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A Filosofia alemã do início do século XX revolvia, principalmente, em torno do debate da fundamentação da lógica e da matemática. Os autores a quem Edmund Husserl e Gottlob Frege se contrapunham nesse debate eram os denominados:
Psicologistas.
Continentais.
Neopositivistas.
Pragmatistas.
Qual o objeto de estudo da parte da Filosofia denominado Axiologia?
Conhecimento
Moral
Valores
Educação
Considerando-se a história da filosofia moral e os filósofos que fizeram parte de cada período, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Filosofia antiga.
(2) Filosofia medieval.
(3) Filosofia moderna.
( ) São Tomás de Aquino.
( ) Aristóteles.
( ) Immanuel Kant.
( ) Platão.
2 - 1 - 3 - 1.
3 - 2 - 1 - 1.
1 - 3 - 2 - 3.
2 - 1 - 3 - 2.
Considere o argumento:
“Podemos compreender plenamente os estados mentais dos seres humanos mediante a observação de regularidades acerca da relação estímulo-resposta. Assim, o que se passa no interior dos limites intracranianos não é relevante para essa compreensão.”
A teoria da mente que defende esse argumento denomina-se
dualismo de propriedade.
behaviorismo.
funcionalismo.
teoria da identidade.
cognição ancorada.
Leia o texto a seguir:
“Antes de surgir um alfaiate, o ser humano costurou durante milênios, pressionado pela necessidade de vestir-se. Mas o casaco, o linho, ou qualquer componente da riqueza material que não seja dado pela natureza, tinha de originar-se de uma especial atividade produtiva, adequada a determinado fim e que adapta certos elementos da natureza às necessidades particulares do homem. O trabalho, como criador de valores de uso, como trabalho útil, é indispensável à existência do homem – quaisquer que sejam as formas de sociedade, é necessidade natural e eterna de efetivar o intercâmbio material entre o homem e a natureza e, portanto, de manter a vida humana.” (MARX, K. O capital: crítica da economia política – livro I. 36. ed. Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2019, p. 64-65).
Com base no texto e nas contribuições de Karl Marx (1818-1883) para a economia política, marque a alternativa que apresenta a concepção marxista acerca do trabalho e da geração de riqueza.
Karl Marx considerou que o trabalho e a natureza são as duas fontes de riqueza, pois esta última fornece a matéria para ser transformada por meio do trabalho, força vital do homem, que modifica a natureza e o seu próprio ser, pois, por meio do trabalho, o homem produz a sua existência material e espiritualmente.
Karl Marx declarou que o trabalho é a condição necessária para a emancipação humana, pois o homem, ao ser transformado em instrumento de trabalho, é coisificado ou reificado por meio do processo de alienação ou exploração de mais-valia que se materializa em capital, isto é, em riqueza produzida pelo trabalho humano.
Ao se posicionar de forma contrária àqueles que defendiam a terra ou a natureza como sendo a única fonte de riqueza, Karl Marx, crítico do liberalismo econômico, filiou-se à tese de Adam Smith, expressa em sua obra Riqueza das Nações, que defendeu o trabalho como única fonte de riqueza.
Em sua obra O capital, Karl Marx argumentou que o trabalho é a única fonte de riqueza, pois, por meio do processo de exploração de mais-valia, isto é, o trabalho não pago que se materializa em lucro, a classe burguesa acumula capital e se expande por todo o globo.
A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
A ação é imoral, porque se todos os indivíduos forem impedidos de desenvolver os seus talentos, a própria sociedade se esfacelaria e deixaria de existir, tal como a fila.
A ação é moral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos não seja a melhor das sociedades, ela é uma sociedade possível.
A ação é imoral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos seja possível, não é desejável a universalização dessa máxima.
A ação é moral desde que haja um equilíbrio reflexivo que exija de cada um o mínimo de desenvolvimento pessoal, a fim de possibilitar uma sociedade funcional e pragmática.
