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Vanda, funcionária de uma empresa de segurança particular, recebe de seu chefe, Eric, ordem para levar uma arma de fogo a um dos seguranças que estava em serviço e havia esquecido o seu equipamento na empresa. Temendo ser demitida, apesar da inexistência de ameaça neste sentido, Vanda cumpre a ordem recebida, ciente da conduta criminosa que estaria perpetrando, mas no caminho é parada por policiais militares.
Considerando os fatos acima narrados, as condutas de ambos podem ser assim classificadas:
Vanda e Eric praticaram crime de transporte ilegal de arma de fogo, em concurso de pessoas;
Eric praticou crime de transporte ilegal de arma de fogo, enquanto Vanda ficará isenta de pena, por tratar-se de ordem não manifestamente ilegal;
Vanda responderá por transporte ilegal de arma de fogo, enquanto Eric ficará isento de pena, pois não praticou qualquer conduta;
Eric responderá por transporte ilegal de arma de fogo, enquanto Vanda terá a ilicitude de sua conduta afastada, por inexigibilidade de conduta diversa;
Eric responderá por transporte ilegal de arma de fogo, enquanto Vanda terá sua culpabilidade afastada, pois agiu em estrita obediência hierárquica.
Adolescente é detido após praticar um roubo em via pública. Na delegacia de polícia, ele não apresenta identificação e alega que é menor.
O delegado, nesse caso, deve encaminhar o adolescente ao:
órgão responsável pela identificação dactiloscópica;
Instituto Médico Legal, para a coleta de sangue e análise de DNA;
Instituto Médico Legal, para a radiografia dos punhos;
Instituto Médico Legal, para a radiologia da coluna vertebral e medida do ângulo de Cobb;
Instituto Médico Legal, para exame antropométrico.
Sobre o uso de tabelas no MS Word e no LibreOffice Writer, considere as afirmativas a seguir.
I. O Word permite que o conteúdo de uma célula seja uma tabela.
II. O Writer permite que o conteúdo de uma célula seja uma tabela.
III. O Writer permite inserir numa célula uma fórmula matemática que efetue cálculos a partir dos valores contidos em outras células.
IV. O Writer permite a inclusão de uma imagem numa célula.
O número de afirmativas corretas é:
zero;
uma;
duas;
três;
quatro.
A Lei nº 9.296/1996 (Lei de Interceptação Telefônica) disciplina o procedimento de interceptação telefônica, tratando-se de medida cautelar probatória.
A referida medida:
pode ser decretada pelo juiz, durante o inquérito, de ofício ou após representação da autoridade policial, por prazo indeterminado se o crime for de natureza hedionda;
não admite prorrogação, caso fixada pelo prazo inicial de quinze dias;
pode ser requerida e deferida diretamente pelo juiz com base exclusivamente em denúncia anônima;
pode ser deferida independentemente da espécie de sanção penal cominada ao crime investigado;
não será admitida quando a prova puder ser feita por outros meios disponíveis.
Um cadáver foi retirado da água após dois dias de desaparecimento.
No exame cadavérico, realizado no IML, foi descrita pelo perito a presença de “pés e mãos de lavadeira”, que representa:
sinal intravitam;
sinal de arrasto;
sinal de morte agônica;
afogamento em água doce;
sinal precursor de maceração.
Ao final do exercício de 2020 (texto 1), a despesa com seguros da frota de veículos apresentada na demonstração do resultado do exercício da Cia. Alfa deverá totalizar:
R$ 90.000,00;
R$ 45.000,00;
R$ 37.500,00;
R$ 7.500,00;
R$ 0,00.
João preparou uma planilha que contém, nas colunas F e G, uma lista de códigos e nomes correspondentes. Os códigos das células F6, F7 e F8 são M001, M010 e M999, respectivamente. Nas células G6, G7 e G8, os nomes são Pedro, João e Maria, respectivamente.
João deseja construir uma fórmula na célula A12 de modo que nesta seja exibido o nome correspondente ao código que tenha sido digitado na célula A11.
Essa fórmula deve ser:
=PROCH(A11;F6:F8;2;0)
=PROC(A11;F6:G8;2;0)
=PROC(F6:G8;2,A11)
=PROCV(A11;F6:G8;2;0)
=PROCV(F6:G8;2; A11;0)
Josué, garimpeiro, se utiliza de material tóxico para a lavra de ouro, causando, com isso, a mortandade de peixes em lagoa contígua à jazida explorada.
Nesse caso, quanto à tipificação como crime ambiental, o ato:
apenas será tipificado como crime caso a espécie de peixe atingida esteja no rol de animais com risco de extinção;
apenas será tipificado como crime caso a lagoa esteja inserida em unidade de conservação de proteção integral;
apenas será tipificado como crime caso praticada em local em que é vedada a lavra de ouro;
é tipificado como crime ambiental, sendo a pena agravada caso a mortandade tenha ocorrido em período de defeso à fauna;
é tipificado como crime ambiental, salvo se a mortandade ocorrer em espécie de peixe que não seja nativa da fauna do bioma atingido.
No Balanço Patrimonial, as contas do Ativo são organizadas em dois grandes grupos, de acordo com o prazo de realização destas no ciclo operacional da entidade.
Em geral, itens adquiridos para estoque com o objetivo de comercialização devem ser classificados como:
ativo circulante;
ativo realizável a longo prazo;
custo das mercadorias vendidas;
despesas antecipadas;
investimentos.
Auditor fiscal da Receita Federal lavrou auto de infração contra João, identificando fatos que configuram, em tese, crimes contra a ordem tributária. Decorrido o prazo para impugnação administrativa, sem a sua apresentação, a Receita Federal encaminhou ao Ministério Público representação fiscal para fins penais e publicou, em seu sítio eletrônico, informações sumárias sobre a representação, tais como o nome e o CPF do responsável e a tipificação do ilícito penal em tese cometido.
Diante desse cenário, é correto afirmar que:
não é vedada a divulgação de tais informações no sítio eletrônico da Receita Federal;
tais informações poderiam ser publicadas, desde que omitidos o nome e o CPF do contribuinte;
a divulgação pública de tais informações dependeria de autorização prévia do Poder Judiciário;
o encaminhamento de tais informações ao Ministério Público depende da existência de convênio entre o Fisco federal e o Ministério Público;
o sigilo fiscal do contribuinte impede que a autoridade fiscal dê publicidade a tais informações até que o processo penal seja instaurado.
De acordo com a doutrina, em que pese prevaleça no direito processual penal brasileiro o sistema acusatório, algumas características típicas do sistema inquisitório ainda são encontradas disciplinadas no Código de Processo Penal, em especial sobre o tema prova.
Em relação a tais aspectos, acerca do exame de corpo de delito, é correto afirmar que:
o laudo deverá ser produzido por dois peritos oficiais ou, caso não disponíveis, três pessoas idôneas com curso superior, de preferência na área relacionada;
a sua realização poderá ser suprida pela confissão do acusado, ainda que o crime deixe vestígio;
a prova testemunhal poderá suprir a falta do exame, caso este não seja possível por haverem desaparecido os vestígios;
o laudo deve ser produzido por perito isento, não admitindo a formulação de quesitos pelas partes;
o juiz, diante da natureza de prova pericial, ficará adstrito ao laudo, não podendo rejeitá-lo.
Diante do acúmulo de serviço em razão da grande demanda em sua competência originária e com o objetivo de conferir maior eficiência e celeridade em questões administrativas, o Delegado-Geral de Polícia Civil do Estado Alfa praticou ato administrativo delegando sua competência para a Secretaria Executiva de Polícia decidir recursos administrativos hierárquicos.
O mencionado ato de delegação é:
inválido, porque os atos previstos como de competência do Delegado-Geral não podem ser delegados, em respeito ao poder hierárquico;
inválido, porque a legislação proíbe expressamente a delegação de decisão de recursos administrativos;
lícito, porque a competência administrativa é imprescritível, improrrogável e irrenunciável;
lícito, porque a competência é delegável, exceto nos casos de competência exclusiva definida em lei;
lícito, porque a competência é delegável, exceto para a edição de atos normativos.
João, agente de Polícia Civil do Rio Grande do Norte estável, no exercício da função, praticou ato de insubordinação grave em serviço.
Consoante dispõe o Estatuto da Polícia Civil de regência, após regular processo administrativo disciplinar, João está sujeito à sanção disciplinar da:
advertência, cuja prescrição ocorre em dois anos, e é competente para aplicá-la o Governador do Estado;
suspensão, cuja prescrição ocorre em dois anos, e é competente para aplicá-la o Delegado-Geral da Polícia Civil;
demissão, cuja prescrição ocorre em cinco anos, e é competente para aplicá-la o Governador do Estado;
suspensão, cuja prescrição ocorre em cinco anos, e é competente para aplicá-la o Secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social;
exoneração, cuja prescrição ocorre em cinco anos, e é competente para aplicá-la o Secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social.
Ao final do primeiro ano de uso, o valor contábil do veículo adquirido pela Cia. Beta (texto 2) representa:
R$ 50.400,00;
R$ 48.000,00;
R$ 38.400,00;
R$ 12.000,00;
R$ 9.600,00.
Maria, 61 anos, primária e de bons antecedentes, é responsável pela criação de três netos com idades entre 10 e 16 anos. Em dificuldade financeira, aceita proposta de um vizinho para levar 1 kg de maconha da cidade de Natal, onde reside, para Mossoró, no mesmo Estado, recebendo um salário mínimo pelo serviço. Maria, porém, foi flagrada por policiais militares em abordagem de rotina quando transportava a droga em uma bolsa que estava no maleiro do ônibus intermunicipal por ela utilizado, admitindo a empreitada criminosa.
Diante desse quadro fático, o comportamento de Maria configura, de acordo com a jurisprudência dos Tribunais Superiores, crime de:
tráfico majorado pela infração ter sido praticada no interior de transporte público, não fazendo jus à forma privilegiada;
tráfico majorado pela infração ter sido praticada no interior de transporte público, reconhecida a forma privilegiada;
tráfico privilegiado sem causa de aumento, admitindo a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos;
tráfico privilegiado sem causa de aumento, não podendo a pena privativa de liberdade ser substituída por restritiva de direitos por ter natureza assemelhada aos crimes hediondos;
tráfico majorado em razão da intermunicipalidade do transporte, não sendo aplicável a causa de diminuição de pena decorrente do tráfico privilegiado.
As drogas, de modo geral, têm uma classificação de acordo com os seus princípios ativos e seus efeitos.
São substâncias psicolépticas somente:
anfetamina, ácido lisérgico e mescalina;
anfetamina, álcool etílico e psilocibina;
maconha, anfetamina e álcool etílico;
barbitúrico, anfetamina e opiáceo;
barbitúrico, álcool etílico e benzodiazepínico.
Relativamente à prova pericial, é correto afirmar que:
o juiz ficará vinculado às conclusões do laudo pericial;
o exame de corpo de delito será feito exclusivamente em dias úteis;
se houver divergência entre os peritos, prevalecerá a opinião do perito mais antigo na carreira, descartando-se as declarações e respostas do perito mais novo na carreira;
não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova pericial estará irremediavelmente prejudicada e nenhuma outra modalidade de prova poderá suprir-lhe a falta;
em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor.
O governador do Estado solicitou à sua assessoria que priorizasse, na proposta orçamentária para o próximo exercício financeiro, as áreas de atuação afetas à seguridade social.
A assessoria, corretamente, priorizou as áreas de:
saúde, educação, previdência social, segurança pública e assistência social;
saúde, educação, segurança pública e assistência social;
saúde, educação, previdência social e segurança pública;
saúde, previdência social e assistência social;
segurança pública.
Saulo se desentendeu, na fila do caixa de um supermercado, com outra consumidora, Viviane, que estava no 8º mês de gestação, e lhe desferiu um fortíssimo soco no rosto. Em razão do golpe, Viviane perdeu o equilíbrio e caiu com a barriga no chão. Ao ser levada ao hospital, foi constatado que Viviane apresentava lesão leve na face, mas que havia perdido o bebê em decorrência da queda.
Considerando o estado gravídico evidente de Viviane, a conduta praticada por Saulo configura o crime de:
lesão corporal seguida de morte;
lesão corporal qualificada pelo aborto;
aborto na modalidade dolo eventual, apenas;
aborto culposo, ficando a lesão corporal absorvida;
lesão corporal leve em concurso formal com aborto na forma culposa.
No processo de interpretação constitucional, a pré-compreensão do intérprete não pode ocupar uma posição hegemônica e incontrastável, de modo a tornar esse processo uma encenação que busque tão somente justificar conclusões prévias, indiferentes aos limites do texto constitucional, aos aspectos circunstanciais e às exigências de ordem metódica.
Na interpretação constitucional, a narrativa acima se mostra:
errada, pois a pré-compreensão não pode ser utilizada na interpretação constitucional, sob pena de consagrar o subjetivismo em detrimento do caráter objetivo da norma;
correta, pois o conhecimento adquirido pelo intérprete é apenas condição de desenvolvimento da compreensão, que resulta na atribuição de significado ao texto;
correta, pois a interpretação evidencia uma total separação entre o sujeito cognoscente e o objeto cognoscido, de modo que a compreensão é da alçada do legislador;
errada, pois o intérprete, em sua atividade intelectiva, deve se limitar a conhecer o sentido imanente ao texto, não participando da construção do significado;
contraditória, pois a pré-compreensão e a compreensão apresentam uma relação de sobreposição, não ocupando planos sucessivos.