Questões de Concurso sobre Fatos Jurídicos (Art. 104 a 232)

 
 
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Assinale a alternativa correspondente ao instituto jurídico que permite a anulação de um negócio jurídico celebrado em razão de grave ameaça de dano iminente e considerável à família de um dos contratantes.


A

Fraude contra credores


B

Dolo


C

Lesão


D

Erro


E

Coação

A., inscrito no CPF sob nº 00.000.000-00, sócio gerente de AB Ltda., alienou para CD S/A um imóvel da sociedade empresária sem anuências dos demais sócios L. e J. Estes dois sócios entendem que a alienação é inválida, porque A., na data em que foi feita a alienação, era portador de gravíssima doença mental.

Quanto à invalidade e tendo em conta o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a alienação é


A

apenas anulável, porque não existe mais nulidade por incapacidade civil absoluta do agente em decorrência de doença mental.


B

inválida, por decisão dos sócios L e J.


C

nula, por incapacidade absoluta do agente.


D

válida, por falta de prova da incapacidade absoluta do agente.

Em 15 de janeiro de 2020, André completou 12 anos de idade. Enquanto passeava com seu pai para celebrar a ocasião, André foi atingido por um cinzeiro caído de um edifício particular.

-

André pode pretender a reparação civil dos danos sofridos até:


A

15 de janeiro de 2023;


B

15 de janeiro de 2024;


C

15 de janeiro de 2026;


D

15 de janeiro de 2027;


E

15 de janeiro de 2029.

No que se refere aos defeitos do negócio jurídico, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade.

II – O erro prejudica a validade do negócio jurídico mesmo quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige, se oferece para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante.

III – O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada.


A

Apenas o item I é verdadeiro.


B

Apenas o item II é verdadeiro.


C

Apenas o item III é verdadeiro.


D

Apenas os itens I e III são verdadeiros.


E

Todos os itens são verdadeiros.

A respeito dos Fatos Jurídicos, disciplinados no Livro III, Título I, Capítulos I, II, III e IV do Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar:


A

São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.


B

A transmissão errônea da vontade por meios interpostos é nula nos mesmos casos em que o é a declaração direta.


C

Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exequíveis desde logo, salvo apenas se a execução tiver de ser feita em lugar diverso.


D

O falso motivo sempre vicia a declaração de vontade.

“A prescrição é a extinção da pretensão à prestação devida – direito esse que continua existindo na relação jurídica de direito material – em função de um descumprimento (que gerou a ação). A decadência se refere à perda efetiva de um direito pelo seu não exercício no prazo estipulado.”

(STOLZE, Pablo; FILHO, Rodolfo; 2011. P. 500.)


Sobres os institutos da prescrição e decadência, analise as afirmativas a seguir.


I. A paralisação da ação rescisória por mais de cinco anos acarreta a prescrição intercorrente.

II. A prescrição incide sobre direito que autoriza poder de intervenção unilateral na esfera jurídica alheia, sem contraprestação correspondente.

III. Aplicam-se à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição, salvo disposição legal em contrário.

IV. A notificação extrajudicial e o protesto de título cambiário em cartório têm o condão de interromper o prazo prescricional.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I.


B

III.


C

I e IV.


D

II e III.


E

I, II e IV.

Nestor, filho de 30 anos de Ernesto e Clara, disse que divulgaria imagens íntimas dos pais se eles não aceitassem figurar como seus fiadores em contrato em que ele seria locatário. Apavorados, Ernesto e Clara assinaram o instrumento do contrato.

-

Nesse caso, o contrato é:


A

anulável por coação moral;


B

nulo por dolo;


C

nulo por coação moral;


D

anulável por dolo;


E

nulo por estado de perigo.

Leandro, solteiro, 17 anos, bacharel em química, celebrou contrato de compra e venda de um carro usado com Natália no valor de R$ 35.000,00. Após o pagamento, a propriedade do carro foi transmitida a Leandro.

-

Nesse caso, o contrato celebrado por Leandro e Natália é:


A

inexistente;


B

válido;


C

nulo;


D

anulável;


E

inexigível.

O prazo prescricional para exercício de pretensão condenatória, em danos morais, em razão de abandono afetivo somente se inicia a partir da maioridade do autor.