Leia o texto a seguir:
“A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro; em resumo, opressores e oprimidos em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito” (MARX, K. ENGELS, F. Manifesto Comunista. Trad.: Álvaro Pina. Boitempo editorial: São Paulo, 2005, p. 40).
De acordo com Marx, toda sociedade é formada por classes sociais que estão em constante conflitos. Acerca da concepção marxiana de classe social, assinale a alternativa correta:
Na concepção de Marx, para se compreender as classes sociais em um dado momento histórico, é preciso examiná-las isoladamente, de acordo com as preferências ideológicas e tendências culturais dos sujeitos envolvidos.
As classes sociais apresentam características a-históricas, de tal forma que podemos compreendê-las através da essência ou natureza humana. Marx defende a tese de que, por natureza, os indivíduos são selecionados para comandar ou ser comandados.
A concepção de classe social em Marx é representada pelo conceito de poder simbólico. Para o filósofo, os grupos sociais são determinados por aspectos como o status, a honra e o prestígio.
As classes sociais não existem de maneira isolada, mas como parte de um sistema de classes, o que define e distingue as classes são as relações e modo de produção, ou seja, é a maneira como os seres humanos organizam as atividades produtivas.
O filósofo Jean Paul-Sartre afirma que a “existência precede a essência”. Essa célebre frase é apresentada em sua obra O existencialismo é um humanismo. Nela o pensador desenvolve a sua concepção de existência humana. Sua filosofia se confronta com a tradição filosófica do essencialismo, que compreende o sentido da vida a partir de uma essência absoluta e inalterável. Sartre, por sua vez, rejeita a tese de que exista uma razão ou causa a priori que defina o sentido da vida humana, em troca, ele nos diz que a primeira evidência é a própria existência. Sobre essa tese o filósofo afirma:
“O que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define” (SARTRE. J. P. O existencialismo é um humanismo. In: Sartre. São Paulo: Abril Cultural. (Col. Os Pensadores). 1978, p. 6).
Acerca da tese sartreana de que a existência precede a essência, analise as afirmações a seguir.
I – Ao dizer que a existência precede a essência, Sartre argumenta que os seres humanos não possuem uma essência anterior.
II – Se não há uma essência dada como princípio de determinação do ser humano, então, antes de existir o homem é o nada.
III – A antecedência ontológica da existência sobre a essência indica que o modo como o sujeito constrói a sua vida determinará o que ele é.
IV – O existencialismo de Sartre, ao negar a antecedência da essência sobre a existência, tem como consequência a afirmação da liberdade humana.
Assinale a alternativa correta:
Estão corretas apenas as afirmações I e II.
Estão corretas apenas as afirmações I, II e IV.
Estão corretas apenas as afirmações I e III.
Todas as afirmações estão corretas.
Leia o texto.
“Recebe o qualificativo de crítica porque, de fato, é uma consciência permanentemente atenta em denunciar as influências a que está submetida e criticá-las. É crítica no sentido etimológico da palavra, portanto procede à ‘crise’, isto é, à separação dos fatores atuantes, e capaz de apreciar a significação de cada um, a força da respectiva motivação e, de modo geral, o resultado deles, expresso nos julgamentos a que é levada em virtude da sua inclusão no contexto histórico, onde assentam os fundamentos de suas atitudes e de seu modo de pensar. Está sempre interessada em descobrir os determinantes do seu conteúdo, porque sabe que eles existem e tem por tarefa lógica distingui-los e avaliá-los. É, pois, um pensamento constantemente ocupado na indagação sobre a legitimidade dos seus enunciados, à procura das influências que os explicam, cuja revelação consciente é a finalidade que impõe a si mesma”.
(VIEIRA PINTO, A. Consciência e Realidade Nacional: volume I. Rio de janeiro: Contraponto, 2020)
Assinale a afirmativa que caracteriza a consciência crítica.
