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Com relação à antijuridicidade, assinale a alternativa incorreta.
Em determinas hipóteses, o consentimento do ofendido é aceito como causa supralegal excludente da ilicitude.
O estado de necessidade defensivo ocorre quando o agente sacrifica bem jurídico do próprio causador do perigo e o estado de necessidade agressivo se verifica quando aquele que deve suportar a agressão não tem relação com o perigo.
Legítima defesa sucessiva ocorre quando o agressor originário age para repelir o excesso de defesa da vítima original.
A divulgação de cena de estupro em publicação acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima não ostenta ilicitude penal.
É admissível a legítima defesa contra a legítima defesa nos casos de crimes omissivos.
João e Guilherme estavam a bordo de uma lancha, a caminho de uma praia paradisíaca, ocasião em que o marinheiro Jonatan acabou por colidir em uma pedra. Com a lancha afundando, João e Guilherme se jogaram ao mar, momento em que visualizaram um único colete salva-vidas. Após uma breve luta corporal, João conseguiu permanecer com o bem, enquanto Guilherme, desamparado, veio a óbito.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, João atuou sob o manto do(a):
exercício regular de um direito, causa de exclusão da culpabilidade;
inexigibilidade de conduta diversa, causa de exclusão da culpabilidade;
legítima defesa, causa de exclusão da culpabilidade;
estado de necessidade, causa de justificação;
legítima defesa, causa de justificação.
O policial Ermano e sua filha de dois anos caminhavam em uma rua quando se depararam com um cão Rottweiler que era guiado por seu tutor, Ronaldo. O cão atacou Ermano e a filha, ainda que Ronaldo tentasse controlar o animal. Ermano, que portava uma arma de fogo, disparou-a para proteger a filha e, embora o alvo fosse o cão, o projétil ricocheteou e atingiu Ronaldo, que faleceu em decorrência do ferimento, tendo ficado constatado que Ermano não tinha outra alternativa para evitar o ataque do cão contra sua filha.
Nessa situação hipotética, Ermano agiu
em legítima defesa putativa, devendo responder, contudo, pela morte de Ronaldo.
em aberratio ictus, amparado por uma causa excludente de culpabilidade.
em legítima defesa preordenada e não deve responder pela morte de Ronaldo.
em estado de necessidade e não deve responder, na esfera penal, pela morte de Ronaldo.
em estado de necessidade exculpante, devendo responder, contudo, pela morte de Ronaldo.
Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que indica excludente de ilicitude no contexto jurídico.
Situações onde o agente que comete o ato o faz estado de necessidade.
Ações que aumentam a gravidade de um delito.
Atos que tornam uma ação criminosa intencional.
Elementos que agravam uma pena criminal.
Práticas que não são consideradas ilegais.
Sobre causas de justificação, assinale a alternativa incorreta:
De acordo com a teoria da culpabilidade adotada pelo Código Penal brasileiro, a ação do policial A que, incorrendo em erro evitável sobre os pressupostos fáticos da causa de justificação do estrito cumprimento do dever legal, realiza o tipo objetivo do crime de abuso de autoridade contra B, não resulta em qualquer responsabilidade penal a A.
Na iminência de sofrer injusta agressão contra sua integridade física, A, utilizado-se moderadamente dos meios necessários, desfere golpe de faca contra o agressor B, portador de doença mental: a ação de A não pode ser justificada pela legítima defesa própria, mas pode ser justificada pelo estado de necessidade.
Para o exercício da legítima defesa real, a agressão injusta, atual ou iminente, a direito próprio ou de terceiro, pode derivar de ação dolosa, de omissão de ação dolosa, ou mesmo de culpa, consciente ou inconsciente.
Na legítima defesa, a ação justificada é integrada por elementos objetivos, por elementos subjetivos e, eventualmente, por elementos normativos, representados por limitações ético-sociais que condicionam a permissibilidade da defesa.
A encontra seu desafeto B em via pública e, em situação de legítima defesa putativa, pratica excesso contra B, por uso imoderado dos meios necessários, o que legitima o exercício de legítima defesa real por parte de B.
