Questões de Concurso sobre Responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro

 
 
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A responsabilidade civil do agente público, no exercício de suas funções, ocorre quando:


A

Age dentro dos limites da legalidade, mesmo que cause dano.


B

Há dano causado a terceiros por ação ou omissão, dolosa ou culposa.


C

Exerce suas funções com eficiência e eficácia.


D

Recebe denúncias sobre irregularidades administrativas.

Gustavo, outrora preso, ajuizou ação contra o Estado do Ceará, requerendo indenização por ressarcimento de danos morais e materiais, em razão da insuficiência de condições legais de encarceramento. Nessa situação hipotética, a ação poderá ser julgada:


A

improcedente, pois o Estado do Ceará atuou de forma justa e legal.


B

procedente quanto aos danos materiais, se for provado o nexo causal das alegações de Gustavo, e improcedente quanto aos danos morais.


C

procedente quanto aos danos materiais e morais, se ficar provado o nexo causal das alegações de Gustavo.


D

improcedente, pois, conforme a jurisprudência do STF e do STJ, não há nenhuma responsabilidade do Estado por insuficiência ou falta de condições carcerárias.

Considere a seguinte afirmação: É o fato da administração que se caracteriza como um acontecimento natural ou humano, com ou sem a participação da administração pública, e que pode desencadear a obrigação do Estado de indenizar os prejudicados.


Assinale a alternativa que contempla CORRETAMENTE a definição acima apresentada.


A

Fato do príncipe


B

Fato do serviço


C

Fato do produto


D

Fato do rei


E

Fato da natureza

A responsabilidade civil do Estado por atos legislativos será configurada nas seguintes hipóteses, EXCETO:


A

Leis inconstitucionais que causem prejuízos a terceiros.


B

Normas declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal com efeitos ex tunc.


C

Leis que imponham tributos declarados posteriormente inconstitucionais.


D

Leis ordinárias que causem danos a particulares, independentemente de serem inconstitucionais.


E

Em todo caso, as omissões legislativas que resultem em prejuízos concretos aos cidadãos.

De acordo com a doutrina majoritária acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens a seguir.


I Em regra, a responsabilidade do Estado é subjetiva.

II A responsabilidade civil do Estado, em qualquer hipótese, exige a prática de uma conduta comissiva.

III No Brasil, como regra, adota-se a teoria do risco administrativo, que admite a exclusão da responsabilidade civil do Estado, por exemplo, na hipótese de culpa exclusiva da vítima.

IV O nexo de causalidade entre a lesão e a conduta atribuível ao Estado é um dos requisitos indispensáveis para a configuração da responsabilidade civil do Estado.


Estão certos apenas os itens


A

I e II.


B

II e III.


C

III e IV.


D

I, II e IV.


E

I, III e IV.

São elementos dos atos administrativos:


A

Agente Público Competente, Conteúdo e Motivação.


B

Motivo, Finalidade e Forma.


C

Perfeição, Finalidade e Causa.


D

Eficácia, Objeto e Finalidade.

Segundo o entendimento do STF, a responsabilização de município por acidente em loja de fogos de artifício depende da comprovação da violação do dever jurídico específico do poder público de agir, mediante a concessão de licença, sem as cautelas legais ou a ciência de eventuais irregularidades praticadas pelo particular.


C

Certo


E

Errado

Sobre responsabilidade civil do Estado, assinale a alternativa correta.


A

É permitida a cumulação de indenizações por danos estéticos e morais perante o Estado, desde que os valores possam ser apurados e quantificados de maneira autônoma.


B

O ordenamento jurídico brasileiro adotou como regra a teoria do risco integral, bastando a demonstração da conduta comissiva do poder público e o nexo causal para a responsabilização.


C

Pessoa jurídica pode ser indenizada por dano moral em face do Estado, estando a quantificação sujeita à tarifação prevista na Lei de Imprensa.


D

Quando decorrente do mesmo fato, o dano moral é decorrência lógica do dano estético em face de ato do Estado, sendo indevida a cumulação de ambos.


E

A ação por danos causados a particular por agente público deve ser ajuizada contra o Estado e o agente causador do dano nos casos de dolo ou culpa, sob pena de perda do direito de regresso.

Ao analisar a possibilidade de responsabilização civil de certo Estado da Federação, em decorrência da promulgação de uma lei de efeitos concretos que observou o devido processo legislativo e se mostra compatível com a Constituição, mas que, apesar de válida e constitucional, ocasionou prejuízos individualizáveis e anormais a determinado administrado, Monica verificou corretamente que se trata de hipótese de


A

responsabilização objetiva, com base na teoria do risco integral.


B

responsabilização subjetiva, aplicando-se a teoria do risco administrativo.


C

responsabilização por ato lícito, que tem por fundamento a repartição dos ônus e encargos sociais.


D

irresponsabilidade do Estado, pois o exercício da atividade legislativa não pode ensejar o dever de indenizar.


E

irresponsabilidade do Estado, que não pode ser penalizado por condutas lícitas.

A responsabilidade civil da administração pública estabelece que há situações nas quais é incumbência do Estado ressarcir ou indenizar o contribuinte. Qual é a única alternativa que apresenta uma situação em que, conforme a lei da responsabilidade civil da administração pública, é pertinente o ressarcimento ou a indenização?


