Questões de Concurso sobre Princípio da Moralidade

 
 
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Entender os princípios que regem a administração pública do ponto de vista jurídico é imprescindível para analisar a atuação das autoridades brasileiras e compreender suas atribuições, competências e limites, especialmente no momento em que a sociedade brasileira se encontra. Os princípios são elementos estruturantes de regimes jurídicos, responsáveis por conferir identidade ao sistema normativo. Ou seja, são premissas centrais no direito, implícitas ou explícitas, que vinculam a compreensão das previsões legais por sua própria abrangência. Considerando o que o trecho reproduzido registra, destaca-se no arcabouço constitucional um complexo princípio que, do ponto de vista deontológico, consiste em uma gama de obrigações e regras que determinam que o agente público deve andar em linha com a ética. Trata-se do princípio da:


A

Legalidade.


B

Moralidade.


C

Razoabilidade.


D

Impessoalidade.

No que concerne ao Estado, ao Governo e à Administração Pública, analise as afirmativas.


I. A indisponibilidade está imbricada ao princípio da finalidade pública e significa que o interesse público não está à disposição do órgão administrativo, apenas sua guarda e realização.

II. Os institutos do impedimento e da suspeição materializam os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativas. Do mesmo modo que nas ações judiciais existem hipóteses de impedimento e suspeição do juiz, também no processo administrativo essas hipóteses criam presunção de parcialidade da autoridade que decidir sem declará-las.

III. Dos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público decorre, dentre outros, o da especialidade, concernente à ideia de descentralização administrativa.

IV. Pelo princípio da continuidade do serviço público, entende-se que, já que o Estado desempenha funções essenciais ou necessárias à coletividade, não pode parar. Nesse sentido, tem-se a impossibilidade para quem contrata com a Administração, de invocar a exceptio non adimpleti contractus nos contratos que tenham por objeto a execução de serviço público e a possibilidade de encampação da concessão de serviço público.

V. É possível a manutenção de ato praticado por servidor que está em situação irregular porque não preenche os requisitos para o exercício do cargo, dados os princípios da segurança jurídica, proteção à confiança e boa-fé.


Estão CORRETAS apenas as afirmativas:


A

I, II e III.


B

I, III e V.


C

II, IV e V.


D

I, II, III, IV e V.


E

II, III, IV e V.

Um comerciante da cidade de Rialma, visando maior proteção ao seu estabelecimento, ofereceu livre acesso aos alimentos de sua padaria a um vigilante da cidade. O vigilante aceitou a oferta, porquanto não viu nenhuma ilegalidade ou imoralidade na proposta. A resposta dada pelo vigilante, tendo em vista os princípios que regem a administração pública, foi:


A

incorreta, porque um vigilante não deve receber contraprestação pelos seus serviços em alimentos, somente em dinheiro.


B

incorreta, porque, mesmo não sendo ilegal, tal conduta é antiética.


C

incorreta, porque a conduta é ilegal e antiética.


D

correta, porque a vigilância ao estabelecimento privado faz parte de seu dever funcional.

De acordo com o art. 37, da Constituição Federal (1988), o servidor público deverá sempre obedecer em sua conduta ao princípio da moralidade, dentre outros. Isto significa que, a cada momento, terá que fazer em seu trabalho escolhas éticas entre o lícito e o ilícito, o justo e o injusto, o verdadeiro e o falso, bem como entre:


A

O eficiente e o ineficiente.


B

O pessoal e o impessoal.


C

O honesto e o desonesto.


D

O público e o privado.


E

O eficaz e o ineficaz.

Os atos da Administração Pública devem respeitar


A

a decência, os bons costumes e a ética, em decorrência do princípio da Legalidade.


B

os valores mundiais consagrados pela massa, os cidadãos de bem e os princípios éticos vigentes, em decorrência do princípio da Impessoalidade.


C

os desígnios de Deus, os bons costumes e a ética, em decorrência do princípio da Impessoalidade.


D

a moral comum, os bons costumes e os princípios consagrados pela massa, em decorrência do princípio da Moralidade.


E

a moral consagrada pela massa, os valores mundiais e os desígnios de Deus, em decorrência do princípio da Legalidade.

No tocante ao regramento e aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, é correto afirmar que


A

os princípios da Administração Pública explícitos na Constituição possuem supremacia em relação aos implícitos.


B

o Poder Público está vinculado ao princípio da legalidade formal, mas não ao da juridicidade.


C

a vedação ao nepotismo é regra constitucional que decorre do núcleo dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativas.


D

a proibição de acumulação remunerada de cargos públicos abrange as sociedades de economia mista, mas não suas subsidiárias.


