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De acordo com o Código Civil brasileiro não corre a prescrição, EXCETO:
entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal.
entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar.
entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.
contra os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido.
Com relação à decadência, nos termos da doutrina e do Código Civil, assinale a alternativa incorreta.
Se o juiz pode julgar a decadência ex vi legis independentemente de alegação da parte interessada, poderá pronunciá-la em qualquer estado da causa, quando alegada pelo interessado.
O Juiz só poderá conhecer, ex officio, a decadência ex vi legis, pois sendo de ordem pública e de interesse social é irrenunciável.
Via de regra, aplicam-se à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição.
A decadência convencional poderá ser alegada pela parte interessada em qualquer grau de jurisdição, mas o magistrado não poderá suprir a alegação.
Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à decadência, ou não a alegarem oportunamente.
É correto afirmar que o prazo decadencial previsto em lei:
está sujeito às causas que impedem o seu decurso;
está sujeito às causas que suspendem o seu decurso;
uma vez transcorrido, deve ser conhecido de ofício pelo juiz.
Assinale a alternativa com os prazos corretos de prescrição constantes no Código Civil.
O locador terá prazo de dois anos para requerer em juízo a cobrança relativa aos aluguéis de prédios urbanos e rústicos.
Aquele que vencer em juízo terá cinco anos para cobrar do perdedor aquilo que despendeu com a ação judicial.
A vítima de um ato que fomente reparação civil terá quatro anos para requerer sua pretensão em juízo.
Quando a lei não fixar prazo prescricional, este ocorrerá em vinte anos.
O credor de dívidas constantes em instrumentos públicos e particulares terá três anos para fazer a cobrança em juízo.
Maurício e Odete celebraram, por instrumento particular em que se avençou tratarem-se de credores solidários, contrato de mútuo por meio do qual entregaram R$10.000,00 a Nilce. Esta se obrigou a devolver o montante em 1o de julho de 2007. Não cumprida a obrigação, Maurício protestou judicialmente Nilce, em 1º de julho de 2011, nos termos da lei processual civil. Como Nilce continuou inadimplente, Odete ajuizou ação em 4 de julho de 2015. A pretensão de Odete
está prescrita, pois a interrupção da prescrição nunca aproveita aos demais credores, ainda que solidários.
não está prescrita, pois a interrupção da prescrição aproveita ao credor solidário.
está prescrita, pois, embora a interrupção da prescrição aproveite ao credor solidário, transcorreu, do termo, o prazo prescricional de 3 anos, aplicável ao caso.
está prescrita, pois o protesto judicial, ainda que nos termos da lei processual civil, não interrompe a prescrição.
não está prescrita, pois a interrupção da prescrição sempre aproveita aos credores, solidários ou não.
É causa que impede a prescrição de ato jurídico:
quando é contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios.
o protesto cambial.
qualquer ato inequívoco extrajudicial que importe reconhecimento do direito pelo devedor.
apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores.
despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual.
Em relação à prescrição e decadência, assinale a alternativa correta.
A renúncia da prescrição só pode ser expressa, sem prejuízo de terceiro.
Os prazos da prescrição podem ser alterados por acordo das partes, por instrumento público.
Corre prescrição entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal.
A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.
Corre prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios.
Alessandra sofreu um ‘sequestro relâmpago’ e foi obrigada, sob coação moral irresistível, a realizar diversos saques de sua contacorrente e empréstimos em seu nome. Cessados os atos de coação, é correto afirmar que Alessandra terá 4 anos de prazo:
prescricional para alegar a nulidade relativa dos atos e negócios praticados sob coação;
decadencial para alegar a nulidade absoluta dos atos e negócios praticados sob coação;
decadencial para alegar a inexistência dos atos e negócios praticados sob coação;
prescricional para alegar a inexistência dos atos e negócios praticados sob coação;
decadencial para alegar a nulidade relativa dos atos e negócios praticados sob coação.
Pode o juiz, de ofício, reconhecer a ocorrência da prescrição e da decadência legal ou convencional.
Certo
Errado
José, quando tinha 16 anos e 1 mês, foi atropelado por Caio. Quatro anos e meio depois José ajuizou ação de reparação civil. A pretensão
não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, não fluiu contra José durante a incapacidade absoluta.
decaiu, pois o prazo aplicável ao caso, de 4 anos, fluiu contra José, tendo em vista que, em regra, não se aplicam à decadência as causas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição.
não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 5 anos, ainda não se ultimou, ainda que não se considere a incapacidade absoluta de José à época dos fatos.
prescreveu, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, fluiu contra José, que era relativamente incapaz à época do fato.
não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, não fluiu contra José durante a incapacidade relativa.
José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. Passados alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter indenização por dano moral. Esses pedidos sujeitam-se
a prazo decadencial e prescricional, respectivamente.
a prazo prescricional e decadencial, respectivamente.
a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial.
ambos a prazo decadencial.
ambos a prazo prescricional.
Em relação ao instituto da prescrição, é correto afirmar que
não correm prazos prescricionais contra os relativamente incapazes.
a apuração dos fatos perante o juízo criminal não impede, em regra, o curso da prescrição no âmbito civil.
ocorrendo uma causa interruptiva da prescrição, computa- se o prazo transcorrido antes da causa interruptiva, para fins de apuração do prazo prescricional.
quando a lei não houver fixado prazo menor, a prescrição ocorre em 20 (vinte) anos.
os prazos prescricionais não podem ser alterados por convenção entre as partes.