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Um Município brasileiro, que nunca havia instituído o IPTU em seu território, decidiu fazê-lo em novembro de 2013, de modo que ainda houvesse tempo de lançá-lo e cobrá-lo, no próprio exercício de 2013, relativamente aos exercícios de 2009 a 2013. Ocorre, porém, que o referido imposto teve de ser instituído por decreto, pois a Câmara Municipal local, por esmagadora maioria de votos, não aprovou o projeto de lei relativo a sua criação.
De acordo com as normas da Constituição Federal,
esse imposto seria inexigível mesmo no exercício de 2015.
se esse imposto tivesse sido instituído por lei, ele poderia ter sido exigido, lançado e cobrado a partir de 1o de janeiro de 2014.
se esse imposto tivesse sido instituído por lei, ele poderia ter sido lançado e cobrado em relação aos exercícios de 2009 a 2013.
se esse imposto tivesse sido instituído por lei, ele poderia ter sido lançado e cobrado apenas em relação ao exercício de 2013.
esse imposto poderia ser exigido, lançado e cobrado a partir de 1º de janeiro de 2014
Na execução fiscal de débito de Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, é INCORRETO afirmar que:
a remição de dívida prevista no art. 651 do CPC poderá ser exercida antes de adjudicados ou alienados os bens.
o prazo prescricional é de cinco anos e começa a fluir com a constituição definitiva do crédito tributário.
a competência tributária é exercida pelas pessoas políticas municipais e a legitimidade processual decorre da titularidade do crédito.
a extinção da execução fiscal com fundamento no valor irrisório do crédito tributário é admissível quando prevista em legislação complementar específica.
a exceção de pré-executividade é admissível relativamente às matérias conhecíveis de ofício e que não demandem dilação probatória.
O Município Alfa altera a legislação do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), que, graças às inovações introduzidas, passa a ter alíquotas (i) diferenciadas pela localização do imóvel; e (ii) progressivas conforme o valor do imóvel. Nesse contexto, é correto afirmar que:
é constitucional a inovação introduzida no item (i), apenas;
é constitucional a inovação introduzida no item (ii), apenas;
é constitucional a inovação introduzida em ambos os itens;
é inconstitucional a inovação introduzida em ambos os itens, pois a diferenciação e a progressividade de alíquota do IPTU é tema reservado à lei complementar nacional;
é inconstitucional a inovação introduzida em ambos os itens, pois nem mesmo por lei complementar se admite a diferenciação e a progressividade de alíquota do IPTU em razão da localização e do valor do imóvel.
Para pleitear a restituição do pagamento indevido de IPTU, é necessária
a prova de haver assumido o referido encargo ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.
apenas a prova de estar autorizado expressamente pelo terceiro que assumiu o referido encargo.
apenas a prova de haver assumido o referido encargo.
apenas a prova do pagamento indevido.
A atualização monetária da base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, diante do disposto no Código Tributário Nacional e no art. 150, I, da Constituição Federal:
depende de lei municipal aprovada previamente pela Câmara Municipal de Vereadores.
pode ser efetuada mediante ato do chefe do Poder Executivo.
deve ser efetivada no mesmo ato que define a alíquota e a base de cálculo do tributo.
compreende o fato gerador do tributo.
observa, quando couber, o princípio da anterioridade.
No que se refere à responsabilidade tributária, assinale a alternativa que contém afirmativa correta.
Os créditos relativos ao IPTU sub-rogam-se na pessoa dos adquirentes e arrematantes, salvo quando conste do título a prova da sua quitação.
Empresa que adquirir estabelecimento comercial de outra e continuar a respectiva exploração responde pelos tributos relativos ao estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato, mas não por aqueles que, malgrado sejam pertinentes a obrigações surgidas até então, somente tenham sido constituídos posteriormente.
De acordo com a legislação pertinente, as empresas integrantes de grupos econômicos respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações previdenciárias.
O mero encerramento de fato das atividades da empresa, sem a baixa formal, não autoriza a responsabilização tributária dos sócios que a administraram tanto no período dos fatos geradores quanto no período da dissolução.
A sociedade empresária Alpha Ltda. participa, em 2015, de hasta pública promovida em processo de execução e arremata imóvel penhorado de Beta S.A., que não pagou o IPTU do bem desde 2013. Os créditos tributários do imposto municipal anteriores à arrematação deverão:
ser exigidos do oficial do registro de imóveis, na qualidade de contribuinte;
ter-se como sub-rogados no preço da arrematação;
ser exigidos de Alpha Ltda., na qualidade de contribuinte;
ser exigidos do escrivão do cartório judicial, na qualidade de responsável tributário;
ser exigidos de Beta S.A., na qualidade de responsável tributário.
No que se refere aos impostos sobre o patrimônio imobiliário, assinale a alternativa que contém afirmativa correta.
Não se sujeita ao IPTU, mas ao ITR, o imóvel que, embora situado na zona urbana, comprovadamente seja utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agroindustrial.
O lançamento do ITR não ocorre por homologação, mas de ofício.
A base de cálculo do ITR compreende as construções e as pastagens cultivadas.
As alíquotas do ITR variam entre 1% e 25%, conforme a área total e o grau de utilização do imóvel.
Quanto à progressividade do IPTU, pode-se afirmar:
A Constituição Federal de 1988 ao ser promulgada não previa a progressividade do IPTU.
À Constituição Federal de 1988 ao ser promulgada previa exclusivamente a progressividade do IPTU em razão do valor do imóvel, conforme previsão do art. 156,§1º,I.
