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Uma menina de 2 anos, peso atual = 8 kg, com desnutrição grave, já passou por todas as etapas da fase de estabilização (fase I) do tratamento da desnutrição e está pronta para a fase de reabilitação (fase II). Já tendo passado pela transição gradual da dieta da fase I para fase II, a recomendação de energia e proteína é de:
1200 kcal/dia e 12 g de proteína/dia.
1600 kcal/dia e 36 g de proteína/dia.
800 kcal/dia e 32 g de proteína/dia.
800 kcal/dia e 32 g de proteína/dia.
640 kcal/dia e 12 g de proteína/dia.
No que se refere à alimentação saudável para crianças menores de dois anos de idade (Ministério da Saúde, 2013), assinale a alternativa correta.
Os alimentos complementares, especialmente preparados para a criança no início da alimentação complementar, são chamados alimentos de transição. A partir dos oito meses de idade, a criança já pode receber os alimentos da forma como são preparados para a família.
Com a introdução dos alimentos complementares, é importante que a criança receba água nos intervalos, exceto quando ela continua a mamar no peito.
A partir dos seis meses de idade, as necessidades nutricionais da criança já não são mais atendidas só com o leite materno. Portanto, a introdução das refeições deve substituir as mamadas no peito em todos os horários.
No início da introdução dos alimentos, a quantidade que a criança ingere pode ser pequena. Após a refeição, se a criança demonstrar sinais de fome, poderá ser amamentada.
A utilização do liquidificador e da peneira só está indicada no início da alimentação complementar para os alimentos de transição, a fim de estimular o ato da mastigação.
O primeiro diagnóstico nutricional da criança é baseado no peso ao nascer. Assinale a opção que indica, respectivamente, a classificação da criança com baixo peso ao nascer e a da criança com muito baixo peso ao nascer.
< 2.500 gramas e < 1.500 gramas.
< 2.700 gramas e < 2.000 gramas.
< 2.500 gramas e < 2.000 gramas.
< 2.700 gramas e < 1.000 gramas.
< 2.800 gramas e < 1.500 gramas.
Na infância, o sistema imunológico, a pele e o trato gastrointestinal são os tecidos que têm a maior taxa de síntese proteica que é dependente de inúmeras enzimas que contém o seguinte mineral:
sódio.
potássio.
zinco.
magnésio.
Em relação aos critérios baseados nos índices P/I, P/E, IMC/I e E/I, adotados pelo Ministério da Saúde para acompanhamento do crescimento infantil, assinale a opção correta.
O melhor índice para avaliar se um adolescente está com peso elevado para a idade é o índice P/I.
Uma criança classificada com E/I acima do percentil 99,9 pode corresponder a um caso de desordem endócrina e de ocorrência de tumor.
Uma criança classificada com P/I no percentil 5 apresenta peso muito baixo para a idade.
Uma criança classificada com P/E no percentil 70 apresenta peso elevado para a estatura.
Uma criança portadora de emaciação, com baixo índice P/E, não implica associação com um processo patológico.
Paciente de três anos apresenta quadro de vômitos associados a várias evacuações por dia, com fezes semilíquidas, características de intolerância alimentar. Como conduta nutricional imediata nesse caso, deve-se orientar o seguinte:
dieta com alto teor calórico à base de carboidratos complexos para repor os depósitos corporais.
aumento do consumo de líquidos, preferencialmente sucos de frutas, como laranja, melancia, melão e abacaxi, para evitar a perda de eletrólitos.
consumo de alimentos folhosos, preferencialmente crus, como agrião, espinafre, acelga, couve-flor e brócolis, para reposição de minerais.
dieta com alto teor proteico-calórico para evitar quadros como anemia e perda de massa muscular.
Como prática saudável para ser adotadas com as crianças, à reeducação alimentar motivada por uma ação escolar, deve:
Ser restritiva e, como é para o benefício da criança, independente da aceitação da família.
Começar pela criança a partir do consumo de folhas e verduras. Já os professores não precisam recorrer a mesma prática adotada pelas crianças.
