Questões de Concurso sobre Correntes Filosóficas e Autores - Página 4 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Correntes Filosóficas e Autores

 
 
Disciplina 1
Assunto 35
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
422 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

A Filosofia alemã do início do século XX revolvia, principalmente, em torno do debate da fundamentação da lógica e da matemática. Os autores a quem Edmund Husserl e Gottlob Frege se contrapunham nesse debate eram os denominados:


A

Psicologistas.


B

Continentais.


C

Neopositivistas.


D

Pragmatistas.

Considerando-se a história da filosofia moral e os filósofos que fizeram parte de cada período, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) Filosofia antiga.

(2) Filosofia medieval.

(3) Filosofia moderna.


( ) São Tomás de Aquino.

( ) Aristóteles.

( ) Immanuel Kant.

( ) Platão.


A

2 - 1 - 3 - 1.


B

3 - 2 - 1 - 1.


C

1 - 3 - 2 - 3.


D

2 - 1 - 3 - 2.

Considere o argumento:


“Podemos compreender plenamente os estados mentais dos seres humanos mediante a observação de regularidades acerca da relação estímulo-resposta. Assim, o que se passa no interior dos limites intracranianos não é relevante para essa compreensão.”


A teoria da mente que defende esse argumento denomina-se


A

dualismo de propriedade.


B

behaviorismo.


C

funcionalismo.


D

teoria da identidade.


E

cognição ancorada.

Leia o texto a seguir:

“Antes de surgir um alfaiate, o ser humano costurou durante milênios, pressionado pela necessidade de vestir-se. Mas o casaco, o linho, ou qualquer componente da riqueza material que não seja dado pela natureza, tinha de originar-se de uma especial atividade produtiva, adequada a determinado fim e que adapta certos elementos da natureza às necessidades particulares do homem. O trabalho, como criador de valores de uso, como trabalho útil, é indispensável à existência do homem – quaisquer que sejam as formas de sociedade, é necessidade natural e eterna de efetivar o intercâmbio material entre o homem e a natureza e, portanto, de manter a vida humana.” (MARX, K. O capital: crítica da economia política – livro I. 36. ed. Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2019, p. 64-65).


Com base no texto e nas contribuições de Karl Marx (1818-1883) para a economia política, marque a alternativa que apresenta a concepção marxista acerca do trabalho e da geração de riqueza.


A

Karl Marx considerou que o trabalho e a natureza são as duas fontes de riqueza, pois esta última fornece a matéria para ser transformada por meio do trabalho, força vital do homem, que modifica a natureza e o seu próprio ser, pois, por meio do trabalho, o homem produz a sua existência material e espiritualmente.


B

Karl Marx declarou que o trabalho é a condição necessária para a emancipação humana, pois o homem, ao ser transformado em instrumento de trabalho, é coisificado ou reificado por meio do processo de alienação ou exploração de mais-valia que se materializa em capital, isto é, em riqueza produzida pelo trabalho humano.


C

Ao se posicionar de forma contrária àqueles que defendiam a terra ou a natureza como sendo a única fonte de riqueza, Karl Marx, crítico do liberalismo econômico, filiou-se à tese de Adam Smith, expressa em sua obra Riqueza das Nações, que defendeu o trabalho como única fonte de riqueza.


D

Em sua obra O capital, Karl Marx argumentou que o trabalho é a única fonte de riqueza, pois, por meio do processo de exploração de mais-valia, isto é, o trabalho não pago que se materializa em lucro, a classe burguesa acumula capital e se expande por todo o globo.

A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).


Este princípio será o Imperativo Categórico.

O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.

E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?


A

A ação é imoral, porque se todos os indivíduos forem impedidos de desenvolver os seus talentos, a própria sociedade se esfacelaria e deixaria de existir, tal como a fila.


B

A ação é moral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos não seja a melhor das sociedades, ela é uma sociedade possível.


C

A ação é imoral, porque, ainda que uma sociedade formada exclusivamente por pessoas que não desenvolveram seus talentos seja possível, não é desejável a universalização dessa máxima.


