Questões de Concurso sobre Capacidade (Art. 1º, 3º e 4º)

 
 
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João, com 16 (dezesseis) anos de idade, procura o Defensor Público de sua Comarca e relata ter sido vítima de dano moral praticado por um vizinho, que lhe teria imputado a prática de crime de furto em um determinado estabelecimento comercial. João, que tem pais vivos, pretende propor uma demanda judicial para reparação do fato. Nesse sentido, ele poderá:


A

ser autor da referida ação, sem representação de seus pais, uma vez que João tem capacidade processual, eis que se encontra no exercício dos seus direitos e por isso tem capacidade para estar sozinho em juízo;


B

ser autor da ação, assistido por seus pais, uma vez que os incapazes serão representados em juízo para que o processo tenha validade;


C

aguardar a maioridade civil para propor a referida ação judicial, uma vez que, por não ter capacidade de juízo, está impedido de postular a pretensão como autor da ação;


D

demandar, porém sem ser autor da ação, pois dependerá de que um de seus pais ou ambos o façam em nome próprio como autor ou autores da ação, uma vez que João não tem capacidade de direito;


E

demandar em conjunto com seus pais, uma vez que somente sendo ele e seus pais autores da ação esta terá validade, pois João não pode ser autor da ação não tendo capacidade civil.

A incapacidade civil para os menores NÃO cessará


A

pelo casamento.


B

pelo exercício de emprego público efetivo.


C

pela colação de grau em curso de ensino superior.


D

pela existência de relação de emprego, desde que, em função dele, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.


E

por sentença do juiz, ouvido o tutor, independentemente da idade do menor.

Devido ao fato de serem absolutamente incapazes, os menores de dezesseis anos de idade não são considerados sujeitos de direitos e de obrigações.


C

Certo


E

Errado

Os pródigos


A

são absolutamente incapazes de exercer pessoal- mente os atos da vida civil.


B

são capazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil.


C

somente são capazes de exercer os atos da vida civil quando assistidos por seu representante.


D

são incapazes, relativamente a certos atos da vida civil, ou à maneira de os exercer.

Os tutores de José consideram que o rapaz, aos 16 anos, tem maturidade e discernimento necessários para praticar os atos da vida civil. Por isso, decidem conferir ao rapaz a sua emancipação.


Consultam, para tanto, um advogado, que lhes aconselha corretamente no seguinte sentido:


A

José poderá ser emancipado em procedimento judicial, com a oitiva do tutor sobre as condições do tutelado.


B

José poderá ser emancipado via instrumento público, sendo desnecessária a homologação judicial.


C

José poderá ser emancipado via instrumento público ou particular, sendo necessário procedimento judicial.


D

José poderá ser emancipado por instrumento público, com averbação no registro de pessoas naturais.

Vivian, dezesseis anos de idade, contraiu matrimônio com Eduardo, mediante autorização expressa de seus pais.

É correto afirmar que, em decorrência exclusiva do casamento, Vivian:


A

passa a ser civilmente responsável pelos danos que vier a causar a terceiro;


B

permanece relativamente incapaz, adquirindo a plena capacidade tão somente quando completar dezoito anos de idade;


C

torna-se plenamente capaz para a prática dos atos civis, em decorrência da emancipação;


D

equipara-se a uma pessoa de dezoito anos de idade, passando a exercer todos os direitos e a arcar com todos os deveres de uma pessoa dessa idade;


E

permanece relativamente incapaz, adquirindo a plena capacidade tão somente quando completar vinte e um anos de idade.

É correto afirmar que o incapaz, por menoridade,



A

responde pelos prejuízos que causar em solidariedade com seus responsáveis legais, se agiu com inequívoca intenção de causar o dano.



B

responde pelos prejuízos que causar, equitativamente, quando seus responsáveis não dispuserem de meios suficientes para indenizar.



C

não responde pelos prejuízos que causar se restar comprovado que o ato decorreu de culpa in vigilando por parte de seus responsáveis.



D

não responde pelos prejuízos que causar, independentemente de suas condições financeiras e de seus responsáveis.



