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Três anos após a concessão de licença para construir, a Administração passa a entender que o ato concessivo da licença foi praticado por autoridade incompetente. A Administração deve:
proceder à anulação do ato, por vício de competência, observado o contraditório e a ampla defesa;
proceder à convalidação do ato, mediante ratificação pela autoridade competente, em homenagem à segurança jurídica e à boa-fé do administrado;
manter o ato em vigor, tendo em vista a decadência administrativa;
proceder à revogação do ato, por razões de conveniência e oportunidade;
proceder à cassação do ato, por superveniente desaparecimento dos seus requisitos legais.
Assinale a opção correta com referência à disciplina dos atos administrativos.
No que se refere à exequibilidade, define-se ato administrativo pendente como o que não está apto a produzir efeitos jurídicos, por não ter completado seu ciclo de formação, tal como ocorre quando lhe falta a devida publicação, na hipótese de ser esta exigida por lei.
De acordo com a doutrina, embora o impedimento constitua hipótese de incapacidade do sujeito para a prática do ato administrativo, a atuação dele no processo administrativo configura vício passível de convalidação.
Segundo a doutrina, o ato administrativo consumado pode ser objeto de plena impugnação na via administrativa e judicial, apesar de já exauridos os seus efeitos.
No que diz respeito aos efeitos dos atos administrativos, a homologação configura ato constitutivo por meio do qual a administração cria, modifica ou extingue direito ou situação do administrado.
A autoexecutoriedade constitui atributo presente em todos os atos administrativos.
Consoante a jurisprudência dominante do STF, é INCORRETO afirmar:
Se o ato administrativo regulamentar normativo ofender diretamente a Constituição da República, sem que haja lei a que deva se subordinar, poderá sofrer controle de constitucionalidade através da ação direta de inconstitucionalidade.
Em homenagem ao princípio da segurança jurídica, pode ser convalidado ato administrativo de transposição de carreira, embora baseado em lei inconstitucional, em virtude de já se ter consolidado a situação jurídica do destinatário da norma.
É inconstitucional a cobrança de taxa para a extração administrativa de certidões que visem à defesa de direitos e ao esclarecimento de interesses pessoais do requerente, pois violadora do princípio da publicidade.
A Resolução n. 7 do CNJ, que veda a prática do nepotismo, com fundamento no princípio da moralidade, é aplicável apenas ao Poder Judiciário, sendo necessária lei formal para coibir a prática no âmbito dos demais Poderes.
A criação de milhares de cargos em comissão por estado-membro, comparada com a pequena quantidade de cargos de provimento efetivo, é inconstitucional, por violar os princípios da proporcionalidade e da moralidade administrativa.
A convalidação dos atos administrativos é
sempre possível, independentemente do vício de origem.
obrigatória quando a nulidade é sanável, operando seus efeitos apenas a partir da prática do ato saneador.
possível em relação a atos praticados com vício de conteúdo, porém não com vício de motivação.
possível apenas em relação a atos praticados com vício de finalidade ou motivação.
possível em relação a atos praticados com vício de competência, exceto quando o ato for de competência privativa de autoridade diversa da que o praticou.
Quanto aos atos administrativos, pode-se dizer que
A convalidação pressupõe a nulidade do ato administrativo.
A revogação é forma de nulidade do ato administrativo.
A revogação do ato administrativo opera efeitos “ex tunc”.
A nulidade do ato administrativo opera efeitos “ex nunc”.
O ato administrativo pode ser anulado tanto pelo Judiciário quanto pela Administração Pública.
Sobre ato administrativo, assinale a alternativa correta.
Os atos discricionários não vinculam o seu agente aos motivos para sua expedição, mesmo que sejam estes declarados, já que nessa espécie de ato administrativo não se exige expressa motivação.
A destruição de bens impróprios ao consumo e a demolição de obra que apresenta risco de iminente desabamento independem de ajuizamento de ação judicial, decorrendo especificamente do atributo do ato administrativo intitulado “finalidade pública”.
Atos compostos são aqueles cuja vontade final da Administração exige a intervenção de agentes ou órgãos diversos, havendo certa autonomia, ou conteúdo próprio, em cada uma das manifestações. Exemplo deste ato é a investidura do Ministro do Supremo Tribunal Federal, que se inicia com a escolha do Presidente da República e passa pela aferição do Senado Federal.
Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízos a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria administração.
A cassação é o instrumento jurídico através do qual a Administração Pública promove a retirada de um ato administrativo por razões de conveniência e oportunidade.
No que tange ao ato administrativo, analise as afirmativas a seguir:
I. A Teoria Monista admite que atos administrativos eivados de vícios sanáveis sejam convalidados pela Administração Pública, com base em seu poder de autotutela.
II. Os atos administrativos válidos se extinguem pela revogação, que tem efeitos ex tunc.
III. Com a caducidade do ato administrativo, decorrente da declaração de sua nulidade pelo Poder Judiciário, há a perda dos efeitos deste ex tunc.
Assinale:
se todas as afirmativas estiverem corretas.
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
se nenhuma afirmativa estiver correta.
Assinale a alternativa CORRETA:
o Presidente da República poderá convalidar o ato de extinção de cargo público vago, praticado por Ministro de Estado, ainda que não lhe tenha delegado essa atribuição;
o ato administrativo qualificado pela lei de discricionário, emanado de autoridade integrante do Poder Executivo, não pode ser objeto de discussão judicial, sob pena de restar violado o princípio da separação entre os três Poderes;
a concessão da aposentadoria pedida por servidor público é ato administrativo discricionário, pois depende da análise do preenchimento dos requisitos previstos em lei;
o Poder Judiciário, caso provocado pelo interessado, pode determinar a revogação do ato administrativo que lhe prejudicou;
não respondida.
Determinado agente público pratica ato administrativo discricionário, baseando-se em circunstância de fato que depois se verifica inexistente. Mesmo, porém, com a verificação a posteriori da inexistência dos fatos que ensejariam a prática do ato, verifica-se que os fatos realmente ocorridos poderiam igualmente embasá-la. Nessa situação, o ato praticado
apresenta o vício da inexistência de motivos e não é suscetível de convalidação.
poderia ser convalidado se não se tratasse de ato discricionário, pois a convalidação é incompatível com esta espécie de ato administrativo.
poderá ser revogado, uma vez que se trata de ato discricionário, devendo seus efeitos necessariamente ser desconstituídos em caráter ex tunc.
não apresenta o requisito da motivação e deverá ser invalidado, sem possibilidade de convalidação, por força da teoria dos motivos determinantes.
poderá ser convalidado, respeitando os direitos de terceiros originados durante o período em que foi eficaz.
A convalidação de atos administrativos é providência que
De acordo com a legislação federal vigente sobre a matéria, a convalidação de um ato administrativo que apresente defeitos
não é possível.
é possível em caso de defeitos sanáveis, desde que não gere prejuízos a terceiros ou ao interesse público.
somente é possível se desse ato não advierem direitos adquiridos.
é possível em qualquer circunstância, desde que respeitado o prazo decadencial de 5 (cinco) anos.
depende da manifestação de vontade de todos os particulares a quem o ato aproveitou.
A convalidação de ato administrativo decorre de certos pressupostos. Não se inclui entre estes pressupostos:
não acarretar lesão ao interesse público.
não causar prejuízo a terceiros.
o defeito ter natureza sanável
juízo de conveniência e oportunidade da autoridade competente.
autorização judicial quando se tratar de matéria patrimonial.