Possibilitar a variação dos ingredientes, porém, levando em conta as necessidades específicas como o caso de quem apresenta diabetes e excesso de peso.
Possibilitar a ingestão de fruta e verdura crua, visto que, com este tipo de alimento jamais ocorrerá a intoxicação alimentar
No plano alimentar de criança s diabéticas sem outras alterações funcionais
deve ser incluída suplementação de vitaminas e minerais, principalmente de magnésio.
a quantidade de carboidratos ofertada deve ser inferior à de crianças saudáveis.
o total de gordura saturada ofertada pode ser de até 15% das calorias fornecidas.
as recomendações energéticas não diferem das estabelecidas para crianças não diabéticas.
recomenda-se que o total de colesterol fique em torno de 400 mg/dia.
A formação de hábitos alimentares processa-se de modo gradual, principalmente durante a primeira infância. O Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos, do Ministério da Saúde, faz a seguinte recomendação:
oferecer leite materno nos primeiros quatro meses de vida e, a partir dessa idade, complementar o leite humano até os vinte e dois meses de vida, ofertando frutas, verduras e cereais.
oferecer alimentação complementar de acordo com os horários de alimentação definidos pelos cuidadores, em intervalos regulares.
oferecer, nos primeiros anos de vida, com moderação, açúcar, enlatados, legumes, produtos panificados e guloseimas.
oferecer alimentação complementar, que deve ser espessa desde o início, e de colher, começando com consistência pastosa e, gradualmente, aumentando a consistência até chegar à alimentação da família.
Diante da recusa de ingestão de um determinado alimento por uma criança em transição para alimentação familiar a atitude recomendada é:
oferecer recompensas para estimular a aceitação
respeitar e não oferecer mais esse alimento
forçar a ingestão mesmo contrário à aceitação da criança
respeitar e tentar oferecer em outra ocasião
Compõem os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos, recomendados pelo Ministério da Saúde, 2010, EXCETO:
Após 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) duas a quatro vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno.
Oferecer alimentação complementar de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança.
Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.
Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
Menino de 06 anos apresenta peso de 13,1 kg e altura de 107 cm. Preencha o gráfico de IMC/por idade. A criança apresenta

baixo peso para a idade (desnutrição moderada). A segunda fase do tratamento (Fase de Acompanhamento) é a etapa na qual a necessidade energética é a mais elevada.
magreza acentuada (desnutrição moderada). A segunda fase do tratamento (Fase de Reabilitação) é a etapa na qual a recomendação de energia varia de 150 a 220 kcal/kg/dia.
magreza acentuada (desnutrição grave). Na primeira fase do tratamento (Fase de Estabilização) a criança não deverá receber dieta hipercalórica.
magreza (desnutrição moderada). A segunda fase do tratamento (Fase de Reabilitação) é a etapa na qual a recomendação de energia varia de 80 a 100 kcal/kg/dia.
A deficiência de vitamina A é considerada como uma das mais importantes deficiências nutricionais do mundo subdesenvolvido, sendo responsável por uma série de problemas de saúde. Com o propósito de reduzir a incidência de hipovitaminose A no Brasil, o Ministério da Saúde criou o “Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A” que visa, em crianças entre 6 e 11 meses, à suplementação dessa vitamina, a cada seis meses, na quantidade de
50.000 UI.
100.000 UI.
200.000 UI.
250.000 UI.
Em pediatria, a nutrição sempre teve importância. Crianças que por alguma razão não possam receber o leite materno, devem receber fórmulas semelhantes à do leite materno. As dietas para terapia nutricional enteral em pediatria podem ser classificadas em grupos distintos. NÃO corresponde a um destes grupos, as dietas
imunomoduladoras que podem oferecer características imunológicas.
para pacientes com problemas absortivos, nas quais os nutrientes serão fornecidos com menor complexidade, denominada fórmula semielementar.
para pacientes sem problemas absortivo-poliméricos.
especializadas: nefropatias, hepatopatias, intolerância à lactose, regurgitação e erros inatos de metabolismo.
para pacientes com problemas absortivos, onde os nutrientes são oferecidos na sua forma elementar.