Considera que as ações prescindem dos condicionamentos sociais.
Assume os dados científicos como base do conhecimento verdadeiro.
Estabelece critérios inalteráveis para avaliação do pensamento e das ações.
Formula juízos peremptórios acerca do conhecimento.
Investiga os pressupostos do pensamento.
Segundo Epicuro, a felicidade consiste no prazer, definido como ausência de dor. Pode-se perguntar: como é possível ficar feliz diante da ameaça constante da morte? A esse questionamento, o filósofo assevera:
“Donde um correto conhecimento de que a morte nada é para nós faz da vida mortal algo apreciável, não por adicionar tempo infinito, e sim por suprimir o anseio de imortalidade”. (EPICURO. Cartas & Máximas principais: “Como um deus entre os homens”. São Paulo: Penguim, Companhia das Letras, 2020, p. 62).
Por que, para Epicuro, o mal residiria nas sensações?
Para Epicuro, materialista, a sensação é uma relação entre corpos. A dor é a sensação de prejuízo para o corpo. A morte, pondo fim ao corpo, também encerra as sensações e toda possibilidade de sofrimento.
Para Epicuro, as sensações nos informam sobre os prazeres baixos, que se obtém da materialidade. A verdadeira felicidade estaria na elevação do espírito ao Bem, o qual, sendo inteligível, não é apreendido pelos sentidos.
Porque Epicuro reconhece no corpo um cárcere da alma, pois o cuidado do corpo é tempo tomado da filosofia. Por isso, após a morte, livre das sensações do corpo, o filósofo poderá contemplar a verdade em si mesma.
Porque Epicuro reconhece que os sentidos por vezes nos enganam; ele toma uma atitude cética diante dos sentidos. Eles, enquanto fonte de tormento e engano, seriam também razão de todo erro judicativo.
Em relação à fenomenologia, nos termos propostos por Edmund Husserl, assinale a alternativa correta.
A fenomenologia é uma expressão da teoria racionalista, uma vez que se apoia na existência de ideias a priori e inatas.
A fenomenologia é uma expressão da teoria empirista, uma vez que se apoia meramente na experiência e no conhecimento acumulado.
A fenomenologia é uma forma de superação da oposição entre ideia e empiria, ao preocupar-se com a forma como a mente interpreta os fenômenos.
A fenomenologia é uma teoria que propõe que apenas o estudo dos fenômenos é possível, afastando conhecimentos lógicos ou empíricos.
O dever, afirma Kant, não se apresenta através de um conjunto de conteúdos fixos, que definiriam a essência de cada virtude e diriam que atos deveriam ser praticados e evitados em cada circunstância de nossa vida. O dever não é um catálogo de virtudes nem uma lista de “faça isto” e “não faça aquilo”. O dever é uma forma que deve valer para toda e qualquer ação moral.
(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 2008.)
Para o filósofo Immanuel Kant (1724-1804), verifica-se a validação de uma regra moral caso
os meios empregados sejam eficazes para a realização das intenções dos indivíduos.
os agentes cumpram estritamente a legislação em vigor nos seus respectivos países.
a máxima da ação possa se transformar, pela vontade, em uma lei universal.
os sujeitos adaptem as formas de agir às particularidades de suas personalidades.
as tradições fundadoras dos povos conduzam as decisões dos indivíduos.
Leia o texto a seguir:
“Mas o que sou eu, portanto? Uma coisa que pensa. Que é uma coisa que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente. Certamente não é pouco se todas essas coisas pertencem à minha natureza. Mas por que não lhe pertenceriam? Não sou eu próprio esse mesmo que duvida de quase tudo, que, no entanto, entende e concebe certas coisas, que assegura e afirma que somente tais coisas são verdadeiras, que nega todas as demais, que quer e deseja conhecê-las mais, que não quer ser enganado, que imagina muitas coisas, mesmo mau grado seu, e que sente também muitas como que por intermédio dos órgãos do corpo? Haverá algo em tudo isso que não seja tão verdadeiro quanto é certo que sou e que existo, mesmo se dormisse sempre e ainda quando aquele que me deu a existência se servisse de todas as suas forças para enganar-me? [...] Que assim seja; todavia, ao menos, é muito certo que me parece que vejo, que ouço e que me aqueço; e é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar. Donde, começo a conhecer o que sou, com um pouco mais de luz e de distinção do que anteriormente” (DESCARTES, R. Meditações. In.: Descartes. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores, p. 95).