D

A ação é moral desde que haja um equilíbrio reflexivo que exija de cada um o mínimo de desenvolvimento pessoal, a fim de possibilitar uma sociedade funcional e pragmática.

Leia o texto a seguir:


“A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro; em resumo, opressores e oprimidos em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito” (MARX, K. ENGELS, F. Manifesto Comunista. Trad.: Álvaro Pina. Boitempo editorial: São Paulo, 2005, p. 40).


De acordo com Marx, toda sociedade é formada por classes sociais que estão em constante conflitos. Acerca da concepção marxiana de classe social, assinale a alternativa correta:


A

Na concepção de Marx, para se compreender as classes sociais em um dado momento histórico, é preciso examiná-las isoladamente, de acordo com as preferências ideológicas e tendências culturais dos sujeitos envolvidos.


B

As classes sociais apresentam características a-históricas, de tal forma que podemos compreendê-las através da essência ou natureza humana. Marx defende a tese de que, por natureza, os indivíduos são selecionados para comandar ou ser comandados.


C

A concepção de classe social em Marx é representada pelo conceito de poder simbólico. Para o filósofo, os grupos sociais são determinados por aspectos como o status, a honra e o prestígio.


D

As classes sociais não existem de maneira isolada, mas como parte de um sistema de classes, o que define e distingue as classes são as relações e modo de produção, ou seja, é a maneira como os seres humanos organizam as atividades produtivas.

O filósofo Jean Paul-Sartre afirma que a “existência precede a essência”. Essa célebre frase é apresentada em sua obra O existencialismo é um humanismo. Nela o pensador desenvolve a sua concepção de existência humana. Sua filosofia se confronta com a tradição filosófica do essencialismo, que compreende o sentido da vida a partir de uma essência absoluta e inalterável. Sartre, por sua vez, rejeita a tese de que exista uma razão ou causa a priori que defina o sentido da vida humana, em troca, ele nos diz que a primeira evidência é a própria existência. Sobre essa tese o filósofo afirma:


“O que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define” (SARTRE. J. P. O existencialismo é um humanismo. In: Sartre. São Paulo: Abril Cultural. (Col. Os Pensadores). 1978, p. 6).


Acerca da tese sartreana de que a existência precede a essência, analise as afirmações a seguir.


I – Ao dizer que a existência precede a essência, Sartre argumenta que os seres humanos não possuem uma essência anterior.

II – Se não há uma essência dada como princípio de determinação do ser humano, então, antes de existir o homem é o nada.

III – A antecedência ontológica da existência sobre a essência indica que o modo como o sujeito constrói a sua vida determinará o que ele é.

IV – O existencialismo de Sartre, ao negar a antecedência da essência sobre a existência, tem como consequência a afirmação da liberdade humana.


Assinale a alternativa correta:


A

Estão corretas apenas as afirmações I e II.


B

Estão corretas apenas as afirmações I, II e IV.


C

Estão corretas apenas as afirmações I e III.


D

Todas as afirmações estão corretas.

Leia o texto.


“Recebe o qualificativo de crítica porque, de fato, é uma consciência permanentemente atenta em denunciar as influências a que está submetida e criticá-las. É crítica no sentido etimológico da palavra, portanto procede à ‘crise’, isto é, à separação dos fatores atuantes, e capaz de apreciar a significação de cada um, a força da respectiva motivação e, de modo geral, o resultado deles, expresso nos julgamentos a que é levada em virtude da sua inclusão no contexto histórico, onde assentam os fundamentos de suas atitudes e de seu modo de pensar. Está sempre interessada em descobrir os determinantes do seu conteúdo, porque sabe que eles existem e tem por tarefa lógica distingui-los e avaliá-los. É, pois, um pensamento constantemente ocupado na indagação sobre a legitimidade dos seus enunciados, à procura das influências que os explicam, cuja revelação consciente é a finalidade que impõe a si mesma”.

(VIEIRA PINTO, A. Consciência e Realidade Nacional: volume I. Rio de janeiro: Contraponto, 2020)


Assinale a afirmativa que caracteriza a consciência crítica.


