Questões de Concurso sobre Testes de Hipóteses

 
 
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Em um teste do tipo “verdadeiro ou falso”, envolvendo 10 questões, proposto para testar a hipótese de que o respondente está “adivinhando” a resposta, ou seja: , o examinador decide adotar a seguinte regra: “se o respondente acertar 7 ou mais questões é porque ele não está adivinhando”. Diante da situação exposta, determine a probabilidade de concluir que o respondente não está adivinhando quando na verdade ele está.


Dado:


A

0,950;


B

0,056;


C

0,050;


D

0,176;


E

0,824;

Com o objetivo de avaliar a eficácia de um discurso político na opinião dos eleitores, foi realizado um grupo focal que avaliou as reações de uma amostra de eleitores sobre o discurso. A ideia é medir a significância das mudanças de opinião nos ouvintes, resultantes do discurso. A Tabela abaixo apresenta os movimentos dos pareceres dos 30 ouvintes que participaram do estudo.

OPINIÃO DOS ELEITORES


Antes do Discurso

Após o Discurso

Contrário

Favorável

Favorável

Contrário

3

5

6

16

A hipótese nula de indiferença dos eleitores na amostra em relação ao discurso deverá ser refutada para valores da estatística acima de 3,8, a 5% de significância.

Assim sendo, com base nos resultados da amostra, conclui- se que o discurso


A

não foi capaz de mudar a opinião dos eleitores, pois a estatística do teste é igual a 2,00, inferior a 3,84, e não podemos rejeitar Ho.


B

não foi capaz de mudar a opinião dos eleitores, pois a estatística do teste é igual a 2,22, inferior a 3,84, e não podemos rejeitar Ho.


C

foi capaz de mudar a opinião dos eleitores, pois a estatística do teste é igual a 4,48, maior do que 3,84, e podemos rejeitar Ho.


D

foi capaz de mudar a opinião dos eleitores, pois a estatística do teste é igual a 8,89, maior do que 3,84, e podemos rejeitar Ho.


E

foi capaz de mudar a opinião dos eleitores, pois a estatística do teste é igual a 27,8, maior do que 3,84, e podemos rejeitar Ho.

A razão F da tabela ANOVA refere-se ao teste de significância estatística do intercepto 0, em que se testa a hipótese nula H0: 0 = 0 contra a hipótese alternativa HA, : 0 0.


C

Certo


E

Errado

O INMETRO está investigando se a quantidade de PARACETAMOL num dado comprimido está de acordo com o valor nominal estampado no rótulo do medicamento (750mg). Uma amostra dos comprimidos foi avaliada. Se constatado que a média de paracetamol na amostra é menor do que está no rótulo o medicamento deverá ser recolhido das farmácias. Para tanto, o INMETRO recorreu a um teste estatístico. Em relação aos elementos de um teste, é INCORRETO afirmar:

A
A hipótese nulidade (H0) é uma suposição quanto ao valor de um parâmetro populacional, ou uma afirmação quanto à natureza da população, no exemplo temos H0: m = 750mg.

B
O p-valor diz quão provável seria obter uma amostra tal qual a que foi obtida, quando a hipótese da nulidade é verdadeira. Assim, os pesquisadores se sentem seguros para aceitar a hipótese nulidade quando o p-valor é pequeno.

C
A hipótese alternativa (Ha) é uma hipótese que contraria a H0. É formulada com base no conhecimento prévio do problema. Na grande maioria das vezes, a hipótese alternativa é o que o pesquisador gostaria de poder afirmar, no exemplo temos Ha: m<750mg.

D
A inferência estatística é feita por meio de hipóteses, mas toda inferência está sujeita a erro. São esses: Erro tipo I, rejeitar a hipótese de nulidade quando essa hipótese é verdadeira e Erro tipo II, aceitar a hipótese de nulidade quando essa hipótese é falsa.

E
Quando reduzimos a probabilidade de cometer o erro tipo I, aumentamos a probabilidade de cometer o erro tipo II. Como os pesquisadores consideram cometer o erro tipo I “mais grave”, esse tipo de erro é reduzido, em geral, a 5%.
Imagem associada para resolução da questão

A
pela probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando a hipótese alternativa for verdadeira.

B
pela probabilidade de não rejeitar a hipótese nula quando a hipótese alternativa for verdadeira.

C
pela probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando a hipótese alternativa for falsa.

D
pela probabilidade de não rejeitar a hipótese nula quando a hipótese alternativa for falsa.

Nesse teste de hipóteses, comete-se o erro do tipo II caso a hipótese H0 seja rejeitada, quando, na verdade, H0 não deveria ser rejeitada.


C

Certo


E

Errado

Suponha-se que a estimativa de máxima verossimilhança de um vetor de parâmetros 𝜃 = (𝛼 𝛽)′ de um certo modelo de regressão linear seja 𝜃̂ = (2,0 0,5)′ e que o inverso da matriz de informação de Fisher relativa a esse vetor de parâmetros seja


=


em que n representa o tamanho da amostra. Com base no teste de hipóteses 𝐻0 : 𝛽 = 0 versus 𝐻1 : 𝛽 ≠ 0, a estatística do teste de Wald para a situação em tela será igual a


A

2,5.


