Questões de Concurso sobre Causas Excludentes da Ilicitude

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
432 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

A respeito das hipóteses de exclusão de ilicitude, constantes do Código Penal, é correto dizer que


A

no estado de necessidade, ainda que seja razoável exigir o sacrifício do direito que se visou salvaguardar, o agente restará isento de pena.


B

a legítima defesa é justificável para repelir injusta agressão a direito próprio ou a direito alheio.


C

o estado de necessidade é justificável apenas para salvaguarda de direito próprio, não englobando direito alheio.


D

quando o agente age em estado de necessidade, legítima defesa ou em estrito cumprimento do dever legal, incorre em crime, mas restará isento de pena, desde que não caracterizado o excesso, doloso ou culposo.


E

a legítima defesa específica aos agentes de segurança pública, prevista no parágrafo único do art. 25, do Código Penal, aplica-se apenas quando em causa vítima de crime de extorsão mediante sequestro.

São funções que a doutrina atribui ao consentimento do ofendido na área penal, EXCETO:


A

Elemento essencial do tipo.


B

Causa de exclusão da ilicitude.


C

Causa de extinção da punibilidade.


D

Causa de exclusão da tipicidade.

De acordo com o Código Penal, o chamado excesso punível poderá fazer com que o agente responda:


A

pelo excesso preterdoloso ou doloso, mas não culposo.


B

pelo excesso preterdoloso ou culposo, mas não doloso.


C

apenas pelo excesso culposo.


D

apenas pelo excesso doloso.


E

pelo excesso doloso ou culposo.

Teodora conheceu Daniel em um site de relacionamentos. Após 2 anos de relacionamento à distância, Teodora resolveu deixar o estado onde mora, São Paulo, para viver na Bahia, onde reside Daniel, seu grande amor.


Assim, Teodora embarcou em um avião rumo à Salvador. Após atraso do voo de 4 horas, Teodora desembarcou exausta em Salvador – BA, recolheu sua bagagem, retirou a identificação da mesma e foi tomar um café para aguardar a chegada de Daniel no aeroporto. Nesse momento, Maria estava na mesma lanchonete tomando café e aguardando o horário do início do check in para pegar seu voo com destino ao Rio de Janeiro. Ocorre que Maria se confundiu e pegou a mala de Teodora pensando ser a sua, pois as malas eram idênticas e ambas estavam sem identificação. Maria despachou a mala e embarcou para o Rio de Janeiro.


Nesse caso, pode-se afirmar que Maria agiu em


A

erro de tipo, uma vez que as malas eram idênticas e sem identificação. Maria pensou sinceramente que estava levando sua própria mala.


B

erro de proibição, uma vez que as malas eram idênticas e sem identificação. Maria pensou sinceramente que estava levando sua própria mala.


C

descriminante putativa, já que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.


D

erro de tipo, já que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.


E

erro de proibição, já que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.

“Ao cometer o crime, o autor erra sobre uma situação fática e imagina que está protegido por uma causa excludente que, se existisse, tornaria sua ação em lícita”. A assertiva se refere a erro de


A

proibição indireto.


B

proibição de terceiro.


C

tipo indireto.


D

tipo permissivo.


E

proibição direto.

Jorge, delegado de polícia, sacava dinheiro em uma agência bancária, ocasião em que foi abordado por Ronaldo que, fazendo uso de uma faca, anunciou o assalto, subtraiu o valor sacado por Jorge e fugiu do local com sua motocicleta. Jorge, armado de um revólver, o perseguiu, localizando-o cerca de duas horas após os fatos, há cinco quilômetros do local, quando então efetuou dois disparos contra Ronaldo que, ferido, caiu da motocicleta e morreu no local. Nesse caso, Jorge


A

praticou crime de homicídio doloso.


B

ficará isento de pena por ter agido em estrito cumprimento de um dever legal.


C

agiu em legítima defesa, mas deverá responder pelo excesso.


D

ficará isento de pena por inexigibilidade de conduta diversa.


E

estará acobertado pela excludente da legítima defesa.

Não comete crime, em virtude da exclusão da ilicitude da conduta, o sujeito que agiu em:


A

Concurso de pessoas.


B

Extinção da punibilidade.


C

Legítima defesa.


D

Estado de embriaguez voluntária.

André, verificando que sua esposa Francisca estava correndo risco de morte, invadiu, munido de faca, o posto de saúde local e de lá subtraiu ataduras, gazes e medicamentos. Configurada a ação típica, o juiz o absolveu por entender presente uma das causas excludentes de ilicitude, que é


A

a legítima defesa.


B

o estado de necessidade.


C

o consentimento do ofendido.


D

o exercício regular de direito.


E

o estrito cumprimento de dever legal.

O Código Penal Brasileiro define que não há crime quando o agente pratica o fato em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Contudo, é CORRETO afirmar que dentre as hipóteses descritas, o agente responderá pelo excesso culposo na indicada na alternativa:


A

Em estrito cumprimento de dever legal, apenas.


B

Todas as situações descritas pelo enunciado.


C

Estado de necessidade, apenas.


D

Legítima defesa, apenas.


E

Em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito, apenas.

Nina faz aula de balé à noite, há mais de 5 anos e costuma ir de bicicleta para as aulas. Em abril de 2022, após a aula, Nina pegou uma bicicleta, idêntica a sua, estacionada no mesmo local escuro, e, pensando que era a sua, foi embora pedalando para casa. Somente no dia seguinte, Nina percebeu que, na realidade, a bicicleta era de outra aluna, Maria.


Nesse caso, podemos afirmar que Nina incidiu em


A

erro de proibição, tendo em vista que errou quanto à elementar “coisa alheia” do crime de furto.


B

erro de tipo, visto que errou quanto à elementar “coisa alheia” do crime de furto.


C

erro de tipo, porque errou quanto à ilicitude do fato.


D

estado de necessidade.


E

estado de necessidade putativo.

Ainda no que se refere à Teoria do Crime, assinale a alternativa incorreta.


A

Se o fato é cometido sob coação irresistível, só é punível o autor da coação


B

O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço


C

Se o fato é cometido em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da ordem


D

Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente os meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem


E

Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo iminente, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, era razoável exigir-se

Beta estava em um ponto de ônibus, à noite, em local com pouca iluminação, quando sentiu uma pressão em suas costas causada por um indivíduo prestes a disparar contra si uma arma de fogo. Beta torceu o braço do indivíduo que portava a arma, a fim de salvaguardar a própria vida. Tal ato resultou em uma lesão corporal leve no “braço torcido”. Nessa situação, com relação à lesão corporal, é correto afirmar que Beta


A

praticou crime, mas será absolvido por uma causa de inimputabilidade.


B

praticou crime, mas não será punido tendo em vista uma escusa absolutória.


C

praticou crime, mas não será punido tendo em vista uma causa de exclusão da punibilidade.


D

não praticou crime, pois agiu amparado pela legítima defesa.


E

não praticou crime, tendo em vista uma causa de exclusão de culpabilidade.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, no seu art. 23, é considerada uma excludente da ilicitude, ter o agente praticado o fato:


A

Com dolo.


B

Em legítima defesa.


C

Para ocultar outro crime anterior.


D

No exercício irregular de um direito.

Acerca das normas dispostas no Código Penal, assinale a alternativa correta:


A

O erro sobre a ilicitude do fato, se evitável, isenta de pena.


B

Em caso de agente que age sob estado de necessidade, embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida pela metade.


C

Não há crime quando o agente pratica o fato em estrito cumprimento de dever legal, sendo, contudo, punível o excesso doloso ou culposo.


D

Aquele que tem o dever legal de enfrentar o perigo pode igualmente invocar o estado de necessidade.


E

Não há crime quando o agente pratica o fato em estrito cumprimento de dever legal, sendo, contudo, punível apenas o excesso doloso

Insatisfeito com sua remuneração e carga horária de trabalho como empregado da “empresa X”, Bernardo convence seus colegas de trabalho a iniciarem uma greve regular.


Na hipótese, ao ser questionado se é correto afirmar que Bernardo cometeu crime(s) de atentado contra a liberdade de trabalho, previsto(s) no art. 197, do CP, você deve responder, corretamente, que


A

não, Bernardo não cometeu crime de atentado contra a liberdade de trabalho, previsto no art. 197, do CP, uma vez que o tipo penal exige, para sua caracterização, o emprego de violência ou grave ameaça para forçar alguém a aderir ao movimento.


B

sim, Bernardo cometeu crime de atentado contra a liberdade de trabalho, previsto no art. 197, do CP, visto que, ao convencer seus pares, Bernardo violou a liberdade de trabalho de seus colegas.


C

não, Bernardo agiu em estado de necessidade, que é uma excludente da ilicitude, prevista no art. 23, I c/c art. 24, do CP.


D

não, Bernardo não cometeu crime de atentado contra a liberdade de trabalho, previsto no art. 197, do CP, uma vez que não logrou êxito em convencer seus pares a aderirem ao movimento de greve.


E

sim, Bernardo cometeu crimes de atentado contra a liberdade de trabalho, em concurso formal, nos termos do art. 197, na forma do art. 70, ambos do CP.

Sobre a previsão do parágrafo único do Art. 25 do Código Penal (legítima defesa de vítima mantida refém durante a prática de crimes), é correto afirmar que:


A

a abertura do preceito permite a extensão a outros agentes, como guardas civis municipais e integrantes do sistema prisional;


B

o raio de incidência da excludente não alcança contextos em que qualquer pessoa é mantida refém durante a prática de crimes;


C

apenas a privação de liberdade, e não a restrição, pode colocar a vítima em posição de refém e funcionar como elemento da excludente;


D

apenas a restrição de liberdade, e não a privação, pode colocar a vítima em posição de refém e funcionar como elemento da excludente;


E

a atuação defensiva pelo agente de segurança deverá ocorrer a qualquer tempo, ainda que a vítima esteja em local diferente de quem tolhe sua liberdade.

Em relação às excludentes de ilicitude, assinale a opção correta.


A

A legítima defesa sucessiva é a que se origina após a agressão inicial e excede a causa.


B

Os ofendículos são artefatos utilizados para defesa do bem jurídico e configuram estado de necessidade.


C

O Código Penal não admite a legítima defesa real recíproca.


D

Na legítima defesa, o excesso será punido apenas na modalidade dolosa.


E

Na legítima defesa putativa, o agente responderá pelo crime doloso na modalidade tentada.

No que se refere à exclusão da ilicitude, assinale a alternativa incorreta.


A

Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se


B

O agente, em meio ao estrito cumprimento do dever legal, haverá de responder pelo excesso doloso ou culposo


C

Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem


D

Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo


E

Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, é vedado, nesta hipótese, a redução de pena

Diferentemente do estado de necessidade em que o necessitado pode dirigir a sua conduta contra terceiro alheio ao fato, na legítima defesa o agredido deve dirigir o seu comportamento defensivo contra o agressor.


C

Certo


E

Errado

   
Gerar simulado