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No paciente transplantado, existem vários fatores que levam às alterações dos níveis de nutrientes e, consequentemente, de suas necessidades. Correlacione os fatores às alterações nutricionais por eles provocadas e marque a opção que apresenta a sequência correta.
FATORES
1 - Antibiótico
2 - Inibidores de calcineurina
3 - Glicocorticóide
4 - Falência renal
5 - Obstrução biliar
ALTERAÇÕES NUTRICIONAIS
( ) Aumento da perda de magnésio.
( ) Aumento da vitamina A; redução da excreção de magnésio e zinco.
( ) Aumento dos níveis de cobre.
( ) Redução dos níveis de vitamina D e fósforo; aumento da perda urinária de cálcio.
( ) Redução dos níveis de vitamina E, K e folato.
(4) (2) (1) (5) (3)
(2) (4) (5) (3) (1)
(2) (4) (1) (5) (3)
(2) (5) (4) (3) (1)
(5) (4) (3) (1) (2)
Assinale a opção correta com relação aos pacientes com quadro de sepse.
Em pacientes com insuficiência renal aguda, parece ser mais importante manter uma oferta mais elevada de proteínas, em torno de 1,2 a 1,5 g/kg de peso/dia.
A albumina sérica é um excelente preditor devido à sua meia-vida.
Esses pacientes apresentam maior produção de pré-albumina, ceruloplasmina e proteína C reativa.
Apresentam contagem de leucócitos entre 4.000 a 12.000/mm3.
Apresentam resistência à insulina e hiperglicemia, entretanto os perfis lipídicos mantêm-se inalterados.
Com o objetivo de reduzir a velocidade do trânsito intestinal, a dieta obstipante está indicada para pacientes que apresentam diarreia. São alimentos que podem ser incluídos nesse tipo de dieta:
Banana maçã e cenoura cozida
Oleaginosas, como nozes e castanhas
Feijões e frutas secas, como damasco
Abacate e farinha de linhaça
Mulher, em consulta médica, queixa-se de odinofagia, pirose, tosse crônica ao deitar, dor no peito, a qual o médico classificou como não cardíaca, além de corrosão nos dentes. O profissional a encaminha para o ambulatório de nutrição. Qual das recomendações abaixo deverá fazer parte da conduta nutricional?
Deitar-se somente após uma hora depois da última refeição consumida no dia.
Usar roupas apertadas para comprimir a região abdominal para melhor conforto.
Elevar a cabeceira da cama para, aproximadamente, uns quinze a vinte centímetros.
Aumentar o consumo de frutas fonte de vitamina C como abacaxi, laranja e acerola.
O aconselhamento nutricional é o processo em que os clientes são efetivamente auxiliados a selecionar e implementar comportamentos desejáveis de nutrição e estilo de vida.
São fatores relacionados positivamente à adesão ao tratamento, exceto:
Apoiar a família.
Instituir um local de atendimento agradável, claro, organizado e limpo.
Manter o mesmo conselheiro nas consultas subsequentes.
Maximizar a quantidade de informações oferecidas ao cliente.
As recomendações médicas e nutricionais promoveram a mensagem de redução da gordura da dieta, com ênfase na diminuição do consumo de ácidos graxos saturados e no aumento do consumo de AG monoinsaturados e AG ômega 3. Sobre esse tema, assinale a opção INCORRETA.
A capacidade de reduzir os níveis de TG depende da dose, com uma redução aproximada de 5% a 10% para cada 1 g de EPA/DHA consumido ao dia, e é maior nos indivíduos com níveis basais mais elevados de TG.
O uso de MUFA está relacionado a melhorias da função endotelial e da adesão monocitária, além de reduções de marcadores inflamatórios e agregação plaquetária. Uma parte desses efeitos foi evidenciada com o uso específico de óleo de oliva, incluindo proteção contra trombogênese e estresse oxidativo.
A substituição de SFA por MUFA promoveu uma melhora da sensibilidade a insulina; a substituição isocalórica de carboidratos por MUFA também melhora a sensibilidade a insulina. Dessa feita, não há limitações na recomendação do consumo de MUFA para prevenção de DM
Alimentação rica em Ômega-3 marinho e suplementação com óleo de peixe ou DHA mostraram resultados compatíveis com uma atenuação da resposta inflamatória em indivíduos com diabetes e hipertrigliceridêmicos.
Os ácidos graxos Ômega-3 apresentam efeitos benéficos que incluem modulação do tônus autonômico (melhora da variabilidade da frequência cardíaca), redução da frequência cardíaca basal e limitação da arritmia de reperfusão.
Atualmente, diversos estudos apontam para a necessidade de abreviação do jejum pré-operatório em pacientes candidatos a cirurgias eletivas. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
A utilização de soluções de carboidrato, albumina e proteínas intactas otimiza a melhora da resposta metabólica e imunológica pós-operatória.
A abreviação de jejum favorece um melhor controle glicêmico e reduz o tempo de internação hospitalar na maioria dos pacientes candidatos a procedimentos cirúrgicos eletivos.
A abreviação do jejum utilizando bebida enriquecida com carboidrato até 2 h antes do procedimento cirúrgico é uma prática recomendada para todos os pacientes candidatos a cirurgias eletivas.
A abreviação do jejum em procedimentos cirúrgicos de pequeno porte parece apresentar melhores benefícios, uma vez que a intensidade da resistência insulínica é proporcional ao trauma cirúrgico.
Apesar da recomendação de abreviação do jejum no pré-operatório de cirurgias eletivas, essa prática está contraindicada em pacientes diabéticos, mesmo que haja bom controle glicêmico.
Caso clínico – Paciente com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca (IC) Classe Funcional II, internada na clínica médica há 5 dias com quadro de congestão pulmonar e dispneia (++++/++++): MDMA, sexo feminino, 55 anos, peso há 6 meses 58 Kg (eutrófica) e peso atual 42 Kg (desnutrida). Apresenta intensa inapetência, náuseas, vômitos, episódios de diarreia e dor abdominal, mas evolui com boa aceitação da dieta, fracionada e em pequenos volumes atingindo ingestão calórica de 1.000 calorias. Sem retenção hídrica e dispneia presente aos esforços (++/++++). Eletrocardiograma (ECG) evidencia alterações na frequência e no ritmo cardíaco, raio x do tórax evidencia Índice Cárdio Torácico (ICT) 0,55 e eco cardiograma revela Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) 55%. Em tratamento farmacológico com digoxina, propranolol e captopril. Sódio sérico 100 mEq/L e Hb 11 g/dL. Considerando que no protocolo de intervenção nutricional do hospital a indicação para uso de suplementação nutricional seja diante de uma ingestão calórica abaixo de 60% do recomendado, assinale a alternativa correta quanto a essa conduta para a paciente.
Não há necessidade de suplemento.
Há necessidade de suplemento hipercalórico, apenas.
Há necessidade de suplemento hiperproteico, apenas.
Há necessidade de suplemento hipercalórico e hiperproteico.
Há necessidade de suplemento hipercalórico e normoproteico.
Entre as estratégias apresentadas pelo Ministério da Saúde (2014) para o cuidado da pessoa com doença crônica – obesidade –, tem-se a identificação do estágio de mudança do comportamento do paciente para o estabelecimento de um plano de ação com foco na promoção da alimentação saudável e atividade física. Nesse sentido, considere as afirmações abaixo.
I - A realização de uma intervenção com grupos de indivíduos com obesidade no estágio pré-contemplação junto com indivíduos na fase de manutenção é indicada.
II - É importante que o nutricionista defina metas de ações a partir da prescrição de um plano alimentar individualizado para obtenção do peso ideal.
III- O avanço nos estágios de mudança pode ser utilizado como um indicador dos efeitos de uma intervenção, sendo o sucesso representado pelo avanço dos indivíduos ao longo dos estágios.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
O uso da terapia antirretroviral pode provocar efeitos colaterais que penalizam o paciente portador do vírus ou com a síndrome de imunodeficiência adquirida, pois são sintomas constantes, diários, que podem, muitas vezes, causar o abandono do tratamento. O Manual Clínico de Alimentação e Nutrição (Ministério da Saúde, 2006) para a assistência destes pacientes indica algumas estratégias nutricionais que podem ser usadas para minimizar tais desconfortos. Sobre tais estratégias, assinale a alternativa correta.