E

responde pelos prejuízos que causar, se for maior de 16 (dezesseis) anos, exonerando-se seus responsáveis.


Maria, com 15 (quinze) anos de idade, procura a Defensoria Pública e ajuíza ação de revisão de alimentos, a fim de majorar o valor da pensão que recebe de seu pai, alegando que iniciou a fase de preparação para o vestibular e, por isso, suas despesas aumentaram. Submetido o seu pedido ao juiz, foi determinado que providenciasse a regularização de sua representação processual, porque era necessária a presença de seu responsável legal.

O motivo da ordem judicial é:


A
Maria, menor púbere, deve ser assistida por seu representante legal na prática dos atos da vida civil;

B
a personalidade civil começa aos 18 (dezoito) anos e, por isso, os menores precisam da assistência de seus representantes legais para praticar atos da vida civil;

C
os direitos da personalidade só contemplam os absolutamente capazes;

D
os menores impúberes só podem exercer os atos da vida civil representados por seus representantes legais;

E
os menores impúberes só podem exercer pessoalmente os atos da vida civil quando comprovarem possuir o necessário discernimento para a prática desses atos.

São causas de cessação da incapacidade civil:


A

o casamento; a colação de grau em curso de ensino superior; e a comprovada autonomia financeira, desde que maior de 14 (quatorze) anos.


B

a morte de ambos os pais, desde que maior de 14 (quatorze) anos; a emancipação; e o exercício de emprego público efetivo.


C

a emancipação; o casamento; e o exercício de emprego público efetivo.


D

o exercício de emprego público efetivo; a colação de grau em ensino superior; e a existência de relação de emprego, desde que, em função dele, o menor tenha economia própria, independentemente de sua idade.


E

a emancipação; a morte de ambos os pais, para os relativamente capazes; e a comprovada autonomia financeira.

Joana, com dezesseis anos de idade, obtém o consentimento de seus pais e se casa, sob o regime da comunhão parcial de bens, com Vinicius. Um ano após o casamento, o casal se divorcia. Decidida a vender o imóvel recebido de seus pais por doação antes do casamento, Joana tem o registro da venda do imóvel obstado, ao argumento de que, sendo menor de dezoito anos, somente pode praticar os atos da vida civil devidamente assistida por seus responsáveis legais.

Considerando a situação trazida no problema, é correto afirmar que:


A
os menores de dezesseis anos são incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de exercê-los;

B
a incapacidade para os menores cessa pelo casamento;

C
a incapacidade para os menores cessa aos dezoito anos completos, pela emancipação, pelo exercício de emprego público e pela colação de grau em curso de ensino superior;

D
a alienação de imóveis envolvendo menores de dezoito anos depende de assistência dos representantes legais, ainda que o menor já tenha contraído matrimônio;

E
a menoridade cessa aos 21 anos de idade, idade em que é permitida a prática pessoal de todos os atos da vida civil.

O representante do incapaz não pode praticar atos, tais como:


A

Aplicações financeiras em geral.


B

Alugar imóveis do incapaz.


C

Vender a produção agrícola de uma fazenda do incapaz.


D

Perdoar dívidas em nome do incapaz.

Assinale a alternativa correta.


A

Somente a idade de 18 anos cessa a incapacidade de uma pessoa.


B

A morte presumida só pode ser reconhecida após a declaração de ausência.


C

Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos.


D

O pseudônimo adotado para atividades ilícitas goza da proteção que se dá ao nome.


E

O cônjuge do ausente, mesmo que este esteja separado judicialmente ou de fato antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador.

Em relação à personalidade e à capacidade da pessoa natural, analise as assertivas abaixo.


I. Uma pessoa com dezesseis anos pode ser interditada.

II. Os atos jurídicos praticados por absolutamente incapaz são anuláveis.

III. A emancipação acarreta a antecipação da maioridade.

IV. Pela teoria concepcionista, o nascituro já tem personalidade jurídica antes do nascimento com vida.

V. Os pródigos são relativamente incapazes, de modo que podem praticar, validamente e sem assistência, atos que não envolvam a administração direta de seus bens.

Está correto o que se afirma APENAS em


A

I, III, IV e V.


B

I, IV e V.