A

Considera que as ações prescindem dos condicionamentos sociais.


B

Assume os dados científicos como base do conhecimento verdadeiro.


C

Estabelece critérios inalteráveis para avaliação do pensamento e das ações.


D

Formula juízos peremptórios acerca do conhecimento.


E

Investiga os pressupostos do pensamento.

Segundo Epicuro, a felicidade consiste no prazer, definido como ausência de dor. Pode-se perguntar: como é possível ficar feliz diante da ameaça constante da morte? A esse questionamento, o filósofo assevera:


“Donde um correto conhecimento de que a morte nada é para nós faz da vida mortal algo apreciável, não por adicionar tempo infinito, e sim por suprimir o anseio de imortalidade”. (EPICURO. Cartas & Máximas principais: “Como um deus entre os homens”. São Paulo: Penguim, Companhia das Letras, 2020, p. 62).


Por que, para Epicuro, o mal residiria nas sensações?


A

Para Epicuro, materialista, a sensação é uma relação entre corpos. A dor é a sensação de prejuízo para o corpo. A morte, pondo fim ao corpo, também encerra as sensações e toda possibilidade de sofrimento.


B

Para Epicuro, as sensações nos informam sobre os prazeres baixos, que se obtém da materialidade. A verdadeira felicidade estaria na elevação do espírito ao Bem, o qual, sendo inteligível, não é apreendido pelos sentidos.


C

Porque Epicuro reconhece no corpo um cárcere da alma, pois o cuidado do corpo é tempo tomado da filosofia. Por isso, após a morte, livre das sensações do corpo, o filósofo poderá contemplar a verdade em si mesma.


D

Porque Epicuro reconhece que os sentidos por vezes nos enganam; ele toma uma atitude cética diante dos sentidos. Eles, enquanto fonte de tormento e engano, seriam também razão de todo erro judicativo.

Em relação à fenomenologia, nos termos propostos por Edmund Husserl, assinale a alternativa correta.


A

A fenomenologia é uma expressão da teoria racionalista, uma vez que se apoia na existência de ideias a priori e inatas.


B

A fenomenologia é uma expressão da teoria empirista, uma vez que se apoia meramente na experiência e no conhecimento acumulado.


C

A fenomenologia é uma forma de superação da oposição entre ideia e empiria, ao preocupar-se com a forma como a mente interpreta os fenômenos.


D

A fenomenologia é uma teoria que propõe que apenas o estudo dos fenômenos é possível, afastando conhecimentos lógicos ou empíricos.

O dever, afirma Kant, não se apresenta através de um conjunto de conteúdos fixos, que definiriam a essência de cada virtude e diriam que atos deveriam ser praticados e evitados em cada circunstância de nossa vida. O dever não é um catálogo de virtudes nem uma lista de “faça isto” e “não faça aquilo”. O dever é uma forma que deve valer para toda e qualquer ação moral.

(Marilena Chauí. Convite à Filosofia, 2008.)


Para o filósofo Immanuel Kant (1724-1804), verifica-se a validação de uma regra moral caso


A

os meios empregados sejam eficazes para a realização das intenções dos indivíduos.


B

os agentes cumpram estritamente a legislação em vigor nos seus respectivos países.


C

a máxima da ação possa se transformar, pela vontade, em uma lei universal.


D

os sujeitos adaptem as formas de agir às particularidades de suas personalidades.


E

as tradições fundadoras dos povos conduzam as decisões dos indivíduos.