A Constituição Federal de 1988 ao ser promulgada previa exclusivamente a progressividade do IPTU no tempo, conforme previsão do art. 182,§4º,II.
A Constituição Federal de 1988 ao ser promulgada previa a progressividade do IPTU no tempo, conforme previsão do art. 182, §4º, Il e a relativa ao valor do imóvel, conforme previsão do art. 156,§1º,1.
A Constituição Federal de 1988 ao ser emendada para inclusão da progressividade do IPTU em razão do valor do imóvel, extinguiu a progressividade do IPTU no tempo.
Nos termos do Código Tributário Nacional, o sujeito passivo da obrigação tributária principal diz-se contribuinte ou responsável. Considera-se responsável:
aquele que tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador
o indicado no contrato de locação como responsável pelo pagamento do IPTU
o adquirente de bem de consumo relativamente ao pagamento do ICMS
os pais, relativamente a bens de consumo adquiridos por seus filhos capazes
aqueles que, sem revestir a condição de contribuintes, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei
De acordo com o Código Tributário Nacional e com a Constituição Federal, o tributo que tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município denomina-se
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Rural.
Contribuição de Melhoria.
Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Bens e Direitos.
Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.
Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos.
Um pequeno empresário cultiva, de forma organizada e comercial, inclusive com empregados, hortaliças para venda, em sua propriedade, que está localizada em área de um Município. A rua onde fica a propriedade consta da definição de lei municipal, tem meio-fio, conta com abastecimento de água e sistema de esgotos sanitários, tendo ainda iluminação pública. De acordo com a hipótese apresentada, sobre a propriedade em questão:
não haverá incidência de nenhum imposto, por conta de imunidade prevista na Constituição Federal;
haverá incidência do IPTU, pois a propriedade está inserida em área da zona urbana municipal; contando com quatro dos melhoramentos construídos ou mantidos pelo Poder Público, indicados no CTN;
haverá a incidência do ITR, pois o IPTU não incidirá sobre o imóvel urbano que, comprovadamente, seja utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agro-industrial;
haverá incidência do IPTU, pois basta a lei municipal estabelecer que determinada área pertence à zona urbana para ensejar a cobrança do imposto municipal;
haverá a incidência do ITR, pois o imposto federal tem sua receita repartida com o Município.
Considerando o sistema tributário nacional e os tributos da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, assinale a alternativa correta.
O imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou operações relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) também incide sobre o ouro e, nesse caso, sendo este definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, estará sujeito à incidência do imposto na operação de destino.
A instituição do IPTU pelo Distrito Federal poderá contemplar a progressividade em razão do valor do imóvel, mas as alíquotas não poderão variar de acordo com a localização do imóvel.
O IPI deve ser seletivo em razão da essencialidade do produto que recebe o gravame tributário.
A União tem competência para instituir o imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR) e, conforme a Emenda Constitucional n.° 42/2003, essa competência tributária poderá ser delegada ao município, que instituirá, fiscalizará e cobrará o ITR, desde que isso não resulte na redução do imposto ou em qualquer outra forma de renúncia fiscal.
Eventual instituição do imposto sobre grandes fortunas, de competência da União, poderá ser feita por intermédio de lei ordinária aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.
O imposto sobre a propriedade territorial urbana é:
municipal e pode ser progressivo em razão do valor do imóvel
estadual e pode ter alíquotas diferentes de acordo com o uso do imóvel
federal e não pode ser progressivo em razão do valor do imóvel
municipal e não pode ter alíquotas diferentes de acordo com o uso do imóvel
Analise o caso hipotético a seguir.
Rafael locou um imóvel, em janeiro de 2014, para residir na cidade X, consistindo no apartamento n. 103 do Edifício ABC em que mora atualmente, na condição de locatário. O mesmo imóvel foi locado, no período de 2010 a 2013, a Júlio. A proprietária do imóvel é a Sra. Letícia, que adquiriu a propriedade em 1992 e, até a presente data, mantém o imóvel, locando-o a diversos interessados, desde a década de 90. Por orientação de seu advogado, Dr. Hugo, a Sra. Letícia sempre exigiu que nos contratos de locação do referido imóvel constasse cláusula expressa, na qual se atribuía a responsabilidade pelo pagamento das tarifas de água e luz, do condomínio e do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) aos locatários, eximindo-se a proprietária de arcar com tais valores. O Dr. Hugo figurou, inclusive, como testemunha, nos contratos celebrados. Na última semana foi entregue comunicação, aviada pelo Município X, informando a existência de débito de IPTU do ano de 2013, indicando que o imposto havia sido inscrito em dívida ativa e que seria ajuizada a correspondente execução fiscal para cobrança do crédito tributário municipal.
Considerando os dados apresentados, assinale a alternativa CORRETA.
O Município deverá ajuizar execução fiscal em face de Júlio, locatário no período de 2013, com o objetivo de receber o tributo inadimplido.
O Município deverá ajuizar execução fiscal em face de Rafael, locatário que sucedeu Júlio na posse do imóvel.
O Município deverá ajuizar execução fiscal em face de Hugo.
O Município deverá ajuizar execução fiscal em face do Condomínio do Edifício ABC.
O Município deverá ajuizar execução fiscal em face de Letícia.
D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada
D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada
D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber
C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a Renda
D 4.1.1.2.x.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa
C 1.1.2.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a Renda
D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa
C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber