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Um nutricionista atende, em seu consultório, paciente de 52 anos. O paciente não é tabagista, não tem histórico de uso de estatinas, hipoglicemiantes ou insulina e não é hipertenso. Apresenta as seguintes características:
Peso | 90 Kg |
Altura | 1,65 m |
Glicemia de jejum | 89 mg/dL |
Triglicerídeos | 300 mg/dL |
Colesterol total | 130 mg/dL |
HDL-c | 70 mg/dL |
LDL-c | 120 mg/dL |
De acordo com a atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, as orientações para esse paciente são:
reduzir até 5% do peso, e sua dieta deve conter 50-55% de calorias de carboidrato, 15- 20% de proteína e 30-35% de gordura.
reduzir 10% do peso, e sua dieta deve conter 45-50% de calorias de carboidrato, 20% de proteína e 30-35% de gordura.
reduzir 5-10% do peso, e sua dieta deve conter 50-55% de calorias de carboidrato, 15-20% de proteína e 30-35% de gordura.
manter o peso saudável, e sua dieta deve conter 45-50% de calorias de carboidrato, 20% de proteína e 30-35% de gordura.
Sobre a obesidade, assinale a alternativa correta:
O determinante mais imediato da obesidade é o balanço energético positivo.
A obesidade pode ser compreendida como um agravo de caráter unifatorial.
O SISVAN tem o objetivo de fazer o diagnóstico descritivo e analítico da situação alimentar e nutricional apenas da população obesa do Brasil.
A simples medida da gordura corpórea está mais relacionada com a variação de risco de adoecer e morrer do que a distribuição regional de gordura.
N.D.A.
Assinale a opção que apresenta três microelementos que possuem papel importante na fase aguda da cicatrização de feridas em pacientes queimados, bem como na imunidade desses pacientes.
Argínina, glutamina e selênio.
Cobre, selênio e zinco.
Magnésio, cromo e cobre.
Magnésio, zinco e cobre.
Molibidênio, zinco e selênio.
A hiperglicemia é uma resposta metabólica comum em doenças agudizadas e em diversas situações clínicas graves (estado crítico), podendo levar a um mau prognóstico do paciente hospitalizado.
Em relação ao controle glicêmico e ao contexto clínico supracitado, é correto afirmar, EXCETO, que
embora ainda controverso, é recomendado o controle glicêmico entre os níveis séricos de 150 a180 mg / dl por meio de protocolo de insulinização
deve também ser controlado o nível de ingestão de carboidratos, especialmente os de alto nível glicêmico, a fim de auxiliar no controle da hiperglicemia.
a hiperglicemia está positivamente correlacionada à sepse, maior tempo de internação e mortalidade hospitalar.
a hiperalimentação é um dos fatores contribuintes para a hiperglicemia e para diversos desfechos negativos no paciente hospitalizado.
Paciente, 58 anos, chega ao hospital de sua cidade com distúrbios neurológicos e comprometimento da função hepática. Após consulta médica e exames de sangue e imagem, o paciente foi diagnosticado com cirrose e encefalopatia hepática inicial. De acordo com esse caso, a recomendação de proteínas é
Acima de 2,0 g/kg peso corporal seco/dia, para evitar o quadro de desnutrição.
De 1,0 a 1,3 g/kg peso corporal seco/dia, com seleção cuidadosa de fontes alimentares.
De 1,2 a 1,5 g/kg peso corporal seco/dia, com seleção cuidadosa de fontes alimentares.
De 0,8 a 1,0 g/kg peso corporal seco/dia, para prevenir o agravamento do quadro.
De 0,6 g/kg peso corporal seco/dia, com a oferta predominante de proteínas de origem vegetal.
Paciente A.T.D, 71 anos, sexo masculino. Residente em área rural, com diagnóstico de doença renal crônica (TFG 5,21 ml/min/173 m²) secundária não especificada. Seu peso seco é 60kg, altura 1,72m e índice de massa corporal de 20,3 kg/m2. O tratamento dialítico instituído foi a diálise peritoneal (3 trocas de bolsas de 2 litros - 2,5% de dextrose por dia, trocas a cada 6h aproximadamente).
