Questões de Concurso sobre Estado de Necessidade - Página 2 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Estado de Necessidade

 
 
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Com relação à antijuridicidade, assinale a alternativa incorreta.


A

Em determinas hipóteses, o consentimento do ofendido é aceito como causa supralegal excludente da ilicitude.


B

O estado de necessidade defensivo ocorre quando o agente sacrifica bem jurídico do próprio causador do perigo e o estado de necessidade agressivo se verifica quando aquele que deve suportar a agressão não tem relação com o perigo.


C

Legítima defesa sucessiva ocorre quando o agressor originário age para repelir o excesso de defesa da vítima original.


D

A divulgação de cena de estupro em publicação acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima não ostenta ilicitude penal.


E

É admissível a legítima defesa contra a legítima defesa nos casos de crimes omissivos.

João e Guilherme estavam a bordo de uma lancha, a caminho de uma praia paradisíaca, ocasião em que o marinheiro Jonatan acabou por colidir em uma pedra. Com a lancha afundando, João e Guilherme se jogaram ao mar, momento em que visualizaram um único colete salva-vidas. Após uma breve luta corporal, João conseguiu permanecer com o bem, enquanto Guilherme, desamparado, veio a óbito.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, João atuou sob o manto do(a):


A

exercício regular de um direito, causa de exclusão da culpabilidade;


B

inexigibilidade de conduta diversa, causa de exclusão da culpabilidade;


C

legítima defesa, causa de exclusão da culpabilidade;


D

estado de necessidade, causa de justificação;


E

legítima defesa, causa de justificação.

O policial Ermano e sua filha de dois anos caminhavam em uma rua quando se depararam com um cão Rottweiler que era guiado por seu tutor, Ronaldo. O cão atacou Ermano e a filha, ainda que Ronaldo tentasse controlar o animal. Ermano, que portava uma arma de fogo, disparou-a para proteger a filha e, embora o alvo fosse o cão, o projétil ricocheteou e atingiu Ronaldo, que faleceu em decorrência do ferimento, tendo ficado constatado que Ermano não tinha outra alternativa para evitar o ataque do cão contra sua filha.

Nessa situação hipotética, Ermano agiu


A

em legítima defesa putativa, devendo responder, contudo, pela morte de Ronaldo.


B

em aberratio ictus, amparado por uma causa excludente de culpabilidade.


C

em legítima defesa preordenada e não deve responder pela morte de Ronaldo.


D

em estado de necessidade e não deve responder, na esfera penal, pela morte de Ronaldo.


E

em estado de necessidade exculpante, devendo responder, contudo, pela morte de Ronaldo.

Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que indica excludente de ilicitude no contexto jurídico.


A

Situações onde o agente que comete o ato o faz estado de necessidade.


B

Ações que aumentam a gravidade de um delito.


C

Atos que tornam uma ação criminosa intencional.


D

Elementos que agravam uma pena criminal.


E

Práticas que não são consideradas ilegais.

Sobre causas de justificação, assinale a alternativa incorreta:


A

De acordo com a teoria da culpabilidade adotada pelo Código Penal brasileiro, a ação do policial A que, incorrendo em erro evitável sobre os pressupostos fáticos da causa de justificação do estrito cumprimento do dever legal, realiza o tipo objetivo do crime de abuso de autoridade contra B, não resulta em qualquer responsabilidade penal a A.


B

Na iminência de sofrer injusta agressão contra sua integridade física, A, utilizado-se moderadamente dos meios necessários, desfere golpe de faca contra o agressor B, portador de doença mental: a ação de A não pode ser justificada pela legítima defesa própria, mas pode ser justificada pelo estado de necessidade.


C

Para o exercício da legítima defesa real, a agressão injusta, atual ou iminente, a direito próprio ou de terceiro, pode derivar de ação dolosa, de omissão de ação dolosa, ou mesmo de culpa, consciente ou inconsciente.


D

Na legítima defesa, a ação justificada é integrada por elementos objetivos, por elementos subjetivos e, eventualmente, por elementos normativos, representados por limitações ético-sociais que condicionam a permissibilidade da defesa.


E

A encontra seu desafeto B em via pública e, em situação de legítima defesa putativa, pratica excesso contra B, por uso imoderado dos meios necessários, o que legitima o exercício de legítima defesa real por parte de B.