C

Certo


E

Errado

A interrupção da prescrição por um credor aproveita aos outros. Semelhantemente, a interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, prejudica aos demais coobrigados.


C

Certo


E

Errado

Quando o direito à indenização fundada na responsabilidade civil extracontratual originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, o prazo prescricional


A

será considerado também esgotado, se o juízo criminal considerar extinta a punibilidade pela prescrição.


B

começa a fluir com o trânsito em julgado da sentença no processo criminal.


C

será idêntico àquele estabelecido para a pena mínima do crime cometido pelo autor do dano.


D

considerar-se-á suspenso apenas se a sentença proferida no juízo criminal for condenatória.


E

é interrompido com o recebimento da denúncia ou da queixa crime e volta a fluir integralmente com a sentença transitada em julgado, absolutória ou condenatória.

Acerca do instituto da prescrição disciplinado pelo Código Civil brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:


A

A prescrição estando suspensa em favor de um dos credores solidários, esta aproveitará aos demais.


B

A interrupção da prescrição por um credor aproveita aos outros. A interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.


C

A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores, quando se tratar de obrigações e direitos indivisíveis.


D

A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.

Assinale a opção correta a respeito do instituto da prescrição.


A

O pagamento de dívida prescrita caracteriza renúncia tácita da prescrição.


B

As partes, de comum acordo, podem alterar o prazo de prescrição.


C

A prescrição ocorrerá em cinco anos, quando a lei não lhe houver fixado prazo menor.


D

A prescrição em um processo de natureza cível deve ser alegada na petição inicial pela parte autora e na contestação pela parte ré, sob pena de preclusão.

No caso de ação de indenização civil em que a demanda civil se baseie em fato que esteja em apuração no juízo criminal, o prazo prescricional da ação de indenização não transcorrerá enquanto não for prolatada a sentença penal definitiva.


C

Certo


E

Errado

A confissão realizada em ação civil será


A

limitada na eficácia se feita por representante.


B

revogável se proveniente de erro de fato.


C

revogável se decorrer de coação.


D

nula se decorrer de dolo.


E

anulável se decorrente de falso entendimento da norma.

O dolo, como defeito do negócio jurídico:


A

Para gerar a nulidade deve ser essencial.


B

Se for acidental só enseja perdas e danos.


C

O dolo do representante legal enseja solidariedade do representado.


D

Se ambas as partes agirem com dolo, os prejuízos se compensam até os seus respectivos limites.


E

O dolo do terceiro afeta o negócio apenas se o beneficiário tivesse conhecimento do mesmo.

Quanto à prescrição e à decadência, analise as seguintes assertivas:


I. A prescrição extintiva gera a extinção da pretensão, ou seja, do poder que o titular do direito violado tem de exigir seu cumprimento.

II. A decadência é a extinção do direito potestativo em razão do seu não exercício no prazo fixado na lei ou em convenção entre as partes.

III. Os prazos prescricionais e os decadenciais decorrem de lei, mas podem ser alterados por convenção das partes.

IV. O prazo de decadência não flui contra os absolutamente incapazes, da mesma forma o código de defesa do consumidor prevê situações que obstam a decadência do direito do consumidor.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e II.


B

Apenas I e III.


C

Apenas II e IV.


D

Apenas I, II e IV.


E

I, II, III e IV.

Sobre os defeitos do negócio jurídico, analise as afirmativas a seguir:


I. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante.

II. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens.

III. Os negócios jurídicos são anuláveis por dolo, quando este for a sua causa.


É correto o que se afirma


A

em I, II e III.


B

apenas em I.


C

apenas em I e II.


D

apenas em II e III.

O ato-fato jurídico pode ser conceituado como


A

todo o acontecimento de origem natural ou humana que gere consequências jurídicas.


B

todo o ato lícito que tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos.


C

o evento que, embora oriundo de uma ação ou omissão humana, produz efeitos na órbita jurídica, independentemente da vontade de os produzir.


D

qualquer estipulação de consequências jurídicas, realizada por sujeitos de direito no âmbito do exercício da autonomia da vontade.


E

ato causador de prejuízo, seja patrimonial, físico ou moral, a outrem.

O Código Civil em vigor prevê que prescreve em 03 (três) anos:


A

a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.


B

a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa.


C

a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários.


D

a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

   
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