E

o princípio da publicidade garante, dentre outros, o direito incondicionado de informação de interesse público, individual ou coletivo aos cidadãos.

Em conformidade com os princípios que pautam a ética no serviço público, a moralidade da Administração Pública tem como fim:


A

a legalidade dos atos administrativos


B

a eficiência da máquina pública


C

o bem comum


D

a preservação da honra dos serviços públicos

Luciana é recepcionista em uma Unidade de Saúde há 2 anos. Como mora no bairro, ela liga para os/as conhecidos e amigos(as) para avisar sobre o fluxo da unidade, consegue encaixá-los nos atendimentos, sem seguir a ordem de chegada, em caso de urgência, e, conversando com os profissionais da Unidade, ainda deixa-os esperando na sala de funcionários para não haver reclamações. Entendendo os princípios que regem a Administração Pública, Luciana está infringindo, diretamente, qual deles?


A

Legalidade.


B

Impessoalidade.


C

Moralidade.


D

Eficiência.


E

Publicidade.

Para Meirelles (2018), os princípios da administração pública estão consubstanciados em doze regras, de observância permanente e obrigatória para o bom administrador. Segundo o autor, a ______________________ constitui, hoje em dia, pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública. O agente administrativo, ao atuar, não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto. É imposta ao agente público para sua conduta interna, segundo as exigências da instituição a que serve e a finalidade de sua ação: o bem comum.


Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.


A

improbidade administrativa


B

segurança jurídica


C

ampla defesa


D

moralidade administrativa


E

impessoalidade ou finalidade

Há um princípio básico, de acordo com o Art 37 da Constituição Federal/1988, segundo o qual a Administração Pública não pode, por ato administrativo, conceder direitos, criar obrigações ou impor vedações. Assim, a Administração Pública está sujeita aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, delas não podendo se afastar sob pena de praticar ato inválido, sob responsabilidade civil, disciplinar e criminal. Esse é o princípio da:


A

motivação


B

legalidade


C

moralidade


D

impessoalidade

A Administração Pública deve agir de acordo com os princípios constitucionais, sejam eles expressos ou tácitos. Dentre os princípios constitucionais expressos, estão o da legalidade, o da impessoalidade, o da moralidade, o da publicidade e o da eficiência, sendo este último inserido no texto constitucional a partir da Emenda Constitucional nº 19, em 1998.


Tratando-se especificamente do princípio constitucional da eficiência, a Administração Pública deve


A

fazer a coisa certa, da maneira correta, e alcançar os resultados propostos.


B

fazer tudo o que a lei manda ou autoriza que ela faça.


C

propiciar mecanismos de acesso às informações e dar transparência aos seus atos.


D

tratar com isonomia e equidade os cidadãos.

Analise as assertivas a seguir, acerca de princípios constitucionais que balizam as ações da administração pública, e assinale V para a verdadeira e F para a falsa.


( ) A eficiência se relaciona com a presteza e rendimento profissional na realização das atividades

( ) Publicidade se relaciona com a necessidade de ações de marketing governamental voltadas para o povo

( ) A Moralidade se relaciona a possibilidade de execução de qualquer ato não vedado expressamente na legislação


As assertivas são, respectivamente,


A

F – V – F.


B

V – F – F.


C

V – V – F.


D

F – V – V.


E

V – V – V.

Um gestor público de uma Autarquia, recém-empossado e proveniente do setor privado, foi selecionado pelo Executivo para que colocasse em prática propostas de gestão inovadoras. Uma delas seria a construção de uma escola de empreendedorismo para combater o desemprego local. Esse gestor público imaginava que poderia contratar os serviços sem licitação e os professores sem concurso público, tal como agia no setor privado. Para que ele entendesse os procedimentos necessários, a assessoria jurídica apresentou ao gestor o seguinte Princípio Constitucional da Administração Pública:


A

Moralidade.


B

Impessoalidade.


C

Legalidade.


D

Eficiência.


E

Publicidade.

A moralidade, a legalidade, a eficiência, a impessoalidade e a publicidade são princípios da administração pública, estabelecido na Emenda Constitucional n° 19, de 1998, a serem observados nas três esferas de Governo.


A esse respeito, segundo Chiavenato (2009, p. 458-459), é correto afirmar que


A

a eficiência guarda relação com o modus operandi; tem a ver com o consumo inadequado dos insumos utilizados em um determinado processo.


B

na impessoalidade, aqueles que estiverem em situações idênticas devem receber o tratamento com isonomia.


C

a legalidade é entendida como o agir fazendo tudo o que a lei não proíbe.


D

moralidade é característica dos atos praticados com ilicitude.


E

a publicidade é orientada para atos administrativos levados ao conhecimento privado dos interessados.

 
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