O usa moderado dos meios necessários para repelir injusta agressão, atual ou iminente, a direito próprio ou de terceira pessoa, configura
estado de necessidade.
legitima defesa.
coação irresistível.
exercício regular de direito.
estrito cumprimento do dever legal.
Na hipótese de um sujeito interromper voluntariamente a execução de um crime que deu início, impedindo, portanto, a consumação daquele, nos termos do atual Código Penal, é correto afirmar que restará operada(o):
A desistência voluntária.
O crime impossível.
O arrependimento posterior.
O estado de necessidade.
A legítima defesa.
São requisitos para o reconhecimento penal de que a conduta do agente foi praticada em estado de necessidade:
I. A inevitabilidade do comportamento lesivo.
II. Não ter o agente o dever legal de enfrentar o perigo.
III. Salvar direito próprio ou alheio de perigo atual ou iminente.
IV. Ser razoável se exigir o sacrifício do direito ameaçado.
V. Resposta imediata à injusta agressão ou ameaça.
Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns):
I, II e III.
II, III e IV.
I e II.
II, IV e V.
III, IV e V.
Sobre as causas de justificação, assinale a alternativa CORRETA:
O excesso doloso ou culposo se aplica a quaisquer das causas de justificação previstas no artigo 23 do CP, salvo ao estado de necessidade, em face da adoção da teoria unitária.
É admissível o reconhecimento de legítima defesa contra agressão de agente em erro de tipo permissivo evitável.
No estado de necessidade, embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de 1/6 (um sexto) à metade.
De acordo com a nova redação promovida pela Lei 13.964/2019, considera-se em estrito cumprimento do dever legal o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.
Guilherme, com a intenção de socorrer seu filho, Rodrigo, utiliza, sem consentimento, o carro de seu vizinho, Douglas, para levar Rodrigo ao hospital.
A ação de Guilherme é considerada:
criminosa em qualquer hipótese;
lícita, acobertada pelo exercício regular de um direito;
lícita, acobertada pela excludente do estado de necessidade agressivo;
criminosa, se não houver a devolução dos valores equivalentes ao consumo do combustível do veículo;
lícita, acobertada pela excludente da legítima defesa de terceiros.
Segundo o Código Penal, é excludente de ilicitude
erro de proibição.
estado de necessidade.
doença mental.
embriaguez acidental.
menoridade penal.
Consideradas as disposições do Código Penal, é correto afirmar que
O estado de necessidade pode ser alegado por quem tem dever legal de enfrentar o perigo.
Ao atuar sob amparo de uma causa excludente da ilicitude, o agente não pratica crime.
O estrito cumprimento do dever legal exclui a tipicidade derivada.
A legítima defesa afasta a culpabilidade, isentando o agente de pena em abstrato.
Quanto às regras gerais do crime, o Código Penal nos apresenta as chamadas excludentes de ilicitude, que precisam ser verificadas em todos os casos, na forma da lei. Sobre o assunto, assinale a opção correta.
Pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.
Considera-se em estado de necessidade quem usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.
Entende-se em legítima defesa quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.
Durante uma manifestação na cidade, a Guarda Municipal é chamada para auxiliar no patrulhamento e na proteção das pessoas e do patrimônio público. Glauco, manifestante exaltado, se dirige a Bruno, guarda municipal em serviço, fazendo um movimento de iminente agressão contra o agente público. Bruno, por sua vez, usando moderadamente os meios necessários, repele a injusta agressão, causando uma pequena lesão à integridade física de Glauco.
Nesse caso, e com base no Código Penal, a conduta de Bruno foi
lícita, uma vez que amparado pela excludente de ilicitude da legítima defesa.
lícita, uma vez que amparado pela excludente de ilicitude do estado de necessidade.
lícita, uma vez que amparado pela excludente de ilicitude do estrito cumprimento do dever legal.
ilícita, uma vez que é vedado ao agente público agredir, em qualquer hipótese, um cidadão, ainda que para proteger direito seu ou de outrem de uma agressão atual ou iminente.
ilícita, uma vez que, tendo causado lesão corporal leve em Glauco, o agente público deve responder pelo crime previsto no Código Penal.
O estado de necessidade caracteriza-se por ser um conflito entre interesses legítimos, no qual um destes é salvo à custa do outro, em face da impossibilidade fática de que ambos subsistam.
São requisitos legais do estado de necessidade:
risco atual não provocado, evitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e inexigibilidade do sacrifício;
perigo atual não provocado, evitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e inexigibilidade do sacrifício;
perigo atual não provocado, evitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e exigibilidade do sacrifício;
risco atual não provocado, inevitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e exigibilidade do sacrifício;
perigo atual não provocado, inevitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e inexigibilidade do sacrifício.
Maria e Júlia são integrantes do Circo “Seja Feliz” e trabalham juntas na apresentação de arremesso de facas. Um dia, durante o treinamento que sempre faziam juntas, iniciou-se uma discussão entre elas por ciúmes do dono do circo, Astolfo, que, na verdade, sempre preferiu Maria em seu espetáculo.
Durante a discussão, Maria percebeu que Júlia, completamente descontrolada, colocou a mão no bolso. Maria pensou que Júlia iria arremessar uma faca em sua direção. Ato contínuo, pensando estar em defesa de sua vida, Maria arremessou e atingiu Júlia com uma faca, causando-lhe lesões. Após, constatou-se que Júlia tinha apenas um lenço em seu bolso e iria utilizá-lo para enxugar suas lágrimas.
Nessa hipótese, é correto afirmar que Maria agiu em
legítima defesa.
legítima defesa putativa.
estado de necessidade.
estado de necessidade putativo.
exercício regular de direito putativo.
Dois náufragos, A e B, estavam à deriva em mar aberto e visualizaram uma tábua de salvação com espaço para apenas uma pessoa. Para salvar-se, o náufrago B desferiu um golpe de faca em A e nadou até a tábua, abandonando o outro à própria sorte. Após isso, o náufrago A desmaiou e, por fim, faleceu. Nenhum deles deu causa ao naufrágio ou tinha o dever de enfrentar o perigo.
Nessa situação hipotética, o náufrago B
deverá ser punido, pois praticou o crime de homicídio, não havendo causa excludente de tipicidade ou ilicitude que lhe favoreça.
não deverá ser punido, pois agiu em estado de necessidade diante de perigo então atual e para proteger direito próprio.
não deverá ser punido, pois se trata de conduta atípica, considerada a situação de perigo.
deverá ser punido, pois, apesar de se tratar de conduta praticada em legítima defesa, houve excesso doloso.
não deverá ser punido, pois agiu em exercício regular do direito para se salvar de perigo atual.
Pedro e sua filha de cinco anos estavam caminhando pela rua quando foram surpreendidos com a chegada de um cachorro de grande porte, sem coleira, indo na direção deles. Ao perceber que o cão começaria o ataque contra sua filha, Pedro atirou uma pedra na cabeça do animal, que veio a falecer.
Considerando essa situação hipotética, Pedro agiu em
legítima defesa de terceiro, excluindo a culpabilidade da conduta.
legítima defesa de terceiro, excluindo a ilicitude da conduta.
legítima defesa de terceiro, excluindo a tipicidade da conduta.
estado de necessidade, excluindo a culpabilidade da conduta.
estado de necessidade, excluindo a ilicitude da conduta.
Sérgio, andando na rua perto de sua residência, se depara com um cachorro de rua que parte em sua direção para ataca-lo. Muito assustado, Sérgio pega um canivete em seu bolso e mata o animal.
Com relação à situação jurídico-penal de Sérgio, a tese defensiva que poderá ser alegada é
legítima defesa.
estado de necessidade.
exercício regular de direito.
estrito cumprimento do dever legal.
coação física irresistível.
Juliano e Bruno são amigos desde a infância e resolveram fazer um passeio de barco organizado pela empresa “Escuna Viver Bem” em uma região de praia do litoral brasileiro. Durante o passeio, o clima mudou e começou a chover intensamente. A embarcação não suportou o mar agitado e virou. Na água, Juliano e Bruno disputaram o único colete que sobrou, momento em que Juliano afogou Bruno e pegou o colete para salvar sua vida.
Nesse caso, podemos afirmar que Juliano agiu em
legítima defesa.
legítima defesa putativa.
estado de necessidade.
estado de necessidade putativo.
exercício regular de direito putativo.