Consumir biscoitos secos pela manhã, chupar pedras de gelo e consumir bebidas gasosas podem aliviar as náuseas.
Não se devem ingerir líquidos durante a refeição quando estiverem presentes os sintomas de náusea, vômitos ou dificuldade de digestão. Os líquidos podem ser tomados uma hora antes ou duas horas após a refeição.
Mesmo com vômito, deve-se estimular a alimentação regular, procurando dar prioridade aos alimentos preferidos e com elevada densidade nutricional para garantir uma ingestão adequada de nutrientes.
Indivíduos com alteração no paladar devem evitar a utilização de produtos mais condimentados e cítricos.
Indivíduos com dificuldade de deglutição, inflamação na boca e/ou esôfago por Candida Albicans ou outras infecções devem preferir alimentos líquidos ou pastosos e aquecidos.
Considerando as Diretrizes Brasileiras para Dislipidemias (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2017), assinale a alternativa correta.
A substituição na dieta de ácidos graxos saturados por carboidratos é uma alternativa para reduzir o risco de eventos cardiovasculares.
Os principais ácidos graxos da série ômega 3 são o ácido graxo linolênico (C18:3), de origem vegetal (óleo de oliva, milho e linhaça), e os ácidos graxos eicosapentaenoico (C20:5) e docosahexaenoico (C22:6), provenientes de peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico.
Devido à relação linear com os valores séricos de LDL-c, o colesterol alimentar exerce importante influência na mortalidade cardiovascular.
Os ácidos graxos trans devem ser excluídos da dieta por aumentarem a concentração plasmática de HDL-c e induzirem intensa lesão aterosclerótica.
A substituição de ácidos graxos saturados por monoinsaturados, provenientes do azeite de oliva e sementes oleaginosas, pode estar associada à redução do risco cardiovascular, porém as evidências são menos robustas do que em relação aos poli-insaturados.
A resposta sistêmica ao trauma produz uma série de alterações metabólicas com o objetivo de reagir à agressão. A principal característica da fase “EBB” e, após essa fase, ao alcançar a estabilidade hemodinâmica, a recomendação energética (em kcal/kg/dia) para pacientes eutróficos, com nível de estresse leve a moderado, respectivamente, são:
hipometabolismo / 25 a 30
hipermetabolismo / 30 a 35
liberação de citocinas / 20 a 25
redução da temperatura corporal / 14 a 18
Considere as situações abaixo.
I - Sintomas de poliúria, polidipsia e perda ponderal acrescidos de glicemia casual ≥200mg/dL.
II - Glicemia de jejum ≥110mg/dL (confirmada por repetição do teste em outro dia em caso de pequenas elevações).
III - Glicemia de 2h pós-sobrecarga de 75g de glicose ≥180mg/dL.
De acordo com as diretrizes vigentes da Sociedade Brasileira de Diabetes, quais são critérios aceitos para diagnóstico de diabetes?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
Um paciente que se encontra em tratamento medicamentoso desenvolve hipertensão severa após o consumo de queijo maturado. A mais provável causa desta reação é a combinação de __________________, substâncias presentes no queijo e no medicamento, respectivamente.
A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é
ergotamina e cafeína
serotonina e atropine
tiramina e tranilcipromina
fisostigmina e propranolol
acetilcolina e acetilcisteína
Sabe-se que a Imunoglobulina E (IgE) está intimamente ligada aos processos de alergia alimentar. Os mecanismos imunológicos envolvidos (mediado, misto ou não mediado) determinarão as principais manifestações clínicas de alergia alimentar que podem ser gastrintestinais, cutâneas ou respiratórias. Sendo assim, assinale a opção que apresenta, respectivamente, manifestações clínicas determinadas por mecanismos imunológicos mediados, mistos e não mediados por IgE.
Broncoespasmo agudo, dermatite atópica e enterocolite.