Considere:
Glicose absorvida/litro dialisato = 11,3 x concentração média de glicose na solução - 10,9
Glicose absorvida/dia: glicose absorvida/litro x número de litros/dia
Quilocalorias (kcal) absorvidas pelo dialisato/dia = glicose absorvida/dia (g) x 3,4
Considerando-se a ingestão adequada de 1800kcal, os percentuais aproximados de glicose absorvida na diálise por dia e dos carboidratos ingeridos vida oral, devem ser, respectivamente,
30% e 55%.
25% e 55%.
35% e 30%.
20% e 35%.
Mulher de 57 anos, hipertensa e diabética, com insuficiência renal crônica, foi encaminhada para consulta nutricional. Exames bioquímicos apresentaram: ureia = 84mg/dL, creatinina = 1,4mg/dl, taxa de filtração glomerular = 42ml/min, albumina = 3,4mg/dL, potássio = 5,5mg/dL, fósforo = 4,5mg/dL e cálcio = 8,6mg/dL. O estágio da doença em que a paciente se encontra e as recomendações de fósforo, em mg/dia, e potássio, em mEq/dia, respectivamente, são:
estágio 3a / 800 / 50 a 70
estágio 3b / 700 / 50 a 70
estágio 3a / 700 / 70 a 100
estágio 3b / 800 / 70 a 100
No Brasil, a anemia ferropriva é um grave problema de saúde pública, devido as altas prevalências e e ao efeito no crescimento e desenvolvimento das crianças. Algumas estratégias nutricionais são reconhecidamente protetoras contra a deficiência de ferro e o desenvolvimento da anemia ferropriva e devem ser continuamente estimuladas.
Das estratégias nutricionais apresentadas abaixo, identifique a que NÃO favorece a prevenção da deficiência de ferro/anemia.
Contraindicar o uso de leite de vaca in natura antes dos 12 meses.
Recomendar o consumo de alimentos ricos em ferro e de alimentos que aumentam a biodisponibilidade e a absorção do ferro na introdução da alimentação complementar.
Permitir o consumo do leite de vaca in natura à vontade, mesmo que sua ingestão coincida com as refeições principais, em crianças após os 12 meses de idade.
Estimular o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a manutenção do leite materno até os 24 meses de idade.
A artrite reumatoide é uma doença de natureza inflamatória crônica e sistêmica que, normalmente, cursa com um processo de catabólico intenso que pode desencadear a caquexia. Os fatores que podem se relacionar com a depleção do estado nutricional dos pacientes em uso contínuo de imunossupressor são:
o aumento na síntese de interleucina-1 e do fator de necrose tecidual, a atrofia da mucosa gastrointestinal e da articulação temporomandibular.
o aumento na síntese de cortisol e interleucina-6, o aumento da saciedade precoce e a atrofia da musculatura esquelética.
a resistência periférica à ação da insulina e o aumento do glucagon, a anorexia e a depleção das reservas de tecido adiposo.
o aumento da síntese de fator de necrose tumoral e da interleucina-10, a xerostomia e a disfagia.
a redução da síntese de cortisol e insulina, a hipoalbuminemia e a atrofia das vilosidades intestinais.
A síndrome da lipodistrofia é um efeito secundário e indesejável associado ao uso da terapia antiretroviral em pessoas vivendo com HIV/AIDS. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.
A suplementação com ácido linoleico conjugado (CLA) reduz a lipogênese da síndrome metabólica associada à lipodistrofia.
A suplementação com ácidos graxos ômega 3 reduz a concentração sérica de triglicerídeos na síndrome metabólica associada à lipodistrofia.
A suplementação com 30 g de glutamina/dia auxilia no anabolismo proteico e no aumento da lipoproteína de alta densidade (HDL).
A suplementação com antioxidantes reduz a concentração sérica de colesterol total.
A suplementação com triglicerídeos de cadeia média reduz a concentração sérica de triglicerídeos na síndrome metabólica associada à lipodistrofia.
Assinale a alternativa que explicita a quantidade de quilocalorias (Kcal) por kilo de peso corporal (Kg) por dia que o paciente com doença hepática crônica e desnutrição moderada deve receber.
30 Kcal
40 Kcal
25 Kcal
45 Kcal
50 Kcal
Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a diminuição do IMC (inferior a 25 kg/m2 ), a perda não intencional de peso e a redução da massa magra são consideradas fatores independentes de mau prognóstico clínico nestes pacientes. O tratamento nutricional na DPOC em indivíduos desnutridos e sem assistência ventilatória, deve considerar uma dieta:
normoproteica (0,8 a 1 g/kg/dia), hipercalórica (40 a 45 kcal/kg/dia), com maior aporte de vitamina D e sódio.
hiperproteica (2 a 2,5 g/kg/dia), normocalórica (25 a 30 kcal/kg/dia), com maior aporte de ácidos graxos da série n-3 e fibra solúvel.
hiperproteica (1,2 a 1,7 g/kg/dia), hipercalórica (30 a 35 kcal/kg/dia), com aumento do aporte de fósforo e magnésio.
normoproteica (0,8 a 1,1 g/kg/dia), hipercalórica (35 a 45 kcal/kg/dia), com maior aporte de cálcio e vitaminas do complexo B.
hiperproteica (1,5 a 2 g/kg/dia), hipocalórica (20 a 25 kcal/kg/dia), com maior aporte de ferro e vitamina K.
Assinale a alternativa correta sobre a osteoporose.
O tecido osteoporótico caracteriza-se pela remineralizarão, desconexão das trabéculas ósseas e espessura das camadas corticais.
Os fatores nutricionais (como cálcio, o fósforo e proteínas) interferem na osteoporose e nos componentes do tecido ósseo (massa óssea) somente na fase adulta.
A osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea, deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, pelo comprometimento da força óssea e pelo aumento do risco de fraturas.
A absorciometria por dupla emissão de raio X (DXA) pode ser utilizada para avaliar a densidade óssea em locais como o quadril, a coluna e o restante do corpo, onde camadas mais finas de tecido mole envolvem o osso. E a absorciometria por simples emissão de raio-X é utilizada em locais com muito tecido adiposo, como por exemplo o punho e calcanhar.
Pode-se diminuir a massa óssea durante a infância e a adolescência, aumentando-se a ingestão de cálcio até os valores de ingestão adequada (IA).
Em relação à ingestão diária de nutrientes indicada para indivíduos com diabetes mellitus, a Sociedade Brasileira de Diabetes (Diretrizes 2017-2018) afirma que a ingestão
máxima de carboidratos totais deve ser de 40% do valor energético total da dieta.
de sódio deve ser de até 2000 mg.
máxima de colesterol deve ser de 200 mg.
mínima de proteínas deve ser de 10% do valor energético total da dieta.
de ácidos graxos saturados não deve ultrapassar 3% do valor energético total da dieta.
Um indivíduo adulto diagnosticado com síndrome do intestino irritável foi corretamente orientado pelo nutricionista a restringir alimentos fonte de oligossacarídeos fermentáveis, por exemplo,
feijão.
abacaxi.
arroz.
banana.
abobrinha.
A Terapia Nutricional Enteral (TNE) é amplamente indicada na prática clínica, porém não é isenta de complicações. Sobre as complicações em TNE, assinale a alternativa correta.
As complicações infecciosas que incluem as gastroenterocolites por contaminação microbiana da dieta enteral são as mais frequentes em TNE.
Na presença de diarreia, deve-se suspender a TNE até definição da etiologia e controle do quadro.
O uso de fórmulas estéreis não contribui para a redução da contaminação bacteriana e diarreia na TNE.
As complicações mais frequentes em TNE são as mecânicas e as anormalidades gastrointestinais
As complicações metabólicas são frequentes na TNE, quando utilizadas formulações poliméricas.
Sobre as recomendações dietéticas, em função do Valor Calórico Total (VCT), para o tratamento da dislipidemia LDL-C acima da meta ou presença de comorbidades (hipertensão arterial sistêmica, diabetes, pré-obesidade ou obesidade, circunferência da cintura aumentada, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, síndrome metabólica, intolerância à glicose ou aterosclerose significativa), assinale a alternativa correta.
50 a 60% de Carboidrato, inferior a 10% de açúcares de adição, 15% de Proteína, 25 a 35% de Gordura, inferior a 10% de ácidos graxos saturados, 15% de ácidos graxos monoinsaturados, 5 a 10% de ácidos graxos poliinsaturados e sem recomendações para EPA e DHA.
50 a 60% de Carboidrato, inferior a 10% de açúcares de adição, 15% de Proteína, 25 a 35% de Gordura, inferior a 7% de ácidos graxos saturados, 10 a 20% de ácidos graxos monoinsaturados, 10 a 20% de ácidos graxos poli-insaturados e 0,5 a 1,0 g EPA e DHA.
50 a 55% de Carboidrato, 5 a 10% de açúcares de adição, 15 a 20% de Proteína, 30 a 35% de Gordura, inferior a 5% de ácidos graxos saturados, 10 a 20% de ácidos graxos monoinsaturados, 10 a 20% de ácidos graxos poli-insaturados e 1,0 a 2,0 g EPA e DHA.
45 a 50% de Carboidrato, inferior a 5% de açúcares de adição, 20% de Proteína, 30 a 35% de Gordura, inferior a 5% de ácidos graxos saturados, 10 a 20% de ácidos graxos monoinsaturados, 10 a 20% de ácidos graxos poli-insaturados e acima de 2,0 g EPA e DHA.
45 a 60% de Carboidrato, inferior a 10% de açúcares de adição, 15% de Proteína, 25 a 35% de Gordura, inferior a 7% de ácidos graxos saturados, 15% de ácidos graxos monoinsaturados, 5 a 10% de ácidos graxos poliinsaturados e sem recomendações para EPA e DHA.
A enterocolite necrosante é uma das principais doenças no neonato e pode levar a sérias complicações clínicas. Por sua vez, o controle glicêmico no neonato, que recebe nutrição parenteral, é imprescindível para evitar complicações mais sérias durante a internação.
Considerando o cuidado nutricional nessas condições, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Evitar a hiperalimentação, bem como o excesso de infusão de glicose, é recomendável para controle glicêmico no neonato em nutrição parenteral.
( ) Na enterocolite necrosante, há recomendação de se iniciar a nutrição enteral mínima até o segundo dia de vida e aumentar paulatinamente em 30mL/kg/d nos neonatos acima de 1000g.
( ) É recomendável a terapia precoce com insulina para prevenir a hiperglicemia no neonato em nutrição parenteral.
( ) A suplementação de glutamina, de arginina, de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa é fortemente recomendada para neonatos com risco de desenvolvimento de enterocolite necrosante.
V – F – V – F.
F – F – V – V.
C) F – V – F – V.
V – V – F – F.
Estudos recentes indicam que a obesidade infantil vem aumentando de forma significativa e que ela determina várias complicações na infância e na idade adulta. Na infância, o manejo pode ser ainda mais difícil do que na fase adulta, pois está relacionado a mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais, além de uma falta de entendimento da criança quanto aos danos da obesidade. Sobre os fatores relacionados à obesidade infantil e na adolescência, afirma-se.
I O alto consumo de bebidas açucaradas é um dos fatores dietéticos que pode estar relacionado ao aumento da prevalência de sobrepeso na infância.
II O aumento do consumo de refeições fora de casa, associado ao consumo de fast food, contribui com a redução do IMC de adolescentes.
III O aumento do consumo de alimentos com alta densidade energética, associado à redução do consumo de frutas e hortaliças, contribui para o aumento do peso em crianças e adolescentes.
IV Porções menores levam ao aumento da ingestão calórica, o que pode ocasionar aumento do peso corporal na infância.
Das afirmativas apresentadas, estão corretas apenas: