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Segundo o que dispõe o Código Penal, se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico,
ambos serão punidos, mas o executor da ação terá a sua pena diminuída por ter sido coagido.
só será punido o executor da ordem, o agente hierarquicamente inferior.
só será punível o autor da coação ou da ordem.
tanto o autor do fato quanto o da coação serão punidos, mas o segundo terá a sua pena agravada.
ambos serão punidos na medida de sua culpabilidade.
A potencial consciência de ilicitude é elemento da
voluntariedade.
tipicidade.
ilicitude.
punibilidade.
culpabilidade.
Sobre a perspectiva da teoria finalista, que influenciou intensamente a reforma do Código Penal Brasileiro (1984), é INCORRETO afirmar:
O dolo é considerado como “dolo natural”, não o integrando a consciência da ilicitude.
O dolo exige representação real da ação típica, não bastando uma consciência potencial, ainda que não se exija uma representação refletida.
O ilícito pessoal não se esgota no desvalor de resultado e se co-constitui pelo desvalor da ação, devendo, o resultado, ser considerado como “obra do autor”.
A culpabilidade mantém-se como uma categoria psicológica, desprovida de aspectos valorativos/normativos.
No dia 23/01/2022, Pedro, filho único, matou o pai para antecipar a sucessão patrimonial e receber a vultosa herança que lhe cabia. Considerando-se que (1) Pedro completou 18 anos no dia 24/01/22, (2) era civilmente emancipado, e (3) cursava Direito em uma universidade pública, para efeito de imputação penal, ele será considerado
imputável, face ao sistema biológico adotado no Código Penal Brasileiro.
imputável, face ao sistema biopsicológico adotado no Código Penal Brasileiro.
ininputável, face ao sistema biológico adotado no Código Penal Brasileiro.
ininputável, face ao sistema biopsicológico adotado no Código Penal Brasileiro.
semi-imputável, face ao sistema psicológico adotado no código Penal Brasileiro.
Caso se trate de coação moral resistível, o cidadão coagido responderá pelo crime praticado, em sua forma culposa.
Certo
Errado
A lei dispensa tratamento cauteloso à embriaguez do agente, que inclui não apenas o uso de álcool, mas também de qualquer outra droga, lícita ou ilícita, que possa provocar alterações de ordem psíquica.
Se a embriaguez foi causada:
por motivos alheios à vontade do agente, poderá haver apenas exclusão do juízo de culpabilidade;
por motivos alheios à vontade do agente, poderá haver apenas redução do juízo de culpabilidade;
voluntariamente, poderá haver exclusão ou redução do juízo de culpabilidade;
por descuido, o sujeito deverá responder, pois o juízo de culpabilidade se mantém;
por descuido, poderá haver apenas redução do juízo de culpabilidade.
José, aparentemente embriagado, foi à sepultura de um antigo desafeto e, com um pedaço de madeira, desferiu golpes quebrando quadros, vasos e vidros da parte externa da sepultura. Os agentes da guarda municipal acionados, verificando o fato em andamento, procederam com a prisão em flagrante. Considerando o caso narrado, assinale a alternativa correta.
A embriaguez verificada no caso configura-se excludente de imputabilidade penal.
O caso narrado configura-se crime de violação de sepultura.
Tendo em vista que José não tinha intenção de profanar a sepultura, configura-se apenas crime de dano.
Caso ficasse comprovado que não havia restos mortais no jazigo, José seria absolvido por crime impossível, na tentativa de violação de sepultura.
A conduta não é passível de prisão em flagrante.
João possui desenvolvimento mental incompleto e é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito de condutas penalmente relevantes e determinar-se de acordo com tal entendimento. Nesse sentido e de acordo com a legislação, caso João pratique fato descrito como típico na lei, poderá alegar em sua defesa a
ausência de imputabilidade penal e, consequentemente, inexistência de culpabilidade em sua conduta.
ausência de antijurdicidade em sua consequentemente, atipicidade do fato.
inexigibilidade de conduta diversa e, consequentemente, exclusão de conduta penalmente relevante.
atipicidade da conduta com base na imputabilidade penal e, consequentemente, imposição de medida de segurança.
existência de causa excludente de ilicitude, e, consequentemente, ausência de crime, sendo possível, entretanto, imposição de medida de segurança.
Teoria em que o agente, conscientemente, põe-se em estado de inimputabilidade, sendo desejável ou previsível o cometimento de uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não se podendo alegar inconsciência do ilícito no momento fatídico, visto que a consciência do agente existia antes de se colocar em estado de inimputabilidade. Veio solucionar os casos em que há a culpabilidade de agentes que seriam considerados inimputáveis, especialmente nas situações de embriaguez. Trata-se da teoria
pacta sunt servanda.
periculum in mora.
actio libera in causa.
fumus boni juris.
ex tunc e ex nunc.
A culpabilidade
como circunstância judicial na aplicação da pena deve ser avaliada sempre positivamente sob pena de configuração de dupla punição pelo mesmo fato.
fundada na teoria psicológica abarca a imputação objetiva do funcionalismo teleológico.
é excluída com o reconhecimento da prescrição da pretensão executória em razão das consequências garantistas do instituto.
fundada na teria extremada compreende as discriminantes putativas como erro de tipo.
como juízo de reprovação exige que se tenha a possibilidade de saber que a ação praticada é proibida.
Durante assalto a uma joalheria, dois homens armados obrigaram a gerente, mediante grave ameaça, a abrir o cofre e a acondicionar as joias que estavam guardadas ali em uma mochila, que eles levaram consigo na fuga.
