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A criança e o adolescente oncológico em situação crítica estão em constante risco nutricional devido à baixa ingestão, perda ou metabolismo aumentado. Dessa forma, as recomendações nutricionais devem contribuir para a melhora da resposta metabólica, balanço nitrogenado e modulação da resposta inflamatória. Com base no texto, é correto afirmar que:
a indicação de proteínas para crianças (neonatos até dois anos) é de 1,0 a 1,5 g/kg/dia.
pacientes com ingestão por via oral insuficiente (<60% das necessidades) dentro de três dias, indica-se terapia nutricional enteral.
a resposta normal ao jejum resulta na utilização de glicogênio hepático; quando esta reserva se esgota, ocorre lipólise, e posterior mobilização de músculo esquelético.
as citocinas influenciam a produção de proteínas de fase aguda, entre elas a proteína C reativa, que representa um dos indicadores de risco nutricional.
as necessidades hídricas são indicadas de acordo com a gravidade da doença.
Leia o texto a seguir e complete a lacuna adequadamente.
A dieta _______________ pode ser utilizada no tratamento de todos os tipos de convulsões em crianças com epilepsia intratável cujas terapias com medicamentos falharam. O termo que preenche a lacuna CORRETAMENTE é:
cetogênica
mediterrânea
hipolipídica
vegetariana
sem glúten.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose (2017), da Sociedade Brasileira de Cardiologia, traz recomendações importantes quanto ao tratamento de crianças e adolescentes com dislipidemias. Segundo este documento,
em crianças com hipercolesterolemia, o tratamento dietético nutricional deve seguir os mesmos parâmetros estabelecidos para adultos.
nas crianças com altos níveis de LDL, recomenda-se a redução da ingestão de todos os tipos de gordura e aumento da ingestão de alimentos ricos em ômega 3.
nos recém-nascidos com hipercolesterolemia grave, é necessário fazer uso de fórmulas pobres em gordura, enriquecidas com ômega 3 e triglicerídeos de cadeia média.
em crianças ou adolescentes com dislipidemia, é desaconselhada a prescrição de dieta pobre em lipídios, pelo risco de comprometimento do crescimento ou do desenvolvimento.
O acompanhamento nutricional das crianças com excesso de peso visa à manutenção do crescimento e da saúde da criança com ênfase na construção de hábitos saudáveis. Em relação ao acompanhamento nutricional na criança com excesso de peso corporal, é INCORRETO afirmar
Crianças de 2 a 7 anos com IMC percentil maior ou igual a 95, mesmo apresentando complicações, não devem receber intervenção para perda de peso, pois nessa fase os hábitos alimentares estão sendo formados.
Deve-se evitar o consumo excessivo de farinhas, açúcar, sal, óleos e alimentos industrializados, uma vez que a utilização de farinhas com o leite, quando ocorre precocemente, além de precipitar o desmame, introduz desnecessariamente uma prática capaz de contribuir para o excesso alimentar.
Crianças maiores de 7 anos com IMC percentil maior ou igual a 95 sem ou com complicações devem receber intervenção para perda de peso.
O conceito da criança "gordinha" como sinônimo de saúde deve ser reconstruído por meio de um processo educativo compartilhado entre profissionais de Saúde e a família, no sentido de sensibilizar para a necessidade de um acompanhamento nutricional, estimulando a formação de práticas alimentares saudáveis.
Nas crianças acima de 2 anos que receberão intervenção para perda de peso, essa perda deve ser acompanhada para não interferir no crescimento.
Em uma consulta na Unidade de Saúde da Família, a mãe traz um bebê de 12 semanas que nasceu de uma gestação de 32 semanas. Quantas semanas de vida devem ser consideradas na avaliação nutricional dessa criança, conforme as curvas de crescimento da OMS?
12
10
4
81
6
“A taxa de crescimento diminui consideravelmente após o primeiro ano de vida. Da mesma forma, o comprimento ao nascer aumenta em 50% no primeiro ano, mas não dobra até aproximadamente a idade de quatro anos.”
MAHAN, L. Kathleen; STUMP, Sylvia Escott; RAYMOND, Janice. Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Mundial Editora, 2012.
Portanto, nos primeiros 12 meses de vida, o número de vezes que o peso do nascimento de uma criança tende aumentar é:
4 vezes.
3,5 vezes.
2 vezes.
3 vezes.
Qual das alternativas abaixo NÃO é uma conduta aceita em caso de diarreia aguda em crianças?
Diluir o leite habitualmente consumido para evitar o estímulo ao peristaltismo.
Incentivar o consumo de alimentos ricos em carotenoides, como vegetais amarelos e alaranjados, pois a vitamina A está relacionada à melhor resposta do sistema imunológico.
Incentivar o consumo de carnes e vísceras, que são boas fontes de zinco e estimulam a imunidade.
Evitar alimentos com elevado teor de teor de açúcar, como refrigerantes, por exemplo.
Evitar uso de chás que tenham efeito diurético.
A prevalência de excesso de peso na infância vem aumentando de forma acentuada mundialmente, impactando em curto e longo prazos na saúde pública. No Brasil, o excesso de peso também está aumentando em todas as fases de vida, independente das classes sociais. De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), no ano de 2014, a prevalência de crianças menores de cinco anos com sobrepeso e obesidade era de 7,9 e 7,3%, respectivamente. Com relação aos fatores de risco para o excesso de peso infantil, analise as afirmações a seguir.
I. Ausência de aleitamento materno. Inatividade física. Hábitos alimentares da família.
II. Hábitos alimentares dos cuidadores. Exposição à propaganda de alimentos.
III. Sobrepeso ou obesidade dos pais. Desmame precoce. Alimentação da família.
IV. Introdução da alimentação complementar tardia. Comer assistindo à TV.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
Em relação ao diagnóstico da HAS em crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.
A medida da pressão arterial a partir do primeiro ano de vida, pelo menos anualmente, é considerada parte do atendimento pediátrico primário para esse grupo.
Os valores da pressão arterial obtidos em crianças e adolescentes levam em consideração a idade e independem do sexo e da altura.
Entre as crianças não são observados “hipertensão de consultório” e “efeito do avental branco”.
O mapa representa uma estratégia útil para avaliação da hipertensão arterial nesse grupo etário.
A hipertensão arterial nessa população é definida como pressão igual ou maior ao percentil 95 de distribuição da pressão arterial.
Com relação à correção das deficiências de micronutrientes em crianças com desnutrição grave em nível hospitalar, é correto afirmar que:
O ferro deve ser administrado na primeira semana de tratamento, independente da presença de processo infeccioso.
O ferro só deve ser iniciado quando a infecção for afastada e a criança iniciar o processo de ganho ponderal.
A suplementação de polivitamínicos deve ser similar à ofertada para crianças eutróficas.
A suplementação de zinco deve ser feita com acetato de zinco 3mg/Kg em dias alternados.
A reposição de micronutrientes é fundamental na terapia nutricional da criança desnutrida grave. Na fase aguda da infecção, na qual ocorrem mudanças no metabolismo proteico, com favorecimento da síntese de proteínas de fase aguda, qual é o nutriente que deve ser excluído?
Ácido fólico.
Cobre.
Ferro.
Zinco.
O glúten, em particular, apresenta função de armazenamento e caracteriza-se por um complexo proteico de glutelinas e gliadinas encontradas majoritariamente no endosperma do trigo, mas também em outros cereais, tais como centeio e cevada.
Certo
Errado
O fígado desempenha papel central em quase todos os processos metabólicos do organismo. Sobre consequências metabólicas dos nutrientes na insuficiência hepática aguda em Pediatria, é correto afirmar que:
verifica-se hipoglicemia, em virtude da hiperinsulinemia decorrente do menor clearance hepático de insulina e/ou de síntese pancreática.
a persistência de níveis elevados de insulina leva, progressivamente, a diminuição da resistência periférica a insulina.
a redução do Clearance hepático de glucagon e sua maior produção pelo pâncreas resultam em hipoglucagonemia e baixos índices de glucagon/insulina.
os ácidos graxos absorvidos podem sofrer beta-oxidação e não serem convertidos em acetil-CoA para produção de energia.
na insuficiência hepática, geralmente há aumento da síntese protéica e diminuição do catabolismo muscular.
Entende-se por pirâmide alimentar:
Um método utilizado para obter uma alimentação abundante, que apresente apenas alguns tipos de nutrientes necessários para o crescimento controlado da criança.
Um método utilizado para obter uma alimentação equilibrada, que apresente todos os tipos de nutrientes necessários para a promoção da saúde e desenvolvimento da criança.
Um método utilizado para obter uma alimentação escassa, que apresente poucos tipos de nutrientes necessários para a criança.
Um método utilizado para obter uma alimentação gordurosa, que apresente todos os tipos de alimentos calóricos necessários para o aumento de peso das crianças.
“Os Dez Passos da Alimentação Saudável para Crianças Menores de Dois Anos”, preconizados pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, sugerem:
introduzir a gema do ovo, a partir dos seis meses, evitando-se a clara devido ao seu maior risco de alergenicidade.
oferecer carne à criança, desde a primeira papa principal, juntamente com cereais, tubérculos, leguminosas e hortaliças.
oferecer alimentos complementares três vezes ao dia se a criança estiver desmamada e cinco vezes ao dia, se estiver recebendo leite materno.
introduzir o consumo do açúcar na alimentação da criança após os dois anos de idade.
O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença frequente entre crianças e adolescentes. As características próprias dessa faixa etária levaram a discussões no meio científico que proporcionaram a elaboração da seguinte conclusão:
as necessidades nutricionais de crianças e adolescentes com Diabetes mellitus tipo 1 são similares às de outros indivíduos da mesma idade.
apesar da difusão da utilização do método de contagem de carboidratos, as sociedades de diabetes desaconselham seu uso como estratégia nutricional para adolescentes.
o objetivo prioritário da conduta nutricional para essa faixa etária é o controle glicêmico, seguido de manutenção do crescimento e desenvolvimento.
em crianças, o controle dietético deve ser estrito a fim de evitar a hiperglicemia, por esta causar danos mais graves que a hipoglicemia.