Na hipótese de um sujeito interromper voluntariamente a execução de um crime que deu início, impedindo, portanto, a consumação daquele, nos termos do atual Código Penal, é correto afirmar que restará operada(o):


A

A desistência voluntária.


B

O crime impossível.


C

O arrependimento posterior.


D

O estado de necessidade.


E

A legítima defesa.

São requisitos para o reconhecimento penal de que a conduta do agente foi praticada em estado de necessidade:


I. A inevitabilidade do comportamento lesivo.

II. Não ter o agente o dever legal de enfrentar o perigo.

III. Salvar direito próprio ou alheio de perigo atual ou iminente.

IV. Ser razoável se exigir o sacrifício do direito ameaçado.

V. Resposta imediata à injusta agressão ou ameaça.


Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns):


A

I, II e III.


B

II, III e IV.


C

I e II.


D

II, IV e V.


E

III, IV e V.

Sobre as causas de justificação, assinale a alternativa CORRETA:


A

O excesso doloso ou culposo se aplica a quaisquer das causas de justificação previstas no artigo 23 do CP, salvo ao estado de necessidade, em face da adoção da teoria unitária.


B

É admissível o reconhecimento de legítima defesa contra agressão de agente em erro de tipo permissivo evitável.


C

No estado de necessidade, embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de 1/6 (um sexto) à metade.


D

De acordo com a nova redação promovida pela Lei 13.964/2019, considera-se em estrito cumprimento do dever legal o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.

Guilherme, com a intenção de socorrer seu filho, Rodrigo, utiliza, sem consentimento, o carro de seu vizinho, Douglas, para levar Rodrigo ao hospital.


A ação de Guilherme é considerada:


A

criminosa em qualquer hipótese;


B

lícita, acobertada pelo exercício regular de um direito;


C

lícita, acobertada pela excludente do estado de necessidade agressivo;


D

criminosa, se não houver a devolução dos valores equivalentes ao consumo do combustível do veículo;


E

lícita, acobertada pela excludente da legítima defesa de terceiros.

Consideradas as disposições do Código Penal, é correto afirmar que


A

O estado de necessidade pode ser alegado por quem tem dever legal de enfrentar o perigo.


B

Ao atuar sob amparo de uma causa excludente da ilicitude, o agente não pratica crime.


C

O estrito cumprimento do dever legal exclui a tipicidade derivada.


D

A legítima defesa afasta a culpabilidade, isentando o agente de pena em abstrato.

Quanto às regras gerais do crime, o Código Penal nos apresenta as chamadas excludentes de ilicitude, que precisam ser verificadas em todos os casos, na forma da lei. Sobre o assunto, assinale a opção correta.


A

Pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.


B

Considera-se em estado de necessidade quem usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.


C

Considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.


D

Entende-se em legítima defesa quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.

Durante uma manifestação na cidade, a Guarda Municipal é chamada para auxiliar no patrulhamento e na proteção das pessoas e do patrimônio público. Glauco, manifestante exaltado, se dirige a Bruno, guarda municipal em serviço, fazendo um movimento de iminente agressão contra o agente público. Bruno, por sua vez, usando moderadamente os meios necessários, repele a injusta agressão, causando uma pequena lesão à integridade física de Glauco.


Nesse caso, e com base no Código Penal, a conduta de Bruno foi


A

lícita, uma vez que amparado pela excludente de ilicitude da legítima defesa.


B

lícita, uma vez que amparado pela excludente de ilicitude do estado de necessidade.


C

lícita, uma vez que amparado pela excludente de ilicitude do estrito cumprimento do dever legal.


D

ilícita, uma vez que é vedado ao agente público agredir, em qualquer hipótese, um cidadão, ainda que para proteger direito seu ou de outrem de uma agressão atual ou iminente.


E

ilícita, uma vez que, tendo causado lesão corporal leve em Glauco, o agente público deve responder pelo crime previsto no Código Penal.

O estado de necessidade caracteriza-se por ser um conflito entre interesses legítimos, no qual um destes é salvo à custa do outro, em face da impossibilidade fática de que ambos subsistam.