C

II, IV e V.


D

I, II e III.


E

I, III e V.

Segundo o Código Civil, são impedidos de casar, EXCETO:


A

Os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil.


B

O adotado com o filho do adotante.


C

O adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante.


D

Os colaterais em quarto grau.

Em relação à capacidade civil, personalidade jurídica e emancipação, analise as alternativas abaixo, assinalando a correta:


A

O nascituro, também denominado concepturo, não possui personalidade jurídica, em razão do art. 2º do Código Civil, motivo pelo qual, segundo a jurisprudência do STJ, não pode gozar de qualquer forma de direito, seja patrimonial ou não.


B

São absolutamente incapazes os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido.


C

Na hipótese de emancipação legal pelo casamento, em havendo divórcio, o emancipado perde tal condição, retornando ao seu status quo ante, isto é, torna-se novamente incapaz.


D

A emancipação voluntária do menor, observados e preenchidos todos os requisitos legais, afasta, de plano, a responsabilidade civil de seus genitores pelos atos cometidos após o processo emancipatório, razão pela qual, havendo acidente de trânsito causado por emancipado, os genitores deste não podem ser compelidos a indenizar civilmente a suposta vítima em razão da ausência de liame jurídico (haftung).


E

Havendo emancipação do menor, ainda que não inexista qualquer vício no ato, o emancipado não poderá retirar a Carteira Nacional de Habilitação – CNH, segundo a legislação vigente.

Assinale a alternativa correta sobre a capacidade das pessoas físicas nos termos do código civil brasileiro, segundo o qual, são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil.


A

Os maiores de quatorze e menores de dezesseis anos.


B

Os que, por causa transitória, estiverem doentes, mesmo que puderem exprimir sua vontade.


C

Os emancipados.


D

Os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo.


E

Os pródigos.

No que tange à capacidade, é correto afirmar que

A
a incapacidade relativa é suprida pelo instituto da assistência, devendo tais incapazes serem assistidos, sob pena de nulidade do ato.

B
quem possui somente a capacidade de direito, já a tem plena; quem possui a de fato, possui capacidade em regra limitada e necessita sempre ser representado nos atos jurídicos em geral.

C
a incapacidade absoluta ou relativa em nosso direito pode ser de direito ou de fato, pois os portadores de deficiência mental não possuem nem a capacidade de direito nem a de fato.

D
a incapacidade absoluta ou relativa refere-se ao exercício pessoal dos direitos na órbita civil, pois em nosso direito não existe incapacidade de direito, mas somente de fato ou de exercício.

E
a incapacidade absoluta é suprida pelo instituto da representação, devendo tais incapazes serem representados, sob pena de anulabilidade do ato jurídico.

O menor relativamente incapaz


A

não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior.


B

que assumir uma obrigação sempre poderá pleitear-lhe a anulação, depois que atingir a maioridade, pois cabe à outra parte pedir a comprovação da capacidade da pessoa com quem contrata.


C

que celebrar contrato com outra pessoa relativamente incapaz em nenhuma circunstância poderá pedir-lhe a anulação, porque se presume o dolo bilateral.


D

que celebrar negócio jurídico assistido por seus pais, poderá pleitear sua anulação, depois que atingir a maioridade, provando o prejuízo, porque a lei garante-lhe o benefício da restituição.


E

não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade, ainda que não a tenha ocultado quando inquirido pela outra parte, ou se no ato de obrigar-se tenha se declarado menor, porque a lei presume que o relativamente incapaz não é totalmente privado de entendimento.

De acordo com o Código Civil, os menores de dezesseis anos

A
possuem personalidade desde a concepção e, com o nascimento com vida, adquirem capacidade para praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de assistência.

B
possuem personalidade desde o nascimento com vida, mas são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil.

C
possuem personalidade desde a concepção e, com o nascimento com vida, adquirem capacidade para praticar os atos da vida civil, embora devam fazê-lo por meio de representação.

D
não possuem personalidade, a qual passa a existir, de maneira relativa, aos dezesseis anos completos.

E
possuem personalidade desde o nascimento com vida, mas são relativamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil.
   
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