A combinação de baixo peso na infância, deficiências de micronutrientes (ferro, vitamina A e zinco) e amamentação abaixo do ideal responde por 7% das mortes e 10% do volume total de doenças. Acerca da deficiência de vitamina A, é CORRETO afirmar:
A DVA é um grave problema de saúde pública, sua prevalência é particularmente alta em regiões como a Ásia, África e América Latina e o Brasil foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela OPAS como área de carência subclínica leve.
A reduzida ingestão de lipídios (que aumentam a biodisponibilidade da vitamina e provitamina A), alta prevalência de infecções, falta de saneamento ambiental e de água tratada, condições socioeconômicas desfavoráveis e tabus alimentares que aumentam a demanda ou interferem na ingestão e metabolização da vitamina A pelo organismo são os principais fatores etiológicos da DVA.
Episódios de infecções graves ou prolongados podem afetar os estoques hepáticos de vitamina A, devido à redução da ingestão alimentar, diminuição da absorção, aumento da utilização biológica e excreção urinária anômala de retinol sérico.
As evidências apontam para efeitos positivos da suplementação de vitamina A na redução do risco geral de morte e mortalidade relacionada à diarreia, ao sarampo e à doença respiratória.
A desnutrição energético-proteica resulta da deficiência funcional de vitamina A; Os sinais clínicos de xeroftalmia ocorrem quando as reservas hepáticas de vitamina A forem exauridas.
No que se refere às orientações que devem ser transmitidas aos pais ou responsáveis da criança, visando à formação de bons hábitos alimentares, marque a opção CORRETA.
Para estimular o aspecto sensorial da alimentação, variar os tipos de alimentos, modo de preparo e apresentação das refeições.
Para estimular a aceitação das refeições de sal, oferecer sobremesa como recompensa, mas não retirá-la como punição, para evitar supervalorização do alimento.
A criança não deve se alimentar sozinha e nem controlar seu consumo alimentar, especialmente, no que diz respeito ao tamanho da refeição.
Não forçar a criança e nem castigá-la, no caso de recusa alimentar, porém, pode premiar caso aceite bem preparações novas.
Pode utilizar brinquedos ou assistir TV para estimulá-la a se alimentar melhor.
Segundo ACCIOLY, SAUNDERS e LACERDA, sobre a nutrição nas diarreias agudas na infância, é CORRETO afirmar que:
A diarreia aguda caracteriza-se pela eliminação de fezes líquidas, três ou mais vezes ao dia. Para crianças que não apresentam sinais de desidratação deve-se suspender o aleitamento materno e substituí-lo pela oferta de solução contendo sais de reidratação oral, até a redução da frequência das eliminações líquidas.
A diarreia aguda caracteriza-se pela duração de até 14 dias. Para crianças que apresentam sinais de desidratação deve-se suspender a alimentação da criança e ofertar uma solução contendo sais de reidratação oral, oferecendo em pequenos goles usando copo ou colher.
O volume de fluidos perdidos nas fezes pode variar entre 5mL/kg/dia até cerca de 200mL/kg/dia. Para crianças que não apresentam sinais de desidratação deve-se manter a alimentação habitual da criança.
A diarreia aguda caracteriza-se pela duração de até sete dias. Para crianças que não apresentam sinais de desidratação deve-se manter o aleitamento materno e ofertar, concomitantemente, uma solução contendo os sais de reidratação oral.
Segundo o Ministério da Saúde, a paralisia cerebral descreve um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e postura, atribuído a um distúrbio não progressivo, que ocorre durante o desenvolvimento do cérebro fetal ou infantil, podendo contribuir para limitações no perfil de funcionalidade da pessoa. Quanto aos aspectos relacionados à nutrição na ocorrência de paralisia cerebral em crianças, assinale a alternativa INCORRETA.
Estima-se que 19% a 99% das pessoas com paralisia cerebral tenham dificuldades para se alimentarem em diversos graus de comprometimento, os quais estão intimamente ligados ao grau de comprometimento motor.
Mesmo quando adequadamente nutridas, crianças com paralisia cerebral são menores que as crianças que não têm deficiência.
Os fatores que conferem menor crescimento linear e corpóreo às crianças com paralisia cerebral parecem atuar de maneira sinérgica para afetar o crescimento em cada uma de suas dimensões, incluindo diminuição do crescimento no linear, ganho de peso e alterações na composição corporal, como o decréscimo na massa muscular, massa gordurosa e densidade óssea.
Atingir índices antropométricos de peso e altura definidos em populações gerais deve constituir metas ideais, quando tratamos de saúde e crescimento de crianças com paralisia cerebral.
A utilização da prega cutânea tricipital ou subescapular são medidas antropométricas adequadas e que podem ser comparadas com curvas de referência para crianças saudáveis.