A

Acidente causado por embriaguez do motorista.


B

Acidente causado por disputas de racha.


C

Acidente de trânsito causado por má manutenção do veículo.


D

Acidente de trânsito causado por buracos na rua.

Sobre a responsabilidade civil do Estado, assinale a alternativa incorreta:


A

De acordo com a teoria da responsabilidade objetiva, o Estado responde pelos danos causados por seus agentes a terceiros somente se demonstrado o dano e o nexo causal.


B

Não cabe a responsabilização do Estado quando o agente público causador do dano estiver agindo fora do exercício de suas atribuições públicas.


C

A responsabilidade civil do Estado resulta apenas de ato comissivo praticado por agente público no desempenho do cargo ou função.


D

No Brasil, a responsabilidade civil do Estado é objetiva, porém é possível a alegações de excludentes de responsabilidade.


E

No Brasil, a responsabilidade civil do Estado é objetiva, sendo prescindível a demonstração de culpa ou dolo para a responsabilização.

Em relação à responsabilidade civil do Estado, analise a seguinte situação: um cidadão foi prejudicado por um ato ilícito praticado por um agente público no exercício de suas funções, causando danos materiais e morais. Diante desse contexto, a alternativa CORRETA é:


A

o Estado não pode ser responsabilizado pelos atos de seus agentes, visto que goza de imunidade absoluta;


B

a responsabilidade do Estado é objetiva, devendo o prejudicado comprovar apenas o dano e o nexo causal, independentemente de comprovação de culpa do agente público;


C

a responsabilidade civil do Estado é subjetiva, sendo necessário comprovar a culpa do agente público para que o prejudicado possa pleitear a reparação dos danos;


D

o cidadão prejudicado deve acionar diretamente o agente público no âmbito judicial, sendo o Estado parte ilegítima para figurar no processo;


E

a responsabilidade do Estado é solidária com o agente público, devendo o prejudicado escolher se pretende demandar o ente estatal ou o agente, não sendo possível responsabilizar ambos.

Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. No campo do Direito Administrativo, a responsabilidade civil do Estado é objetiva na situação em que o dano produzido envolver:


A

ato de terceiro


B

situação de força maior


C

hipótese de caso fortuito externo


D

agente público no exercício da atividade pública

A responsabilidade civil do Estado, de acordo com a Constituição Federal e o entendimento do STF, é


A

objetiva, aplicando-se a teoria do risco administrativo


B

objetiva, aplicando-se a teoria do risco integral, em se tratando de condutas comissivas e omissivas de seus agentes.


C

objetiva subsidiária, aplicando-se a teoria do duplo risco, segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.


D

subjetiva, respondendo por seus agentes nos casos de dolo ou culpa.

O imprudente condutor do caminhão de uma empresa responsável pela coleta de lixo em vias públicas colidiu e causou danos ao veículo de um particular. A empresa alegou que estava desempenhando um serviço público insalubre e se recusou a ressarcir o motorista do veículo particular.


Nessa situação, tendo em vista a responsabilidade civil da empresa,


A

a insalubridade do serviço público prestado dispensa o ressarcimento de danos causados a terceiros.


B

a essencialidade do serviço público prestado dispensa o ressarcimento de danos causados a terceiros.


C

o ressarcimento de danos causados a terceiros por empresas prestadoras de serviços públicos depende de mútuo consentimento entre as partes.


D

o ressarcimento de danos causados a terceiros por empresas prestadoras de serviços públicos depende de autorização do Tribunal de Contas.


E

as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros.

Determinado servidor público municipal, lotado na Secretaria de Obras, ao conduzir veículo oficial, acabou colidindo com uma vitrine de um estabelecimento comercial, destruindo-a. O proprietário do comércio, objetivando ressarcir-se do prejuízo ocasionado pelo sinistro, procurou um advogado que CORRETAMENTE esclareceu:


A

Aplica-se ao caso hipotético a Teoria do Risco Administrativo, respondendo o Estado de forma objetiva, exigindo, para tanto, a configuração do nexo de causalidade entre fato e dano, possibilitada a alegação de causas excludentes de responsabilidade.


B

A ação judicial deverá ser proposta diretamente em face do servidor municipal, que conduzia o veículo causador do dano, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal.


C

O Estado responderá objetivamente pelo dano causado ao terceiro, sendo incabível ação de regresso, ainda que comprovada culpa do agente público.


D

Aplica-se ao caso hipotético a Teoria do Risco Integral, sendo o Estado responsável objetivamente pelos danos causados pelo seu agente, sem a possibilidade de alegação de causas excludentes de responsabilidade.


E

O prazo prescricional para o ajuizamento de Ação Indenizatória de Ressarcimento de Danos, será de 08 (oito) anos.

Sobre o conjunto de elementos ou requisitos básicos constitutivos da manifestação da vontade da Administração, analisar os itens.


I. Os requisitos do ato administrativo são: competência, objeto, forma, motivo e finalidade.

II. Objeto é a situação de fato ou de direito que autoriza a prática do ato.

III. São indelegáveis: as competências exclusivas, a edição de atos normativos e a decisão de recursos.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas no item I.


B

Apenas no item II.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens II e III.

 
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