B

3,5.


C

4,2.


D

5,0.


E

12,5.

O faturamento médio das empresas de determinado setor é desconhecido para os empresários de fora do mercado. Um deles, interessado em investir, já sabe que só vale a pena entrar no negócio caso o faturamento médio seja maior do que 80 unidades monetárias. Para avaliar esse mercado, um teste de hipóteses é realizado. Uma AAS (Amostra Aleatória Simples) de tamanho n = 100 é extraída, obtendo-se = c. Sabe-se que o desvio padrão verdadeiro do faturamento é igual a 30 e a função distribuição acumulada de normal, ɸ(.), toma valores ɸ(1,96) = 0,975, ɸ(1,64) = 0,95, ɸ(1,28) = 0,90.

Sendo o nível de significância, a decisão do teste deve ser:


A

rejeitar a hipótese nula se = 10% e c = 83;


B

não rejeitar a hipótese nula se = 5% e c = 85;


C

rejeitar a hipótese nula se = 2,5% e c = 86;


D

rejeitar a hipótese nula se = 5% e c = 84;


E

aceitar a hipótese alternativa se = 2,5% e c = 87.

Em um município, foi realizado um levantamento para a estimação da média das distâncias (𝜇, em km) entre determinado local de trabalho e as residências das pessoas que trabalham nesse local. Com base em uma amostra de tamanho 𝑛 = 400 trabalhadores retirada de uma grande população de pessoas, obteve-se a média amostral 𝑥̅ (em km) e o desvio padrão amostral 𝑠 = 4 km. Desejava-se testar a hipótese nula 𝐻0 : 𝜇 ≤ 10km contra a hipótese alternativa 𝐻1 : 𝜇 > 10 km, sabendo que a distribuição das distâncias seguia distribuição normal.


Considerando-se, nesse caso hipotético, que 𝑃(|𝑍| < 1,96) = 0,95 e 𝑃(|𝑍| < 1,65) = 0,90, em que 𝑍 representa a distribuição normal padrão, caso o nível de significância escolhido para este teste fosse 𝛼 = 5%, a hipótese nula deveria ser rejeitada se


A

𝑥̅> 17,840.


B

𝑥̅> 16,600.


C

𝑥̅> 10,392.


D

𝑥̅> 10,330.


E

𝑥̅> 10,000.

Sobre o procedimento para testar a hipótese , pode-se afirmar CORRETAMENTE o seguinte:


A

o valor da estatística é 532 com distribuição F(2, 29) sob .


B

o valor da estatística de teste é 532 com distribuição F(2, 28) sob .


C

o valor das estatísticas de teste são 46,9 e – 638,46 com distribuição t(28) sob .


D

o valor da estatística de teste é 518 com distribuição F(2, 28) sob .


E

o valor da estatística é 518 com distribuição F(2, 14) sob .

Imagem associada para resolução da questão


Considerando a figura acima, que mostra a curva de poder de um teste, 𝜋(𝜃), em que 𝜃 representa o parâmetro de interesse, assinale a alternativa correta.


A

Para este teste, a hipótese nula é 𝐻0 : 𝜃 ≥ 0,6 ou 𝐻0 : 𝜃 ≤ 0,4.


B

Para 𝜃 ≥ 0,6, a figura sugere que o nível de significância do teste (𝛼) é inferior a 10%.


C

Se 𝜃 = 0,6, a probabilidade de ocorrência do erro do tipo II é igual ou superior a 0,90.


D

O teste em tela é unilateral.


E

A função 𝜋(𝜃) indica a probabilidade de se tomar uma decisão correta, no que se refere à rejeição da hipótese nula, para as diversas alternativas do parâmetro de interesse 𝜃.

Para realizar uma campanha interna de conscientização contra o tabagismo, a Defensoria Pública de Londrina/PR afim de melhorar a saúde de seus servidores, realizou uma pesquisa para avaliar se existe associação entre o hábito de fumar e a incidência de doenças respiratórias, conforme a tabela abaixo. Os dados consistem em uma amostra aleatória de 9.679 servidores.

Imagem associada para resolução da questão


A
Como o 𝜒2𝑐𝑎𝑙𝑐=727,87 > 𝜒2𝑡𝑎𝑏,0,05;12=3,841, rejeita-se H0, logo podemos concluir que há associação entre as variáveis habito de fumar e incidência da doença respiratória ao nível de significância de 5%.

B
Como o 𝜒2𝑐𝑎𝑙𝑐=9.707,10 < 𝜒2𝑡𝑎𝑏,0,05;12=3,841, rejeita-se H0, logo podemos concluir que não há associação entre as variáveis hábito de fumar e incidência da doença respiratória ao nível de significância de 5%.