São requisitos legais do estado de necessidade:


A

risco atual não provocado, evitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e inexigibilidade do sacrifício;


B

perigo atual não provocado, evitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e inexigibilidade do sacrifício;


C

perigo atual não provocado, evitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e exigibilidade do sacrifício;


D

risco atual não provocado, inevitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e exigibilidade do sacrifício;


E

perigo atual não provocado, inevitabilidade do sacrifício ao bem jurídico, direito próprio ou alheio e inexigibilidade do sacrifício.

Maria e Júlia são integrantes do Circo “Seja Feliz” e trabalham juntas na apresentação de arremesso de facas. Um dia, durante o treinamento que sempre faziam juntas, iniciou-se uma discussão entre elas por ciúmes do dono do circo, Astolfo, que, na verdade, sempre preferiu Maria em seu espetáculo.


Durante a discussão, Maria percebeu que Júlia, completamente descontrolada, colocou a mão no bolso. Maria pensou que Júlia iria arremessar uma faca em sua direção. Ato contínuo, pensando estar em defesa de sua vida, Maria arremessou e atingiu Júlia com uma faca, causando-lhe lesões. Após, constatou-se que Júlia tinha apenas um lenço em seu bolso e iria utilizá-lo para enxugar suas lágrimas.


Nessa hipótese, é correto afirmar que Maria agiu em


A

legítima defesa.


B

legítima defesa putativa.


C

estado de necessidade.


D

estado de necessidade putativo.


E

exercício regular de direito putativo.

Dois náufragos, A e B, estavam à deriva em mar aberto e visualizaram uma tábua de salvação com espaço para apenas uma pessoa. Para salvar-se, o náufrago B desferiu um golpe de faca em A e nadou até a tábua, abandonando o outro à própria sorte. Após isso, o náufrago A desmaiou e, por fim, faleceu. Nenhum deles deu causa ao naufrágio ou tinha o dever de enfrentar o perigo.


Nessa situação hipotética, o náufrago B


A

deverá ser punido, pois praticou o crime de homicídio, não havendo causa excludente de tipicidade ou ilicitude que lhe favoreça.


B

não deverá ser punido, pois agiu em estado de necessidade diante de perigo então atual e para proteger direito próprio.


C

não deverá ser punido, pois se trata de conduta atípica, considerada a situação de perigo.


D

deverá ser punido, pois, apesar de se tratar de conduta praticada em legítima defesa, houve excesso doloso.


E

não deverá ser punido, pois agiu em exercício regular do direito para se salvar de perigo atual.

Pedro e sua filha de cinco anos estavam caminhando pela rua quando foram surpreendidos com a chegada de um cachorro de grande porte, sem coleira, indo na direção deles. Ao perceber que o cão começaria o ataque contra sua filha, Pedro atirou uma pedra na cabeça do animal, que veio a falecer.


Considerando essa situação hipotética, Pedro agiu em


A

legítima defesa de terceiro, excluindo a culpabilidade da conduta.


B

legítima defesa de terceiro, excluindo a ilicitude da conduta.


C

legítima defesa de terceiro, excluindo a tipicidade da conduta.


D

estado de necessidade, excluindo a culpabilidade da conduta.


E

estado de necessidade, excluindo a ilicitude da conduta.

Sérgio, andando na rua perto de sua residência, se depara com um cachorro de rua que parte em sua direção para ataca-lo. Muito assustado, Sérgio pega um canivete em seu bolso e mata o animal.


Com relação à situação jurídico-penal de Sérgio, a tese defensiva que poderá ser alegada é


A

legítima defesa.


B

estado de necessidade.


C

exercício regular de direito.


D

estrito cumprimento do dever legal.


E

coação física irresistível.

Juliano e Bruno são amigos desde a infância e resolveram fazer um passeio de barco organizado pela empresa “Escuna Viver Bem” em uma região de praia do litoral brasileiro. Durante o passeio, o clima mudou e começou a chover intensamente. A embarcação não suportou o mar agitado e virou. Na água, Juliano e Bruno disputaram o único colete que sobrou, momento em que Juliano afogou Bruno e pegou o colete para salvar sua vida.


Nesse caso, podemos afirmar que Juliano agiu em


A

legítima defesa.


B

legítima defesa putativa.


C

estado de necessidade.


D

estado de necessidade putativo.


E

exercício regular de direito putativo.

   
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