-
Com base no caso descrito e no conceito tripartite de crime, assinale a afirmativa correta.
A cooperação da gerente com os roubadores é um fato penalmente atípico.
Em razão da ameaça, a gerente não agiu com dolo ao colaborar com os roubadores.
A gerente não agiu de forma culpável, apesar de haver cometido um injusto penal.
A gerente cometeu o crime de roubo em concurso de agentes, mas é favorecida por uma escusa absolutória.
A gerente agiu em legítima defesa, razão por que a sua colaboração com os roubadores é justificada.
De acordo com o CP (Código Penal), a embriaguez completa e fortuita é
atenuante de pena.
causa de isenção de pena.
causa de diminuição de pena.
excludente da ilicitude.
indiferente na imputabilidade penal.
Ainda no que se refere à Teoria do Crime, assinale a alternativa incorreta.
Se o fato é cometido sob coação irresistível, só é punível o autor da coação
O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço
Se o fato é cometido em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da ordem
Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente os meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem
Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo iminente, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, era razoável exigir-se
Celso não tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato, sendo cabível, portanto, a redução de pena pelas condutas praticadas por ele.
Certo
Errado
Foi atribuída a um cidadão a autoria de um homicídio, não se encontrando o agente acobertado por nenhuma justificativa.
Nessa situação hipotética, conforme a teoria da culpabilidade adotada pelo ordenamento jurídico penal brasileiro, o fato será
culpável se demonstrado o dolo ou a culpa do agente, principais elementos da culpabilidade.
considerado culpável se o agente, ao tempo do crime, tiver agido sob influência de violenta emoção provocada por ato injusto da vítima.
culpável se demonstrada a ilicitude da conduta do agente, elemento intrínseco da culpabilidade.
culpável se o agente, ao tempo do crime, fosse imputável, detivesse potencial consciência da ilicitude e não lhe fosse exigido outro comportamento.
considerado culpável se o agente tiver atuado sem a consciência da ilicitude do fato, sem que lhe fosse possível ter ou atingir esse conhecimento.
Caso se trate de coação moral irresistível, a culpabilidade do cidadão coagido será excluída.
Certo
Errado
Ao término do expediente de trabalho, Eros vai a um bar e passa a ingerir cerveja e doses de cachaça. Após se embriagar, retorna para sua residência, onde encontra Atena, sua companheira, dormindo. Eros acorda Atena com tapas, socos e chutes, reclamando que seu jantar não estava na mesa e que, enquanto ele não chegasse em casa, ela deveria ficar à disposição para atendê-lo.
Com base no exposto, é correto afirmar que:
a embriaguez deverá servir de fator de qualificação do delito;
Eros responderá de maneira atenuada, diante do estado de embriaguez;
a embriaguez deverá servir de fator para exasperar a penabase;
a embriaguez deverá servir de fator de causa de aumento de pena;
Eros não responderá criminalmente, diante do estado de embriaguez.
Acerca das teorias do dolo e da culpabilidade, assinale a assertiva CORRETA:
Conforme a “teoria extremada, estrita ou rigorosa” da culpabilidade, a consciência acerca da ilicitude do fato deve ser efetiva e não apenas potencial, em distinção à “teoria limitada” da culpabilidade, que se contenta com a consciência potencial.
De acordo com a “teoria limitada da culpabilidade”, o erro sobre elementares normativas do tipo penal não exclui o dolo, exceto em se tratando de elementar que verse matéria “extra-penal”, pois o erro, neste caso, é equiparado ao erro factual, excluindo o dolo.
Segundo a “teoria limitada do dolo”, o erro de proibição, ainda que seja motivado por cegueira jurídica, afasta a culpabilidade.
Aplicada a “teoria limitada da culpabilidade”, não é possível que se reconheça a tentativa em caso de erro de tipo permissivo evitável.
Durante uma confraternização familiar, Lucas, de 56 anos de idade, após comer uma sobremesa, começou, inesperadamente, a ficar impaciente e a ameaçar de morte sua irmã, Lívia. Com medo, esta acionou a polícia, que prendeu Lucas e o conduziu à delegacia de polícia, onde a vítima o representou pelo crime de ameaça, com incidência da Lei n.º 11.340/2006. Devidamente processado, constatou-se que o réu, no momento dos fatos, pela primeira vez na vida, tivera hiperglicemia, que lhe causara confusão mental e lhe diminuíra a capacidade de entendimento. Devido a esse episódio, Lucas descobriu ser diabético. Todas essas circunstâncias restaram devidamente provadas no bojo dos autos.
Nessa situação hipotética, de acordo com o Código Penal, na sentença penal de Lucas, o juiz deve
absolver o réu, aplicando-lhe medida de segurança, em razão dos efeitos análogos à embriaguez patológica.
absolver o réu, aplicando-lhe medida de segurança, em razão dos efeitos análogos à embriaguez culposa.
condenar o réu, aplicando-lhe pena diminuída, em razão dos efeitos análogos à embriaguez acidental.
absolver o réu, isentando-o de pena e de medida de segurança, em razão da embriaguez decorrente de força maior.
condenar o réu, agravando-lhe a pena, em razão dos efeitos análogos à embriaguez preordenada.
De acordo com o Código Penal, assinale a alternativa CORRETA.
Excluem a imputabilidade penal: a emoção ou a paixão.
A pena não pode ser reduzida, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
É agravada a pena do agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Os menores de 21 (vinte e um) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial.
É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.