C
Como o 𝜒2𝑐𝑎𝑙𝑐=9.707,10 > 𝜒2𝑡𝑎𝑏,0,05;12=3,841, aceita-se H0, logo podemos concluir que há associação entre as variáveis hábito de fumar e incidência da doença respiratória ao nível de significância de 5%.

D
Como o 𝜒2𝑐𝑎𝑙𝑐=727,87 > 𝜒2𝑡𝑎𝑏,0,005;12=7,879, aceita-se H0, logo podemos concluir que não há associação entre as variáveis hábito de fumar e incidência da doença respiratória ao nível de significância de 5%.

E
Como o 𝜒2𝑐𝑎𝑙𝑐=324,12 < 𝜒2𝑡𝑎𝑏,0,005;12=7,879, rejeita-se H0, logo podemos concluir que não há associação entre as variáveis hábito de fumar e incidência da doença respiratória ao nível de significância de 5%.


Percentual de satisfeitos

Total de pessoas satisfeitas na amostra

Tamanho da amostra

Homens

75%

75

100

Mulheres

60%

180

300


O quadro acima mostra os resultados de um levantamento amostral feito em uma grande cidade, em que 75% dos homens e 60% das mulheres estão satisfeitos com as áreas de lazer mantidas pela prefeitura. Para testar se essa diferença é significativa, um analista propôs testar a hipótese nula 𝐻0 : 𝑃𝐻 = 𝑃𝑀 contra a alternativa 𝐻1 : 𝑃𝐻 ≠ 𝑃𝑀, em que 𝑃𝐻 representava o percentual de satisfeitos na população de homens e 𝑃𝑀 representava o percentual de satisfeitos na população de mulheres.


Com base nessa situação hipotética, sob a hipótese nula, a estimativa do percentual populacional de pessoas satisfeitas será igual a


A

60%.


B

63,75%.


C

66,25%.


D

67,50%.


E

75%.

Um teste ANOVA de um fator foi aplicado aos resultados dados na tabela anterior, visando determinar se há diferença sistemática entre os laboratórios. Os resultados da soma dos quadrados da dispersão entre os grupos () e da soma do quadrado do resíduo dentro dos grupos () estão colocados abaixo.


Fonte da Variação

Soma dos quadrados

0,489

0,260


Para se decidir sobre a hipótese de haver ou não diferença sistemática entre os laboratórios, o teste F precisa ser aplicado. O teste F calculado para este estudo é de aproximadamente


A

1,9.


B

5,0.


C

30,4.


D

53,5.

No quadro de análise de variância apresentado, os valores obtidos para QM da interação A x C e teste de F calculado para adubação são, respectivamente,


A

31,88; 36,27.


B

24,91; 46,43.


C

19,08; 14,91.


D

24,91; 46,43.


E

32,88; 46,43.

Um quadro de análise de variância forneceu as seguintes informações em que ficaram omitidos diversos dados importantes como, por exemplo, as respectivas somas de quadrados “entre grupos” e “dentro dos grupos”:


Fonte de variação

Soma de quadrados

F (F calculado)

Entre grupos

m

7,5

Dentro dos grupos

n


Total

117



Este quadro refere-se a um estudo cujo objetivo é testar a hipótese de igualdade das médias de um determinado atributo, a um nível de significância α, correspondente a 4 grupos, independentes, cada um contendo 10 observações obtidas aleatoriamente. O valor de m é igual a


A

45


B

27


C

36


D

72


E

60

No nível de significância de 5%, pode-se rejeitar a hipótese nula em um teste de significância bilateral, com base no seguinte valor -p:


A

0,02


B

0,06


C

0,07


D

0,10

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das sentenças a seguir.


O risco α, também conhecido como Risco do Produtor, é a probabilidade de ______ de um lote de um processo cuja proporção média de defeituosos é igual a p0. O risco , também conhecido como Risco do Consumidor, é a probabilidade de _________________ de um lote de um processo cuja proporção de produtos defeituosos é ______ a p0.


A

rejeição / aceitação / superior


B

aceitação / rejeição / superior


C

rejeição/ aceitação/ inferior


D

rejeição/ rejeição/ inferior


E

aceitação/ aceitação/ superior

Uma população de tamanho infinito tem distribuição normal com média μ e variância 16. A fim de proceder ao teste da hipótese: H0: μ = 10 (hipótese nula) contra a hipótese H1: μ ≠ 10 (hipótese alternativa), ao nível de significância α, é extraída uma amostra aleatória de tamanho 256 da população. O valor encontrado para a média amostral foi de 10,55. Considere que na curva normal padrão (Z) as probabilidades P(Z > 1,96) = 0,025 e P(Z > 2,58) = 0,005. É correto afirmar então que H0


A

é rejeitada tanto ao nível de significância de 1%, como ao nível de significância de 5%.


B

não é rejeitada para qualquer nível de significância inferior a 1%.


C

não é rejeitada para qualquer nível de significância superior a 5%.


D

não é rejeitada para 0,01 < α < 0,05.


E

é rejeitada ao nível de significância de 1% e não é rejeitada ao nível de significância de 5%.

   
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