O Diabetes mellitus na infância requer muito cuidado e monitoramento. Desta forma, o objetivo principal da dietoterapia neste contexto é:
manter os níveis de glicose mais próximos do ideal por meio de dieta adequada.
evitar a cetoacidose diabética, comum nesta patologia, principalmente na infância.
adequar o crescimento e desenvolvimento puberal a fim de preservar a normalidade.
controlar a proteinúria abaixo de 500 mg/dl, evitando a progressão da doença.
A intervenção nutricional direcionada às pessoas com Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) aponta a importância de integrar insulina, alimentação e atividade física, reforçando o ajuste da terapia insulínica ao plano alimentar individualizado como chave para o adequado controle metabólico. O plano alimentar de uma criança com DM1 deve conter
frutose, ao invés de sacarose, para evitar picos glicêmicos e insulinêmicos.
carboidratos, no máximo 40% do valor energético total da dieta, a fim de evitar sobrecarga metabólica.
proteínas de alto valor biológico, em torno de 20% a 25% do valor energético total da dieta, para suprir as necessidades proteicas.
fibra alimentar, pois ela auxilia na manutenção do controle glicêmico.
A diarreia aguda é uma doença caracterizada pela perda de água e eletrólitos, que resulta em aumento do volume e da frequência das evacuações, podendo durar até 14 dias. Alguns cuidados devem ser tomados quando se trata de público pediátrico, sendo recomendado:
ofertar solução de reidratação oral exclusiva (SRO) por 48h, com suspensão da alimentação oral durante este período.
ofertar SRO após cada episódio de evacuações liquidas em caso de sinais de desidratação.
manter a alimentação habitual da criança associada à SRO após cada episódio de fezes líquidas, caso haja ausência de sinais de desidratação.
manter dieta habitual, porém suspender leite e derivados da dieta, em quaisquer contextos de diarreia aguda.
A redução da mortalidade neonatal foi assumida como uma das metas para a redução das desigualdades regionais no país em 2009, sob a coordenação do Ministério da Saúde. De acordo com a cartilha “Cuidados com o recém-nascido pré-termo”, as necessidades calóricas e proteicas por dia, via nutrição parenteral, do recém-nascido pré-termo com peso menor que 1.000 g são de
80 a 100 kcal e de 1,5 a 2,0 g.
90 a 100 kcal e de 2,5 a 3,5 g.
110 a 130 kcal e de 3,0 a 3,8 g.
130 a 150 kcal e de 2,5 a 3,0 g.
A obesidade e suas comorbidades têm tido rápido crescimento no publico infantil, requerendo importantes medidas de controle, sendo necessário intervenção precoce. Assim,
a restrição à quantidade de calorias é o principal indicador para o risco cardiovascular.
o uso de edulcorantes deve ser encorajado na criança obesa a fim de favorecer o ganho de peso.
o teor de lipídios da dieta da criança obesa que apresente dislipidemia deve ser inferior a 25%.
a dieta deve ser hiperproteica para atender a melhor resposta à perda ponderal e crescimento.
A prescrição dietética da criança enferma tem a peculiaridade de ser orientada por dois diferentes profissionais: pediatra e nutricionista. Diante do exposto, é correto afirmar que
de acordo com a lei de regulamentação da profissão de nutricionista de 1991, o nutricionista está subordinado à prescrição dietética médica.
nas patologias graves, o estado nutricional não é determinante como fator prognóstico.
os mecanismos fisiológicos da criança, inclusive o sistema imunitário, não têm que ser atendidos sob o aspecto nutricional.
um dos aspectos de mudança alimentar na prescrição médica é a correção das distorções do hábito intestinal.
o pediatra preocupa-se mais com a história alimentar do paciente, enquanto o nutricionista está primordialmente voltado para exames laboratoriais e medicações.