Leia o texto a seguir:


“Mas o que sou eu, portanto? Uma coisa que pensa. Que é uma coisa que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente. Certamente não é pouco se todas essas coisas pertencem à minha natureza. Mas por que não lhe pertenceriam? Não sou eu próprio esse mesmo que duvida de quase tudo, que, no entanto, entende e concebe certas coisas, que assegura e afirma que somente tais coisas são verdadeiras, que nega todas as demais, que quer e deseja conhecê-las mais, que não quer ser enganado, que imagina muitas coisas, mesmo mau grado seu, e que sente também muitas como que por intermédio dos órgãos do corpo? Haverá algo em tudo isso que não seja tão verdadeiro quanto é certo que sou e que existo, mesmo se dormisse sempre e ainda quando aquele que me deu a existência se servisse de todas as suas forças para enganar-me? [...] Que assim seja; todavia, ao menos, é muito certo que me parece que vejo, que ouço e que me aqueço; e é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar. Donde, começo a conhecer o que sou, com um pouco mais de luz e de distinção do que anteriormente” (DESCARTES, R. Meditações. In.: Descartes. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores, p. 95).


Tendo como referência este texto do filósofo René Descartes (1596-1650) e as suas contribuições para a teoria do conhecimento, marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia cartesiana.


A

Descartes, ao se utilizar do recurso dos céticos, a dúvida, estabeleceu um princípio sólido para o conhecimento ao fundamentá-lo nas impressões produzidas a partir do dos órgãos do corpo e analisadas por meio da razão, responsável pelo discernimento crítico e racional, deste modo, ele superou o ceticismo predominante no período renascentista.


B

Descartes, ao valorizar a história da filosofia, contribuiu para o seu desenvolvimento ao aprimorar o método investigativo dos filósofos escolásticos que buscavam, por meio da dúvida, provar a existência de Deus e, embora, tenha considerado o ser que lhe deu existência como um gênio maligno, ele concluiu, após um longo processo de dúvida, que Deus é bom e perfeito.


C

Descartes tornou-se um cético provisório em busca de certezas que pudessem fundamentar, com solidez, o conhecimento e, depois de um longo processo de dúvida, encontrou a evidência das ideias inatas, ideias claras e indubitáveis, que ele distinguiu das ideias adventícias que são produzidas pelos órgãos do corpo, bem como, das ideias fictícias, inventadas pelo filósofo mesmo.


D

Descartes transformou a dúvida em método filosófico e, por meio da dúvida hiperbólica, chegou a duvidar de sua própria existência, contudo, ele concluiu que o ato de duvidar é uma prova de sua existência e, deste modo, superou o dualismo psicofísico preconizado pela filosofia platônica ao considerar que o processo de sentir, por meio dos órgãos do corpo, pressupõe um ato de pensar.

Leia o trecho de uma entrevista com a ativista sueca Greta Thunberg.


Greta Thunberg: a Terra é um sistema muito complexo. Quando removemos algo, o sistema fica em desequilíbrio, e isso impacta aspectos que vão além da nossa compreensão. E isso vale para a igualdade também. Os seres humanos fazem parte da natureza, e se não estamos bem, então a natureza não está bem, porque nós somos a natureza.

(www.nationalgeographicbrasil.com.

“Greta Thunberg reflete sobre viver em meio a múltiplas

crises em uma ‘sociedade da pós-verdade’”, 30.11.2020.)


Esse trecho da entrevista revela que Greta Thunberg manifesta uma visão diferente da teoria do filósofo empirista britânico Francis Bacon (1561-1626) sobre a natureza, já que para ele


A

deve haver a dissociação entre a natureza e os humanos, pois estes não podem ser equiparados à extrema importância daquela.


B

inexiste a concepção de natureza a partir da revolução científica que fundiu humanos e o meio em que vivem.


C

a humanidade tem plena capacidade de compreender a natureza a partir dos métodos racionalistas e dedutivos de pesquisa.


D

a natureza deve estar a serviço do homem e ser dominada por ele, por isso não faria sentido que o mundo existisse sem os humanos.


E

os humanos devem entender a natureza de forma mística e, assim, acatar suas manifestações sem alterá-las.

Leia o texto a seguir:


“Meu método dialético, por seu fundamento, difere do método hegeliano, sendo a ele inteiramente oposto. Para Hegel, o processo do pensamento - que ele transforma em sujeito autônomo sob o nome de ideia - é o criador do real, e o real é apenas sua manifestação externa. Para mim, ao contrário, o ideal não é mais do que o material transposto para a cabeça do ser humano e por ela interpretado” (MARX, K. O capital: crítica da economia política – livro I. 36 ed. Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2019, p. 28).


No trecho acima, Marx destaca o seu método de análise da realidade social. Denominada de Materialismo histórico e dialético, a abordagem de Marx é conhecida pela oposição ao método hegeliano e por sua originalidade ao investigar os fundamentos que determinam a organização social.


I – Uma das teses do método de Marx está em atribuir à categoria do modo de produção da vida material o papel de condicionante do conjunto da vida social, política e espiritual.

II – O método de Marx é materialista porque, diferentemente do idealismo de Hegel, compreende a natureza da sociedade através de características puramente biológicas.

III – O materialismo histórico compreende que os sujeitos sociais são historicamente determinados pelas relações de trabalho nas diferentes sociedades.

IV – Ao rejeitar o idealismo hegeliano, Marx afirma que a realidade sensível, material, não pode ser concebida e nem assimilada pelo pensamento (idealmente).


Assinale a alternativa correta.


A

Estão corretas apenas as afirmações I e IV.


B

Estão corretas apenas as afirmações I e III.


C

Estão corretas apenas as afirmações I, II e III.


D

Todas as afirmações estão corretas.

É bastante conhecida a frase de Jean-Paul Sartre de que “o homem está condenado a ser livre.” O filósofo francês chega a essa conclusão a partir de algumas reflexões sobre a existência. De acordo com essas reflexões é incorreto afirmar que


A

a essência do ser humano é a liberdade que Deus lhe atribuiu assim que o criou.


B

o ser humano está condenado a ser livre pois não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.


C

o Ser humano, tal como o existencialista o concebe, não é passível de uma definição, pois inicialmente não é nada. Só posteriormente será alguma coisa e será aquilo que ele fizer de si mesmo.


D

no ser humano a existência precede a essência.


E

o ser humano nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo.

O Estado é uma prudente organização que visa proteger os indivíduos uns dos outros: se exageramos no seu enobrecimento, o indivíduo será enfim debilitado e mesmo dissolvido por ele – isso frustrará o objetivo do Estado.


NIETZSCH, Friedrich. Humano, demasiado humano. Cia da letras, 2005, p.150


Considerando a perspectiva da filosofia de Nietzsche e o contexto filosófico apresentado no texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


Os socialistas querem o bem-estar para o maior número de pessoas.


PORÉM


Se a pátria permanente desse bem-estar, o Estado perfeito, fosse alcançada, esse próprio bem-estar destruiria o terreno em que brota o intelecto, em outras palavras: a humanidade se tornaria fraca demais para produzir o gênio se esse Estado fosse alcançado.


A respeito das asserções apresentadas acima, assinale a opção correta.


A

As asserções I e II são proposições falsas.


B

A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.


C

As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma explicação adversativa em relação a I.


D

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II apenas corrobora o que se afirma na I.


E

A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

O conceito de indústria cultural, no que se refere à arte, só se aplica ao contexto das relações capitalistas de produção, pois a cultura não é produzida pelas massas, e sim para as massas; o que verdadeiramente interessa é o seu valor de venda nas sociedades de mercado.


C

Certo


E

Errado

A Filosofia Moderna, desde Descartes a Hegel, seria uma reflexão crítica sobre o fato da nova ciência, seria a ciência que se sabe a si mesma.

ZUBIRI, Xavier. Sobre el problema de la filosofia. Revista del Ocidente, 1933, p.53. (Adaptado)


Considerando a filosofia cartesiana, avalie as afirmações a seguir.


I. Para Descartes, o Ser e sua estrutura são criações arbitrárias de Deus.

II. Estão entre os princípios dessa filosofia: Dúvida metódica e o cogito.

III. A bondade não implica uma livre decisão da vontade.

IV. O pensar enquanto tal, não possui e não implica segurança ontológica.


É correto apenas o que se afirma em


A

I e II.


B

I, II, II e IV.


C

IV e I.


D

III e II.


E

IV.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado