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No crime de Peculato culposo, a reparação do dano pelo agente:
Exclui a ilicitude.
Se posterior à sentença irrecorrível, reduz em dois terços a pena imposta.
Se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade.
Se posterior à sentença irrecorrível, é causa atenuante de pena.
Se precede à sentença irrecorrível, reduz na metade a pena imposta.
Cometerá o crime de peculato o funcionário de empresa privada permissionária de serviço público, contratada por sociedade de economia mista para desempenhar atividade de manutenção de linhas de transmissão elétrica, ao desviar para si objetos de propriedade de sua empregadora, utilizados no seu trabalho.
Em relação à classificação jurídica do crime de peculato-apropriação (art. 312, caput, CP), é CORRETO afirmar que se trata de crime
comum.
formal.
funcional próprio.
material.
O crime de peculato
admite a reparação do dano como forma de redução da pena na modalidade culposa.
não admite a modalidade culposa.
pode ser praticado por qualquer pessoa.
é punido com pena de detenção e multa na modalidade dolosa, e apenas com multa na modalidade culposa.
consiste em solicitar ou receber vantagem indevida.
Em relação ao crime de peculato, é correto afirmar:
a modalidade culposa é admitida por expressa previsão legal.
a reparação do dano, no peculato culposo, se feita após a sentença irrecorrível, extingue a punibilidade.
a reparação do dano, no peculato culposo, se feita antes da sentença irrecorrível, reduz a pena.
em recente alteração, as penas foram elevadas para reclusão de quatro a doze anos e multa.
trata-se de um delito que pode ser praticado por qualquer pessoa.
TRATANDO-SE DE PECULATO, É CORRETO AFIRMAR QUE:
a preexistente posse deve ter-se operado em razão do exercicio de função;
o uso irregular da coisa pública configura peculato-desvio;
a energia de valor econômico pode ser objeto material do crime de peculato;
a prestação de serviço de um funcionário a outro equipara-se a coisa móvel.
Quanto ao crime de peculato, é correto afirmar:
Admite-se nas formas dolosa e culposa e é possível concurso de agentes com quem não é funcionário público.
É crime próprio e somente pode ser cometido por funcionário público, não sendo possível o concurso de agentes com particular, sendo punível apenas a título de dolo.
É crime próprio, sendo possível a coautoria ou participação apenas de outro funcionário público, quando ambos só podem ser punidos a título doloso.
É crime de mão própria, inadmitindo coautoria ou participação de quem quer que seja, punível a título de dolo e culpa.
Assinale a alternativa correta.
Ocorrerá crime de concussão mesmo se a exigência, para si ou para outrem, versar sobre vantagem devida.
A corrupção passiva é crime material, exigindo-se para sua configuração que o funcionário receba a vantagem indevida.
Não há possibilidade de ocorrer corrupção ativa sem a correspondente corrupção passiva.
Mesmo aquele que não é funcionário público poderá responder por crime de peculato.
Para a caracterização do peculato doloso
o objeto do crime deve ser bem móvel.
é necessária prévia tomada ou prestação de contas.
não pode o agente ter ressarcido o dano antes da denúncia.
é indispensável a apuração do fato em processo administrativo.
o objeto do crime não pode ser bem particular.
O Peculato trata-se de um crime previsto no Código Penal Brasileiro próprio de funcionário público (aquele que, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública) contra a Administração Pública: O crime de peculato acontece:
quando o funcionário público se apropria ou concorre para a apropriação de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
quando o funcionário público, que exerce cargo comissionado, deixe de comparecer em seu local de trabalho por trinta dias sem prévia comunicação ou justificativa ao seu superior.
quando o funcionário público por questões pessoais usa de falso testemunho contra outro funcionário, calar a verdade ou prestar queixa ou denúncia que sabe-se ser falsa.
quando o funcionário público pratica ato desabonador contra o Presidente da República ou chefe de governo estadual ou municipal na presença de várias pessoas ou por meio que facilite sua divulgação.
quando o funcionário público tem uma conduta voluntária, sem intenção de produzir o resultado ilícito, porém, previsível, que poderia ser evitado. A conduta deve ser resultado de negligência, imperícia ou imprudência.
Tecius, funcionário público municipal, apropriou-se de remédios doados por um laboratório farmacêutico ao Posto de Saúde do qual era médico chefe, e os levou ao seu consultório particular, vendendo-os a seus clientes. Tecius, além de outras infrações legais,
responderá por crime de peculato, porque tinha a posse dos medicamentos em razão do seu cargo.
não responderá por crime de peculato, porque o objeto desse delito só pode ser dinheiro.
só responderá por crime de peculato se a doação dos remédios tiver sido regularmente formalizada e aceita pela Administração Pública Municipal.
não responderá por crime de peculato porque os remédios foram recebidos em doação e não foram adquiridos pela Administração Pública Municipal.
responderá apenas pelo crime de prevaricação, por ter praticado indevidamente ato de ofício.
A respeito do crime de peculato mediante erro de outrem, é correto afirmar:
Trata-se de crime próprio, cujo autor só pode ser o funcionário público.
Na forma culposa, é punido com penas de detenção ou multa.
O objeto material do delito só pode ser dinheiro, não alcançando outras utilidades.
A consumação ocorre quando a pessoa prejudicada percebe o erro cometido.
Em razão da sua natureza, só pode ser praticado por omissão.
Considere as seguintes ações:
I. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
lI. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
IlI. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
De acordo com o Código Penal, as ações descritas correspondem respectivamente aos crimes de:
Concussão; Corrupção Passiva; Peculato.
Peculato; Peculato Culposo; Corrupção Ativa.
Corrupção Passiva; Corrupção Ativa; Peculato.
Excesso de Exação; Corrupção Passiva; Corrupção Ativa.
Peculato; Concussão; Facilitação de Contrabando ou Descaminho.
Com relação ao crime de peculato, assinale a afirmativa incorreta.
É possível que a pessoa que não é funcionário público venha a responder por peculato.
O carcereiro que recebe os objetos do preso e deles se apropria, responde por peculato.
O funcionário público que deixa o cofre da repartição aberto, do que se aproveita outro funcionário para se apropriar de bens público, responde por peculato culposo, ficando extinta a punibilidade se ocorre a reparação do dano antes da sentença.
O funcionário público que ao visitar um colega de outro órgão e se aproveita para subtrair bem público, responde por peculato furto.
É possível a tentativa no crime de peculato, salvo na modalidade culposa.
Considerando que determinado funcionário público tenha se apropriado dolosamente de dinheiro particular que tinha posse em razão do cargo, responda:
Se o funcionário reparar o dano antes do recebimento da denúncia, sua punibilidade será extinta. Mas, se o fizer posteriormente, sua pena será diminuída da metade.
Como os valores desviados eram de propriedade de particular, o funcionário público cometeu crime de furto e não de peculato.
No caso em questão, se aplica circunstância agravante pelo fato do sujeito ativo ser funcionário público.
No caso em questão, a eventual reparação do dano pode ser classificada como arrependimento posterior ou circunstância atenuante genérica.
De acordo com as informações de inquérito policial, uma servidora pública municipal lotada no setor de compras e pagamentos da prefeitura municipal, em conluio com empresário estabelecido na cidade, o qual tinha conhecimento da função desempenhada pela servidora pública, inseriu, em razão do cargo, no sistema informatizado de pagamentos da prefeitura, dados falsos relativos à prestação de serviços não executados e à aquisição de bens não entregues à municipalidade, o que resultou no pagamento indevido de R$ 2.300,00, valor aquinhoado em igual proporção entre os acusados, que eram primários e sem antecedentes.
Com base no estabelecido no CP, bem como no entendimento dos tribunais superiores dos crimes contra a administração pública, assinale a opção correta com relação à situação hipotética acima e aos crimes contra a administração pública.
A conduta dos agentes — funcionária e empresário — amoldase, em face do princípio da especialidade, à figura típica doutrinariamente denominada peculato eletrônico.
Consoante atual jurisprudência do STJ, admite-se a declaração da atipicidade material da conduta tanto da funcionária quanto do empresário em face da incidência do princípio da insignificância, dadas as condições pessoais dos agentes.
Haverá responsabilização dos agentes, em concurso material e de pessoas, pelos delitos de peculato e inserção de dados falsos no sistema de informações da prefeitura municipal.
O empresário responderá somente pelo delito de peculato, visto que o crime de inserção de dados falsos no sistema de informações é crime próprio, de natureza personalíssima, sendo necessária à sua caracterização a presença de elemento normativo do tipo condição de funcionário autorizado.
A restituição dos valores percebidos indevidamente extinguirá a punibilidade dos agentes caso ocorra antes do recebimento da peça acusatória; se for posterior a esta, a pena será reduzida pela metade.
Ocorre o crime de peculato quando o servidor público
reconhecer, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o não seja.
falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro.
falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro.
apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
Uma Guarnição PM prendeu em flagrante delito um infrator e o conduziu, com seus pertences, para uma delegacia policial. Posteriormente, parte desses pertences (um relógio e um cordão de ouro) sumiu. Após investigações, descobriu-se que um policial de serviço naquele dia na delegacia havia subtraído para si os objetos. Neste caso, houve:
peculato;
apropriação indébita;
furto simples;
furto qualificado;
roubo.
A respeito do peculato, assinale a opção correta.
A consumação do peculato-apropriação não ocorre no momento em que o funcionário público, em virtude do cargo, começa a dispor do bem móvel apropriado, como se seu proprietário fosse, exigindo-se que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito.
A incidência da agravante genérica relativa à prática de delito com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão é incompatível com o peculato, pois este pressupõe abuso de poder ou violação de dever inerente ao cargo.
Segundo a jurisprudência do STJ, é aplicável o princípio da insignificância ao peculato, desde que o prejuízo causado ao erário não ultrapasse um salário mínimo e o agente seja primário.
Nas hipóteses de peculato-desvio e peculato-apropriação, a reparação do dano pelo agente público, se precedente a sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; sendo-lhe posterior, reduz de metade a pena.
Não comete peculato, mas o delito de emprego irregular de verbas públicas, em continuidade delitiva, o servidor público que se utiliza ilegalmente de passagens e diárias pagas pelos cofres públicos.
Luciano, brasileiro, servidor público estadual, em viagem de serviço à Agentina, utilizou o cartão de crédito governamental a que tinha acesso autorizado para adquirir, em agência de turismo situada em Buenos Aires, em seu proveito e de Bernadete, sua esposa, um pacote turístico que incluía passagens aéreas e um cruzeiro marítimo pelas costas argentina e brasileira, a bordo de um navio pertencente a uma empresa espanhola. Bernadete, eufórica com sua primeira viagem de navio, confidenciou a Cristiane, sua amiga, que gastariam tudo por conta do cartão do governo. Bernadete viajou de sua cidade a Buenos Aires, na Argentina, onde se encontrou com Luciano, e embarcaram no navio. Na primeira parada, em Porto Alegre – RS, Bernadete, no momento em que Luciano estava na piscina do navio, entrou clandestinamente no camarote de Diego, diplomata uruguaio, que, naquele momento, usava a academia de ginástica do navio, e subtraiu do local dois mil dólares norte-americanos, mas foi detida pelos seguranças do navio em sua cabine, após ter sido flagrada pelo sistema de câmera de vigilância.
Nessa situação hipotética,
Luciano e Bernadete praticaram crime de furto qualificado mediante concurso de pessoas, devendo responder perante a lei brasileira.
Caso sejam denunciados pelo uso irregular do cartão de crédito do governo, Luciano e Bernadete devem ser processados pelo crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas perante a justiça brasileira, e Bernadete será processada, ainda, pelo crime de furto simples, também pela lei brasileira.
Luciano não praticou crime de furto, mas cometeu crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas, devendo responder por ele de acordo com a lei brasileira; Bernadete praticou somente crime de furto, devendo ser processada pela lei brasileira.
Bernadete praticou os crimes de peculato e de furto simples, devendo responder pelo primeiro crime perante a lei brasileira e, pelo segundo crime, perante a lei uruguaia visto que Diego é diplomata uruguaio.
Luciano e Bernadete praticaram o crime de peculato, e Bernadete cometeu, ainda, o crime de furto simples, devendo ambos ser processados perante a lei brasileira.