada em 2016 pelo Ministério da Saúde (MS), uma em cada cinco pessoas no Brasil está acima do peso. Nesse sentido, o MS tem priorizado uma série de políticas públicas com vistas ao enfrentamento deste problema. Uma delas foi a publicação do novo Guia Alimentar para População Brasileira, que apresenta um conjunto de informações e recomendações sobre alimentação que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias, comunidades e da sociedade brasileira. O Guia considera as formas pelas quais os alimentos saão produzidos e distribuídos, privilegiando aqueles cujo sistema de produção e distribuição seja socialmente e ambientalmente sustentável (BRASIL, 2014). O Guia classifica os alimentos de acordo com o tipo de processamento empregado na sua produção e recomenda que os alimentos in natura sejam a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar sustentável. Com base nessas considerações julgue as afirmativas a seguir:
I- Alimentos in natura sãoo aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.
II- Alimentos processados são alimentos in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas.
III-Alimentos ultraprocessados correspondem a produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial.
As afirmativas corretas são:
I e III
I, II e III
Nenhuma
II e III
I e II
O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) foi criado para:
Oferecer suporte social aos usuários das unidades de Saúde da Família, independente de estarem ou não cadastrados.
Garantir orientações nutricionais e físicas dos usuários do SUS.
Oferecer suporte biopsicossocial à demanda das Unidades de Saúde da Família para diminuir as filas de espera dos atendimentos de psicologia, fisioterapia e nutrição.
Dar continuidade aos tratamentos propostos nos hospitais.
Garantir espaços de discussão entre Equipe de Saúde da Família e o NASF para a gestão do cuidado.
A Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) ampliada é fundamental na Atenção Básica. Compreender os distintos contextos, nos quais a prática de VAN se origina e se insere atualmente, faz-se necessário para a discussão da ampliação de seus locais de atuação. Sobre a VAN assinale a alternativa CORRETA:
A existência das equipes de Consultório na Rua (eCR) simplifica o cuidado integral à saúde, que inclui a VAN, a pessoas em situação de rua.
Acompanhar o estado nutricional de crianças e gestantes é fundamental para a VAN dos beneficiários de Programa Bolsa Família (PBF), especialmente por ser um grupo que tende a ser encontrada a dupla carga da má nutrição.
A concepção de VAN, reforçada pela versão mais atual da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), ressalta a necessidade de focar a prática da VAN em grupos biologicamente mais vulneráveis e aos beneficiários de programas assistenciais.
A VAN tem sido utilizada como complemento para a atual organização da linha de cuidado às pessoas com sobrepeso e obesidade
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um instrumento de organização do cuidado delineado entre a equipe e o usuário, tendo em vista as singularidades do sujeito e a complexidade de cada caso. O compartilhamento do cuidado provoca um aumento na eficácia do tratamento, influenciada pela ampliação da comunicação, fortalecimento do vínculo e o aumento do grau de corresponsabilização. Avalie as etapas de um PTS para um homem adulto de 38 anos com IMC de 35kg/m2, hipertenso, com história familiar de morte precoce por doença cardiovascular.
I. Diagnóstico e análise – deve ser direcionado para avaliação do IMC e demais medidas antropométricas, principalmente a circunferência da cintura.
II. Definição de ações e metas – a meta principal nessa circunstância é a perda rápida de peso corpóreo.
III. Divisão de responsabilidades – nesse caso, a responsabilidade maior deve ser do profissional Nutricionista.
IV. Reavaliação – nesse momento, discute-se a evolução do caso e são feitas as devidas correções de rumo, caso sejam necessárias.
As ações CORRETAS desse PTS estão descritas no(s) item(ns)
I e II, apenas.
IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
II e III, apenas.
Conforme as Estratégias de Vigilância epidemiológica do SISVAN, todos abaixo são indicadores de saúde e nutrição da população brasileira, EXCETO
Renda familiar.
Estado nutricional.
Segurança alimentar.
Aleitamento materno.
Mortalidade infantil.
Acerca do estado nutricional do iodo para a avaliação populacional, o mais indicado é a análise da:
concentração fecal de iodo.
concentração plasmática de T3 e T4.
excreção urinária de iodo.
dosagem de iodo no sal.
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) propõe o desenvolvimento de ações ordenadas entre o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e o Sistema Único de Saúde para fortalecer, no contexto de rede de atenção à saúde, o enfrentamento dos agravos à saúde sob a ótica de seus determinantes sociais. Esta premissa da PNAN se refere à diretriz:
formação técnica de recursos humanos em nutrição.
regulação de alimentos in natura e industrializados.
pesquisa, inovação em alimentação e nutrição
cooperação e articulação para a segurança alimentar e nutricional.
estímulo à produção da agricultura familiar.
Organização Mundial da Saúde passou a recomendar, a partir de 2015, alterações nas recomendações de ingestão de carboidrato visando melhora dos parâmetros de saúde relacionados ao metabolismo de lipídio e ao aumento do risco de aterosclerose.
Em relação a esse assunto, analise as afirmativas abaixo.
I. O consumo máximo de 5% em Kcal do valor energético da dieta na forma de açúcares de adição é uma preconização na prevenção da aterosclerose e dislipidemias.
II. O consumo inferior a 50 g de frutose ao dia eleva o triglicerídeo (TG) pós-prandial. A elevada ingestão de carboidratos aumenta a glicemia, o que promove a diminuição da insulinemia; esta, por sua vez, ativa os fatores de transcrição que promovem a síntese de ácidos graxos e TG, favorecendo outros fatores de risco.
III. A frutose e a sacarose são metabolizadas de forma diferente. A principal enzima de metabolização da glicose é a fosfofrutoquinase, para a produção de piruvato e, consequentemente, de acetil-CoA e ácidos graxos; o mesmo mecanismo não ocorre para metabolização da frutose, que é metabolizada pela frutoquinase.
IV. A frutose gera ácidos graxos mais rapidamente do que a glicose, aumentando tanto o depósito de gordura hepática, como a produção de VLDL.
Assinale a alternativa correta.
I e III.
I, III e IV.
II e IV.
II e III.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014), do Ministério da Saúde, constituem um dos dez passos para uma alimentação saudável, EXCETO:
utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos.
comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.
desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.
fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos processados ou ultraprocessados.
ser crítico quanto a orientações e informações sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.