Dermatite herpertiforme, angioedema e hipersensibilidade gastrintestinal.
Hemossiderose, urticaria aguda e enterocolite.
Dermatite atópica, risco de anafilaxia e dermatite herpertiforme.
Doenças eosinofílicas intestinais, proctite e broncoespasmo agudo.
O tratamento dietoterápico da fenilcetonúria visa a evitar o acúmulo de fenilalanina (Phe) sérica. Assinale a opção que apresenta, respectiva mente, alimentos permitidos, proibidos e isentos de Phe.
Leite, leguminosas e chocolate,
Arroz, carnes e mel.
Aveia, limão e hortaliças.
Refrigerante, polvilho e frutas.
Oleaginosas, alimentos com trigo e embutidos.
A Doença Renal Crônica (DRC) na fase dialítica apresenta recomendações nutricionais específicas que visam à manutenção do estado nutricional, do metabolismo mineral e do equilíbrio acidobásico e eletrolítico, a fim de auxiliar no controle das complicações da DRC avançada. Com relação às complicações da DRC e às intervenções nutricionais em hemodiálise, é correto afirmar que
a presença de hipercalemia é comum em pacientes em hemodiálise, pois esse procedimento é ineficiente na remoção de potássio sérico e a restrição dietética pouco contribui na redução da calemia.
a restrição proteica é indicada na hemodiálise para a manutenção da função renal residual, sendo essa recomendação eficiente também no controle da hiperfosfatemia, que é frequente e decorre da DRC avançada.
a retenção de fósforo sérico e a redução na produção de calcitriol pelos rins contribuem para o desenvolvimento do hiperparatiroidismo secundário à DRC, que é uma resposta adaptativa para reduzir a hipercalcemia.
a hiperfosfatemia na hemodiálise decorre da DRC avançada e da remoção pouco eficiente do fósforo sérico, sendo o controle desejado obtido com a restrição dietética, e principalmente com uso de quelantes de fósforo nas refeições.
a restrição de sódio deve ser indicada apenas para pacientes em hemodiálise que apresentaram hipertensão arterial na fase pré-dialítica, devido ao risco de hipotensão durante o procedimento.
A prevalência de Diabetes mellitus (DM) vem aumentando de forma acentuada, foi estimada em 26,4 milhões de pessoas nos países das Américas Central e do Sul e esse número aumentará para 40 milhões, em 2030. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2013, estimou que 6,2% da população com 18 anos ou mais de idade referiram diagnóstico médico de diabetes. O DM é uma doença de natureza crônica e a gravidade das suas complicações, quando não controlada de forma efetiva e os meios necessários para esse controle, tornam a doença muito onerosa não apenas para as pessoas afetadas, como também para o sistema de saúde. O cuidado nutricional é uma das medidas de autocuidado de grande relevância na prevenção do Diabetes mellitus e no retardo das complicações associadas à doença. Com relação aos fatores de risco relacionados à alimentação que interferem na prevenção e/ou no controle do Diabetes mellitus, assinale a alternativa correta.
Hiperlipidemia, hipertensão arterial, consumo excessivo de gordura monoinsaturada e frutas.
Excesso de peso, dislipidemia, mau controle glicêmico e padrão alimentar com consumo excessivo de gordura saturada e pouca ingestão de frutas e vegetais.
Obesidade, síndrome de ovários policísticos, hipertensão arterial e consumo excessivo de gordura saturada.
Excesso de peso, sedentarismo, história de doença cardiovascular e mau controle glicêmico.
Obesidade, dislipidemia, antecedentes familiares, alto consumo de alimentos ultraprocessados.
A desnutrição proteico-calórica é uma forma de desnutrição no que se refere o consumo insuficiente de calorias e proteínas. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Um dos tipos da doença é o Kwashiorkor, onde é predominante a desnutrição calórica.
O marasmo é definido como a insuficiência no consumo de proteínas.
A desnutrição afeta principalmente adultos e idosos, mesmo em países desenvolvidos.
É relativamente comum à escala mundial, tanto em adultos, quanto crianças, sendo responsável por milhões de mortes anualmente.