Tendo como referência este texto do filósofo René Descartes (1596-1650) e as suas contribuições para a teoria do conhecimento, marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia cartesiana.
Descartes, ao se utilizar do recurso dos céticos, a dúvida, estabeleceu um princípio sólido para o conhecimento ao fundamentá-lo nas impressões produzidas a partir do dos órgãos do corpo e analisadas por meio da razão, responsável pelo discernimento crítico e racional, deste modo, ele superou o ceticismo predominante no período renascentista.
Descartes, ao valorizar a história da filosofia, contribuiu para o seu desenvolvimento ao aprimorar o método investigativo dos filósofos escolásticos que buscavam, por meio da dúvida, provar a existência de Deus e, embora, tenha considerado o ser que lhe deu existência como um gênio maligno, ele concluiu, após um longo processo de dúvida, que Deus é bom e perfeito.
Descartes tornou-se um cético provisório em busca de certezas que pudessem fundamentar, com solidez, o conhecimento e, depois de um longo processo de dúvida, encontrou a evidência das ideias inatas, ideias claras e indubitáveis, que ele distinguiu das ideias adventícias que são produzidas pelos órgãos do corpo, bem como, das ideias fictícias, inventadas pelo filósofo mesmo.
Descartes transformou a dúvida em método filosófico e, por meio da dúvida hiperbólica, chegou a duvidar de sua própria existência, contudo, ele concluiu que o ato de duvidar é uma prova de sua existência e, deste modo, superou o dualismo psicofísico preconizado pela filosofia platônica ao considerar que o processo de sentir, por meio dos órgãos do corpo, pressupõe um ato de pensar.
Leia o trecho de uma entrevista com a ativista sueca Greta Thunberg.
Greta Thunberg: a Terra é um sistema muito complexo. Quando removemos algo, o sistema fica em desequilíbrio, e isso impacta aspectos que vão além da nossa compreensão. E isso vale para a igualdade também. Os seres humanos fazem parte da natureza, e se não estamos bem, então a natureza não está bem, porque nós somos a natureza.
(www.nationalgeographicbrasil.com.
“Greta Thunberg reflete sobre viver em meio a múltiplas
crises em uma ‘sociedade da pós-verdade’”, 30.11.2020.)
Esse trecho da entrevista revela que Greta Thunberg manifesta uma visão diferente da teoria do filósofo empirista britânico Francis Bacon (1561-1626) sobre a natureza, já que para ele
deve haver a dissociação entre a natureza e os humanos, pois estes não podem ser equiparados à extrema importância daquela.
inexiste a concepção de natureza a partir da revolução científica que fundiu humanos e o meio em que vivem.
a humanidade tem plena capacidade de compreender a natureza a partir dos métodos racionalistas e dedutivos de pesquisa.
a natureza deve estar a serviço do homem e ser dominada por ele, por isso não faria sentido que o mundo existisse sem os humanos.
os humanos devem entender a natureza de forma mística e, assim, acatar suas manifestações sem alterá-las.
Leia o texto a seguir:
“Meu método dialético, por seu fundamento, difere do método hegeliano, sendo a ele inteiramente oposto. Para Hegel, o processo do pensamento - que ele transforma em sujeito autônomo sob o nome de ideia - é o criador do real, e o real é apenas sua manifestação externa. Para mim, ao contrário, o ideal não é mais do que o material transposto para a cabeça do ser humano e por ela interpretado” (MARX, K. O capital: crítica da economia política – livro I. 36 ed. Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2019, p. 28).
No trecho acima, Marx destaca o seu método de análise da realidade social. Denominada de Materialismo histórico e dialético, a abordagem de Marx é conhecida pela oposição ao método hegeliano e por sua originalidade ao investigar os fundamentos que determinam a organização social.
I – Uma das teses do método de Marx está em atribuir à categoria do modo de produção da vida material o papel de condicionante do conjunto da vida social, política e espiritual.
II – O método de Marx é materialista porque, diferentemente do idealismo de Hegel, compreende a natureza da sociedade através de características puramente biológicas.
III – O materialismo histórico compreende que os sujeitos sociais são historicamente determinados pelas relações de trabalho nas diferentes sociedades.
IV – Ao rejeitar o idealismo hegeliano, Marx afirma que a realidade sensível, material, não pode ser concebida e nem assimilada pelo pensamento (idealmente).
Assinale a alternativa correta.
Estão corretas apenas as afirmações I e IV.
Estão corretas apenas as afirmações I e III.
Estão corretas apenas as afirmações I, II e III.
Todas as afirmações estão corretas.
É bastante conhecida a frase de Jean-Paul Sartre de que “o homem está condenado a ser livre.” O filósofo francês chega a essa conclusão a partir de algumas reflexões sobre a existência. De acordo com essas reflexões é incorreto afirmar que
a essência do ser humano é a liberdade que Deus lhe atribuiu assim que o criou.
o ser humano está condenado a ser livre pois não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.
o Ser humano, tal como o existencialista o concebe, não é passível de uma definição, pois inicialmente não é nada. Só posteriormente será alguma coisa e será aquilo que ele fizer de si mesmo.
no ser humano a existência precede a essência.
o ser humano nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo.
O Estado é uma prudente organização que visa proteger os indivíduos uns dos outros: se exageramos no seu enobrecimento, o indivíduo será enfim debilitado e mesmo dissolvido por ele – isso frustrará o objetivo do Estado.
NIETZSCH, Friedrich. Humano, demasiado humano. Cia da letras, 2005, p.150
Considerando a perspectiva da filosofia de Nietzsche e o contexto filosófico apresentado no texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Os socialistas querem o bem-estar para o maior número de pessoas.
PORÉM
Se a pátria permanente desse bem-estar, o Estado perfeito, fosse alcançada, esse próprio bem-estar destruiria o terreno em que brota o intelecto, em outras palavras: a humanidade se tornaria fraca demais para produzir o gênio se esse Estado fosse alcançado.
A respeito das asserções apresentadas acima, assinale a opção correta.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma explicação adversativa em relação a I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II apenas corrobora o que se afirma na I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
O conceito de indústria cultural, no que se refere à arte, só se aplica ao contexto das relações capitalistas de produção, pois a cultura não é produzida pelas massas, e sim para as massas; o que verdadeiramente interessa é o seu valor de venda nas sociedades de mercado.
Certo
Errado
Heidegger afirma que a técnica é um modo do descobrimento, é um fazer vir.
Certo
Errado
A Filosofia Moderna, desde Descartes a Hegel, seria uma reflexão crítica sobre o fato da nova ciência, seria a ciência que se sabe a si mesma.
ZUBIRI, Xavier. Sobre el problema de la filosofia. Revista del Ocidente, 1933, p.53. (Adaptado)
Considerando a filosofia cartesiana, avalie as afirmações a seguir.
I. Para Descartes, o Ser e sua estrutura são criações arbitrárias de Deus.
II. Estão entre os princípios dessa filosofia: Dúvida metódica e o cogito.
III. A bondade não implica uma livre decisão da vontade.
IV. O pensar enquanto tal, não possui e não implica segurança ontológica.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
I, II, II e IV.
IV e I.
III e II.
IV.